Mais um episódio filler surreal para colocar a série nos eixos.
Na maioria das séries, episódios fillers são sinônimos de uma indesejável perda de tempo, por atravancar a linha mestre e emperrar a trama central. Haven é uma exceção a esta regra, pois consegue extrair o melhor da sua mitologia, justamente neste capítulos de encheção de linguiça. É neste momento que percebemos o porquê/relembramos o quanto gostamos tanto da série.
Assim como nos episódios em que os personagens viajaram no tempo, reviveram o mesmo dia inúmeras vezes e ficaram presos dentro do globo de neve, acompanhá-los no mundo imaginário do Sandman foi um deleite sem tamanho. Tão grande que me fez até esquecer as pataquadas dos últimos 3 episódios…
Temos que dar crédito à Lucas Bryant (o Nathan), que debutou como Diretor de TV e fez um belíssimo trabalho e também à Syfy, que “quebrou o porquinho” e colocou uma quantia bem mais de dinheiro nestes 42 minutos.
Sandman, enfim, tem o poder de colocar as pessoas num espécie de coma e transportá-las para o um mundo, onde ele é senhor absoluto. E é neste mundo, que ele cria um cenário de fantasia para, vejam só, se casar com Audrey. Não vou nem questionar de onde veio essa paixão repentina, afinal a série não é conhecida por escalar grandes beldades entre os coadjuvantes.
Importante salientar a conclusão deste caso da semana, onde Charlotte decide assumir o amor materno e arrisca a própria vida para resgatar sua filha do mundo paralelo de Sandman. Isto coloca uma “pá de cal” na péssima decisão dela querer abandonar a filha rumo ao void.
Por outro lado, se ela tivesse voltado pra casa, o seu destino seria menos trágico do que o apresentado em Wild Card, pelas mãos do seu ex-amante em meio a mais um bizarro-divertido trouble: uma taróloga amaldiçoada, projeta a leitura de suas cartas nas vítimas, tatuando-as com os números romanos que representam os símbolos do tarô. Esquecendo a vergonha alheia imposta pela cena de Audrey e Charlotte juntando o éter através das projeções do medo de perder algo que se ama ou se importa (como Haven consegue ser tão brega?), tudo o que permeou a morte de Charlotte foi muito bem orquestrado e, mais uma vez, a série se mostra muito corajosa para eliminar um dos seus principais sidekicks. Pobre Dwight…
E se tudo voltou aos eixos no lado de dentro da neblina, o mesmo se aplicou do lado de fora. A substituição da Kitty Pride pelo carismático Seth ajudou muito a criar interesse pelo plot de Duke. Ainda que esteja completamente descabido, o roteiro esta trafegando por situações pitorescas, como o encontro com o charlatão da oficina e o sangue de graxa, para enfim, encontrar as respostas como fantasminha camadarada. Esperemos muitas respostas sobre Duke no próximo episódio.
Assim encerro esta curta review dupla e fico contente de não ter desistido da série. Até semana que vem.






















