
A guerra pela Terra está só começando.
Spoilers Abaixo:
Existem mais coisas entre o céu e a terra do que imagina nossa vã filosofia. Essas são as palavras imortalizadas pelo dramaturgo inglês Willian na fala de Hamlet, na peça de mesmo nome escrita por volta do ano de 1600. De lá pra cá muitas coisas mudaram, mas a verdade contida na frase acima continua imutável. Até os nossos dias os homens tentam descobrir os segredos que estão escondidos no céu. Que vida ou tipos de vida pode existir lá fora? Sem dúvida, perguntas que a ciência tenta explicar e definitivamente um prato cheio para a imaginação humana. Lembrando o tema de Arquivo X, a verdade está lá fora.
Exploração de outros planetas e vidas alienígenas sempre povoou as nossas mentes. Não era de se duvidar que histórias dessa temática alcançassem grande sucesso, quanto mais o homem explorava o universo, mais histórias surgiam, dando origem a um de meus gêneros preferidos, a ficção científica.
No mundo das séries vale destacar a década de 60, auge da corrida espacial que possibilitou o surgimento de uma obra-prima do gênero, Jornada nas estrelas. Mas não parou por aí, de lá para cá vieram séries como Perdidos no Espaço, Meu Marciano Favorito, The Twilight Zone,The Thunderbirds, The Jetsons, Alfie o Eteimoso, V, Ufo, Stargate, Firefly, Babylon 5, Arquixo X, Battlestar Galactica, Doctor Who, Falling Skies e tantas outras. História de bons e maus aliens, abduções, contatos em 3º grau, invasões e Etc. Enfim, a linha temática é quase tão infinita quanto o universo.
Invasão alienígena é um dos meus temas preferidos dentro do sci-fi. Sempre gostei de ver os aliens tentando dominar a Terra e os homens mostrando seu pior e melhor para sobreviver, passando por cima de tudo para salvar a Terra. Sendo assim, não é nenhuma surpresa que Falling Skies entraria para minha lista. Afinal, sobrevivência humana a um ataque alienígena é o tema central da série. Confesso que quando vi a promo da série, meu pensamento foi; Spielberg +Alien+invasão= Expectativa de um bom espetáculo (afinal sou da geração E.T.). Acompanhei a primeira temporada inteira pela TNT. Não vou dizer que a série foi excepcional, mas foi regular e original. E mesmo gostando da série não esperava que fosse continuar.
Mas para minha felicidade, Falling Skies voltou, muito melhor para sua segunda temporada e repetindo a tática da última temporada, começou com episódio duplo. Fui abduzida por essa série. Durante quase duas horas fiquei presa, mal consegui piscar dentro da nave mãe de Falling Skies, mas em seguida, fui solta e estou aqui para contar como foi essa experiência. Nada mais justo do que relatar o que aconteceu nesse tempo que mantive contato com Falling Skies.
Relatório de contato imediato de 3º grau com Falling Skies;
A segunda temporada começou exatamente realizando meu desejo: eu esperava mais ação, mais aliens e mais emoção. Exatamente o que eu encontrei nesse episódio duplo. Tudo indica que os produtores e roteiristas estão acertando a mão, afinal, nada melhor do que uma boa história de invasão alienígena.
O primeiro episódio começou com muita ação. Pope chutando o traseiro dos alienígenas, Weaver assumindo o papel de líder fortão da resistência, Hal como sempre lutando e Ben tornando-se homem, indo até para a batalha. Infelizmente, ficou provado que ele precisa treinar um pouco mais a pontaria, pois acabou acertando acidentalmente o pai e protagonista da série Tom. Sem dúvida um excelente começo.
Flashbacks e abduções; no final da primeira temporada, Tom entrava na nave alienígena. Não era de se esperar que o primeiro episódio focasse no tempo em que ele passou na nave mãe, mas o modo como à história da abdução foi narrada nesse primeiro episódio foi excelente. Tom quase morrendo, tem pequenos flashes de sua abdução. Temos dois tempos dentro do mesmo episódio: o tempo que Tom passou na nave sendo contado em forma de flashback e o tempo real em que Tom está lutando para viver. No final do episódio, vemos esses dois tempos fundindo-se na recuperação de Tom.
Evolução dos personagens; Bem foi provavelmente quem mais evolui nesse começo de temporada. O garoto meio perdido da primeira temporada voltou em versão turbinada. Mais forte e cheio de ódio pelos aliens. Sem medo algum, matou aliens, cruzou rios, chegou até enfrentar o irmão mais velho. Mesmo assim, algo nele não está certo, a dualidade entre ser parte humano e parte alien ainda causa conflito no jovem. Não tenho dúvidas que ele vai ter um papel fundamental nessa batalha.
Aliens para encher a tela; se na primeira temporada as aparições eram poucas, não dá para reclamar agora. Eles até começaram a revelar seus planos para a humanidade.
Planos malvados, diálogos perfeitos; O que dizer do embate entre Tom e o líder Alien? Ver Tom diante de seu invasor, uma criatura superior (na altura mesmo) tentando defender a humanidade foi, em minha opinião, o melhor momento do episódio. De um lado os aliens alegando que dariam aos homens uma espécie de campo de refugiados e dizendo que após estudar a história humana, chegaram a conclusão de que a opressão faz parte da natureza humana. Do outro lado Tom alegando que não se pode pegar os piores momentos da raça humana alegando que toda a humanidade é assim, dizendo que não era motivo para os aliens matar bilhões de humanos. Não precisa dizer que essa negociação foi por água abaixo.
Em tempos de guerra, a moeda mais valiosa é a sobrevivência; Uma das cenas mais interessantes desses episódios ocorre quando Tom tenta voltar para sua família e encontra uma mala de dinheiro em um carro. No mesmo momento ele sabe exatamente o que fazer com o dinheiro e usa-o para fazer uma fogueira.
Até mesmo na guerra, o melhor da humanidade pode surgir; que Tom é um super-pai não há dúvidas, ele faz qualquer coisa por seus meninos. Mas mesmo assim está disposto a ajudar os outros. Não porque ele é bonzinho, mas porque como ele mesmo diz isso é o que as pessoas deveriam fazer uma com as outras. Foi o que ele fez ao invés de simplesmente roubar a moto de uma menina ele decide levar ela com ele, ajudando a menina até a enterrar a mãe. Pena que no fim a menina mudou de ideia e foi embora deixando Tom na mão. Mas esta foi sem dúvida uma boa trama paralela que afirmou ainda mais a personalidade de Tom. Sinceramente acredito que a menina possa voltar em algum episódio futuro.
Hostilidades, ninguém é confiável, nem mesmo o herói; Um dos trunfos desse início de temporada esteve no conflito de Tom. Ele não foi apresentado como o herói, mas como um homem frágil que tem no amor pelos filhos sua maior arma de luta. E após passar um tempo com os aliens, foi o único sobrevivente. Voltou, mas não sozinho trouxe no corpo uma espécie de espião.
A história ainda está sendo escrita e com muito mais ação dessa vez; Minha principal bronca com a primeira temporada era a falta de ação, tudo era muito morno, mas agora não posso reclamar. A batalha finalmente começou. Os humanos não irão se render como ficou claro no primeiro episódio e irão lutar até o último minuto. A temporada começou com uma cena de luta, e durante os dois primeiros episódios foi sequência em cima de sequência, mas sem nunca deixar de dar ênfase aos dramas humanos. Vale ressaltar que toda a história criada em torno da passagem da ponte no segundo episódio, foi excelente. Enfim, todo o segundo episódio foi muito bom, ação foi o que não faltou. Quase pulei da cadeira quando eles estavam passando pela ponte. Tensão total (presente para nós expectadores) com Tom correndo para lutar contra os Mechs e Skitters. Mas o melhor veio com Matt, salvando a vida do pai. Nem mesmo ele escapou da luta. Alguém duvida que muita ação ainda esta por vir nos próximos episódios?
Drama: Seguindo o rumo da primeira temporada, Falling Skies continua focando no drama de Tom, sempre agindo como um super-pai salvando seus filhos, mas nesses dois episódios até mesmo o drama familiar teve um bom desenvolvimento. No primeiro episódio Tom é atingido acidentalmente por Bem, mas nem por um segundo culpa o menino, ao contrário, tenta manter a todo custo os meninos perto dele. Vale destacar dois momentos que renderam bons momentos nos episódios: primeiro o duelo Amor x Ódio com o diálogo entre filho e pai quando Ben diz que é o ódio que dá força para lutar e Tom diz que se é o ódio que o motiva, então os aliens já o mudaram, pois para Tom somente o amor pelos filhos o faz lutar. E o segundo grande momento ocorre no final do segundo episódio, na passagem pela ponte, quando todos já conseguiram atravessar, menos Tom que ficou para trás. Foi sem dúvida o ponto alto do episódio. De um lado Tom lutando contra os Aliens do outro Weaver hesitando em explodir a ponte. Os minutos finais que seguiram depois da explosão não me deixaram nem piscar de tanta tensão, ao ver Matt lamentado o comportamento com o pai e Hal socando Pope. Porém logo minha tensão foi aliviada quando vi Tom surgindo do rio para abraçar seus meninos. Sem dúvida, momento final feliz do episódio. Não poderia imaginar um fechamento melhor para esse episódio duplo. Aliás, vale ressaltar que o otimismo é uma característica forte de Falling Skies, afinal, os homens já sobreviveram a muitas guerras e atrocidades e enquanto houver vida ainda há esperança.
Enfim, termino afirmando que esse episódio duplo de início de temporada foi repleto de ação e emoção. Não tem nem como comparar com a primeira temporada. Posso dizer que estou mais do que feliz por ter continuado com Falling Skies. A série mostrou evolução na trama, crescimentos nas personagens, momento mais dramáticos com ritmo e finalmente Falling Skies está pronta para dominar a telinha. Sem dúvida vou aderir tranquila essa invasão.
Mal posso esperar pela próxima abdução. E quanto a você querido leitor também foi abduzido por Falling Skies? O que você tem a dizer sobre esse contato? Compartilhe aqui sua experiência.















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