É com muito orgulho que eu anuncio que esse é meu texto número 1000 no Série Maníacos.
O ano era 2010 e a minha primeira crítica para o Série Maníacos não foi de uma série que eu acompanhava e sim de uma estreia: era Alphas, a ambiciosa produção do SyFy que ficou apenas por dois anos no ar. Para quem quisesse começar nesse mercado era assim mesmo: tinha que escrever, seja sobre o que fosse, até que aos poucos as séries mais legais fossem caindo na rede. Acompanhar episódio por episódio de uma produção ruim faz parte dos ossos desse ofício e durante esses nove anos de empenho, foram muitas e muitas críticas, sobre todo tipo de série, que agora, enfim, completam esse número (que eu estou aqui tentando achar impressionante sem parecer arrogante).
Como exercício de pura vaidade egocentrada, tentei pensar em quantas séries passaram por mim nesses quase dez anos, mas desisti de ser exato logo em seguida… Comecei com coisas bem ruins como Haven e Terra Nova, mas dei sorte de alcançar o crescimento de Ryan Murphy e cubro, desde então, quase tudo que ele fez: oito anos de American Horror Story, dois de American Crime Story e mais tudo que veio depois, inclusive Glee, que não pude cobrir com reviews (a linda da Camis Barbieri já fazia isso), mas que acompanhei com vídeo-reviews e especiais. Passei por clássicos como Homeland, ganhei algumas pela metade, como The Walking Dead, cobri apaixonadamente títulos como Spartacus e vi realities show chegarem aos poucos e de mansinho.
Eu já escrevia para o extinto Cartas para Pi sobre a Drag Race e ainda continuo sendo crítico do Omelete quase pelo mesmo tempo em que estou aqui. Efetivamente já ultrapassei o número de 1000 críticas, mas me orgulho de saber que 1000 foram só nesse espaço. E foram críticas, não apenas posts. O máximo que existe além de avaliações de episódios são especiais (como os de Lost), listas (como as de Glee) e análises (como a da coluna Um Olhar Maníacos, que eu criei).
Para quem escreve não existe dádiva maior que ser lido. No curso desses anos eu conheci os dois lados da moeda. O ódio veio por conta de críticas a Homeland, The Walking Dead e Game of Thrones, por exemplo. Muitas vezes os comentários eram horríveis e até que a casca fosse criada eu incomodei muito meus colegas com lamentações. Mas, também tive sorte de conhecer a parte boa. Se eu fosse eleger meu “hit”, seria o trabalho com The Leftovers, que até hoje me acompanha em forma de elogios e declarações inspiradoras. Foi meu trabalho mais catártico, mais prazeroso e que mais teve uma resposta comovida dos meus leitores. E foi nessa busca por continuar sendo lido, nesse anseio inebriado de continuar provocando reações, que nasceu o meu primeiro livro, que é, enfim, a razão pela qual esse texto foi feito.

Achei que divulgar o meu livro para vocês no texto número 1000 seria emblemático. O Eu Contra o Sonho existe nos meus guardados há muitos anos, mas somente a cerca de três começou o processo de edição. A história é bem simples e funciona muito mais como um romance/crônica: Carson é um jovem gay com uma natureza emocional berrante. Sua vida amorosa não é lá muito boa e ele acabou de passar por uma decepção horripilante. Enquanto devaneia sobre quem é, ele conta suas experiências envolvendo-as de extrema fantasia. Um exemplo disso são seus amigos, que aparecem na história na forma de personagens de séries de TV. Em seu mundo, Carson é amigo da galera de Friends, de Looking, de Glee, de Sex and the City e até de Dawson’s Creek. É como se ele vivesse sua dura realidade contando-a com o devaneio de seus sonhos.
A história é dividida em 13 capítulos, nomeados com títulos de séries que foram traduzidos para o Brasil, como Um Estranho no Paraíso, Lances da Vida e Química do Mal. É uma história com classificação indicativa de 16 anos e embora direta no desejo, é lúdica nas emoções. Depois de tantos anos exercendo a escrita como análise, eu poderia finalmente brincar com vidas que não eram minhas. Então, para aqueles que quiserem conhecer a história do Carson, o link para adquirir o livro estará logo abaixo (e a orelha dele foi escrita por ninguém menos que Michel Arouca). Nós, que sabemos o que é sonhar (e também o que é lutar contra ele), somos as pessoas mais indicadas para repartir e listar todos os nossos maiores anseios. Será um prazer mostrar mais de mim e com isso, talvez, tocar algo em vocês.
Tenho que agradecer MUITO a todos os que me acompanharam até aqui, ao Michel, que me deu a voz e a todos os colegas que me ensinaram e me aturaram mais vezes do que posso contar. Eu sou um cara sortudo…
Obrigado mesmo. Que venham mais 1000.
Quem quiser adquirir o meu livre, é só clicar aqui.





















