Remake do sucesso de Benedito Ruy Barbosa é capaz de ressuscitar o horário nobre?
Entre Março e Novembro de 1993, Benedito Ruy Barbosa chegava de volta à Globo depois de um estrondoso sucesso na Manchete, à frente de Pantanal. Benedito preferiu não sair da zona de segurança e planejou uma trama com muitas características parecidas com o título da Manchete: uma rivalidade entre pai e filho, numa região rural, com alguns elementos fantásticos e perfis de personagens que até mesmo seguiam a mesma métrica.
Contudo, apesar de tantas semelhanças, para alguns Renascer é uma espécie de “Pantanal afinada”, com mais cuidado estético, mais camadas para os personagens e mais agilidade na trama. Apoiada em um elenco encabeçado por Antonio Fagundes, Marcos Palmeira e Adriana Esteves; a novela era um horizonte de carisma desde o começo. Mas, foi justamente esse “começo”, que determinou a identidade da produção. Leonardo Vieira e Patrícia França só precisaram de 3 capítulos para garantirem a novela.
O remake de Pantanal era um movimento natural. Fazia sentido que uma novela icônica, de uma emissora extinta, fosse refeita para as novas gerações. Com o sucesso inevitável, começaram as especulações sobre as obras de Benedito começarem a ser revisitadas, mesmo que nem precisassem disso. A Renascer de 1993 – revista nos dias de hoje – ainda é bonita e relevante, mesmo que mais de 30 anos depois. O objetivo desse remake é muito mais calculista do que artístico.
Bruno Luperi mais uma vez resgata a obra do avô; e mais uma vez faz promessas de que pouca coisa do original vai mudar. Ainda veremos José Inocêncio jovem chegando até Ilhéus para prosperar; se apaixonando por Maria Santa e perdendo-a para o difícil parto de João Pedro, que, então, cresce rejeitado pelo pai. A jovem Mariana os encontra adultos e primeiramente se interessa por João Pedro. José Inocêncio conhece a menina e resolve roubá-la do filho, começando uma guerra de rancores que dura toda a novela.
Dessa vez, a primeira fase dura 13 capítulos e a situação vigente do cacau passa a ser uma discussão mais urgente – visto que a novela se passará nos dias de hoje. O elenco reverencia o passado ao colocar Marcos Palmeira – que em 1993 era o filho rejeitado – para viver agora o pai que o rejeitara… Mas, apesar de mergulhada nesse imenso fator nostalgia, Renascer tem a missão de ressuscitar o horário das 21 (que capenga terrivelmente nos últimos anos).
A direção artística é de Gustavo Fernández, direção geral de Pedro Peregrino e direção de Alexandre Macedo, Walter Carvalho, Ricardo França e Mariana Betti. A produção é de Betina Paulon e Bruna Ferreira e a direção de gênero de José Luiz Villamarim.
O elenco da segunda fase conta com: Marcos Palmeira, Theresa Fonseca, Juan Paiva, Rodrigo Simas, Renan Monteiro, Marcello Melo Jr., Jackson Antunes, Ana Cecília Costa, Samantha Jones, Juliane Araújo, Sophie Charlotte, Gabriela Medeiros, Matheus Nachtergaele, Xamã, Mell Muzillo, Camila Morgado, Vladimir Brichta, Alice Carvalho, Irandhir Santos, Pedro Neschling, Livia Silvia, Gabriel Lima da Silva, Juan Queiroz, José Duboc, entre outros.
Abaixo, colocamos para vocês um clipe com algumas palavras de Sophie Charlotte sobre o remake e sobre sua personagem, Eliana.
‘Renascer’ estreia hoje, dia 22 de Janeiro… Vamos ver onde esse renascimento nos leva; se aos pés do Jequitibá ou aos pés do diabinho da garrafa. Assim que a segunda fase vier, teremos uma crítica de primeiras impressões. Até lá.
















