Sobre judaísmo e paredes choramingonas.
Como de praxe, Grimm apresentou outro episódio bom essa semana. O roteiro, dessa vez, esteve mais bem escrito e mais eficiente do que o do episódio anterior. O caso da semana foi muito bem bolado e ágil, equilibrado com um desenvolvimento parcial dos arcos da temporada.
Gostei pra caramba de como inseriram a mitologia do Golem na série. Em primeiro lugar, foi bom sair do tradicional wesen da semana para um monstro diferente e em segundo lugar, gostei porque foi tudo bem introduzido e bem encaixadinho. Foi muito bacana acrescentarem à tradição mística do judaísmo à série, e rendeu um caso semanal interessante de se acompanhar, diferente do que o que geralmente vemos, e bem redondinho.
Algo também muito bacana é que esse foi um daqueles casos em que eu não fiquei apenas acompanhando toda a ação e curioso para saber como tudo iria se resolver, mas foi um daqueles – raros – em que, rapidamente, a gente cria uma empatia pelos personagens envolvidos na história e se importa mesmo com o que vai acontecer com eles. Gostei bastante do trio do menino David, sua mãe e o rabino. O que ajudou com David foi obviamente o rápido laço criado entre ele e Trubel, pois ambos “viam os monstros”. As cenas dos dois juntos foram muito bonitinhas, e é bacana ver esse lado mais amigável e gentil de Trubel.
Entretanto, fiquei um pouco encucado com a resolução do caso. Por mais que eu tenha achado muito bacana e muita cretina a cena, com o próprio menino se livrando do Golem, não vejo como isso “quebrou” a oração e impede o Golem de reaparecer quando David estiver sendo ameaçado por qualquer um novamente. Outro ponto bem bacana foi Nick se fazendo de isca para o Golem e bancando o policial malvadão, quando a gente vê que ele está odiando fazer isso.
Gostei de ver Trubel abrindo o jogo e contando logo para Nick sobre Chavez. Assim a trama escapa da possibilidade de cair em um buraco de previsibilidade e caminha para conflitos realmente interessantes.
A trama de Wu caminha a passos lentos, mas essa é a intenção e funciona. Senti até dó de vê-lo falando de suas suspeitas para o Capitão, já que Renard sabe mais do que ele, porque afinal, todo mundo sabe mais do que ele. Falando em Renard, também achei muito bacana a cena dele sendo recebido de volta na delegacia.
Fiquei um tanto dividido com a continuidade da trama de Adalind em Vienna. A trama em si flui bem, e aqueles rostos que surgiam das paredes falando e depois chorando o suficiente para encher muitas cantareiras por aí foi algo absurdamente cretino, engraçado e tenso ao mesmo tempo. O que me deixa com o pé atrás é a timeline, na verdade. Enquanto em Portland os dias passam normalmente, parece que em Vienna estão se passando algumas horas, como se a timeline fosse diferente em um núcleo e no outro, o que não é. Acredito que toda essa trama de Adalind fugindo da prisão de Vitor teria um desenvolvimento mais coeso se tivesse sido tudo feito em um único episódio, ao invés de picotada em vários.
Os mascarados, afinal, estavam lá apenas para jogar um tijolo-recado na loja de Rosalee. Ainda tenho dúvidas de que isso seja realmente obra de wesens que são contra casamentos mistos, porém se for mesmo, acredito que é uma ideia cheia de potencial para ser explorado.
Elisabeth, Rosalee e Monroe trabalhando juntos continuou sendo bem gostoso de se acompanhar, ainda mais com aquela cena insana de Elisabeth como Adalind. Mais uma vez, elogio a forma como os episódios dessa temporada estão terminando com ganchos. Durante o episódio, havia me ocorrido o pensamento de que Juliette estava um tanto avulsa na temporada até o momento e estava pronto para comentar isso aqui na review, e eis que Grimm me vem com toda a sua cretinice ao colocar Juliette como o ingrediente mais importante para recuperar os poderes de Nick. Mais uma vez, ficamos no aguardo do próximo episódio.















![Grimm 6×13: The End [Series Finale]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2017/04/Grimm-6x13-218x150.jpg)