
Hell Yeah!
Spoilers Abaixo:
Sim, pessoas. Grimm conseguiu fazer um excelente episódio. Finalmente conseguiram juntar um caso extraordinário com o desenvolvimento da trama principal. Ora, antes tarde do que nunca.
Nem um minuto deste 1×12 foi monótono. Tal característica já estava aparecendo demais na série, deixando os telespectadores admirados pela premissa da história (oi, me chamou?) meio desanimados. Até os minutos melancólicos e mudos com Juliette foram úteis e prenderam os olhos da gente na telinha. Que maravilha.
Aliás, ficou difícil de imaginar o que se passa na cabeça dessa moça. Pelo que ela conhece do namorado, ele não apareceu no jantar porque sua complicada vida como detetive o deteve. Mas, pobre Juliette, isto não é nem o começo.
Enquanto ela está lá sentada na cama admirando o diamante imenso que ele pretendia dar pra ela no Piloto, ele está numa jaula lutando com um ser que ela nem imagina que existe, em uma luta de vida ou morte. Enquanto ela fica triste por ele não chegar antes da comida esfriar, o chefe do namorado sai matando antigos parceiros de negócios, porque o tal sócio não soube manter a parceria como contratada.
A investigação desta vez teve várias pistas, várias vítimas e vários desfechos. De um lado Nick e Hank investigando pela lei, do outro o capitão Renard fazendo justiça pela sua própria lei. A vítima, neste caso, não foi só o casal que morreu assassinado em casa. Cada pessoa presa nas jaulas, condenada às lutas, também era vítima.
Como a gente viu, aquele ambiente mudava até mesmo a mentalidade do prisioneiro. Em Grimm, o fato de ser uma criatura sobrenatural não significa necessariamente que você é mal. Vide Monroe. Mas lá no galpão de luta, Dimitri Skontos, tido como bom rapaz, deixou toda a bondade de lado e passou a ter gosto por sangue.
Podemos dizer que praticamente o mesmo aconteceu com Nick. Claro que não estamos acostumados com a falta de expressão do jovem Grimm e estamos esperando pelo momento em que ele assuma todo esse poder de assustar que ele tem. Mas convenhamos que neste episódio ele mostrou alguma garra.
Antes de começar a lutar, Monroe lhe aconselha a “cavar fundo dentro de si mesmo, resgatar as histórias dos seus antepassados… e fazer o que deve fazer”. Aí presenciamos um Grimm bravo, que apanha, mas revida, e termina a luta em cima do seu oponente. Porém, obviamente, seu lado policial permanece ali e a luta termina sem morte para nenhum lado.
Apesar de ter gostado bastante das cenas de luta, o quesito simpatia e carisma continua sendo só de Monroe. Falta muita expressão para Nick, e olha que desta vez ele estava interpretando cenas de quase morte. Aliás, até mesmo quando ele fala “eu te amo” para a namorada falta mais esforço para convencer. E olha que já passamos da metade da temporada.
Capitão Renard não revelou quem é de fato, mas temos uma leve pista. Aparentemente ele faz parte de uma realeza e até foi chamado de “Sua Alteza”. Ou seja, se existe realeza, e se existe um príncipe, existe alguma Majestade por aí. Logo, Renard deve ser um dos menores problemas de Nick. E se a gente pensava que ele era o chefão que deu as ordens para a morte da tia Marie, pode ser que estejamos enganados e ele “só” estava repassando o que lhe mandaram.
É. Não há nada que esteja tão ruim que não possa ficar pior.
História que serviu de inspiração:
– “Androcles”, escrita pelo latino Aulo Gellius no século 2.
– É a história de um escravo fugitivo que se refugia em uma caverna, o que acaba por ser o covil de um leão ferido. Ele remove um espinho grande do pé do animal, e, como resultado, o leão se recupera e torna-se manso em relação a ele. Depois de vários anos, o escravo retorna à civilização, é preso e condenado a ser devorado por animais selvagens. Ele é jogado no ringue com o mesmo leão, que mais uma vez exibe seu afeto para com o escravo.
– No episódio ” Last Grimm Standing” Monroe é comparado a Androcles quando é capturado e enjaulado com Dimitiri, que tem um prego preso em sua mão. Monroe se oferece para ajudá-lo e retira o prego. Mas as semelhanças param por aí. Quando os dois se encontram na arena, Dimitri não mostra a mesma misericórdia que o leão e ataca Monroe sem piedade.
Criaturas:
– Lowen: criaturas-leões que antes eram caçados, presos, escravizados e usados para o esporte em combate romano. Agora, eles são conhecidos pela captura de Wesen para lutas clandestinas.
– Dickfellig: criaturas-rinocerontes, são bons lutadores, e excelentes escolhas para as lutas clandestinas dos Lowen.















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