
O coadjuvante com presença de protagonista.
Spoilers Abaixo:
Sei que este episódio não teve seu foco em Alec, mas vou aproveitar que a série está no comecinho para fazer uma review dedicada a ele. Apenas dois episódios se passaram, Continuum nem conseguiu conquistar direito sua plateia, e a presença do jovem Alec, a excelente atuação de Erik Knudsen, já impressionaram
O personagem não fez um grande discurso nem teve uma grande cena de pura emoção. Na verdade, o espaço dele no cenário e no roteiro ainda é pequeno. Ele fica naquele celeiro praticamente o tempo todo e a família dele, que logo terá uma importância maior, só aparece em milésimos de segundos. Porém, os melhores minutos são quando ele está em cena. Quando ele aparece é sinal de que saberemos mais sobre o passado-futuro e a personalidade de Kiera, e que ele vai livrá-la de alguma encrenca por aí.
Aliás, em Fast Times ele a livrou de uma baita encrenca. Não só a livrou como deu para ela todo o poder e liberdade que ela precisa e não precisa. Era óbvio que em algum momento a polícia ia perceber que ela estava mentindo. Não dá para você simplesmente transitar por aí roubando a identidade de um policial. Mas, mesmo dentro da obviedade, Continuum conseguiu surpreender com a forma que escolheu para trabalhar este plot.
Primeiro, a super-roupa deu um jeito em Carlos. Aqui já deu para ver o climão entre ele e Kiera e, aqueles (como eu) que torciam para que os dois não fossem um casal, perderam rapidinho o motivo da torcida. Só que o melhor ficou por conta do choque básico que derrubou o grandalhão, seguido de uma bela declaração de “preciso de você”. Nada tão irônico.
Porém a coisa ficou séria quando o Liber8 resolveu sequestrar um acadêmico para ter acesso ao equipamento que teria energia suficiente para dar sequencia ao plano deles. Como Ingram havia dito, o plano deles não era ir para em 2012, mas sim ir para 2071. Somente um deles, Kellog (Stephen Lobo), chegou à conclusão de que ficar é muito melhor que tentar viajar no tempo outra vez.(mesmo que a Protetora esteja aqui), já que eles conhecem o futuro e podem lucrar com isso.
Mas aí entra a fala de Alec no A Stitch in Time: o que os do futuro fazem agora, trará como consequência um novo futuro. Isso serve para Kiera, que queria pegar uma carona com o Liber8, apesar de ouvi-los dizer que o destino era seis anos antes de 2077.
E este foi o ponto do episódio: não existe mais casa para Kiera. Nem no futuro e nem aqui, pelo menos ainda. Naturalmente, chegou o tempo de ela chorar e lamentar a perda de sua família, e de Carlos questioná-la sobre quem ela é e de onde ela veio. Praticamente o tempo todo ele a interrogou sobre isso, obtendo uma resposta vaga daqui e outra dali. A resposta “oficial” ficou por conta da ficha que Alec arrumou para ela: uma federal numa missão secreta.
Interessante notar que Carlos não só não se contentou com a notícia, ele também não deu muito crédito a ela… O que significa que as perguntas não param por aí.
O que também não para por aí é a missão de Kiera de ir atrás do Liber8. Ninguém conseguiu voltar para onde queria e um pedaço do dispositivo que eles usaram para a viagem no tempo foi parar nas evidências da polícia. Agora, além de caçar os criminosos, ela terá que lidar com uma possível invasão deles à delegacia, o que pode resultar na sangueira que já presenciamos em A Stitch in Time. Além disso, uma hora ou outra ela vai se envolver diretamente com a peça também, spoiler que o pôster da série deu logo de cara.
Observações:
– Continuum começou (inteligentemente) a mostrar o início de Kiera como Protetora. Vale observar o valor que ela dá à profissão e como ela acredita no que faz. Além de vermos a implantação do chip no cérebro dela, a “automatização” dos olhos, e descobrirmos que é o pensamento que controla a tecnologia de Alec, vimos também a insatisfação do marido com o trabalho da esposa.
– Não mencionei na review anterior, então não posso deixar de falar agora, como foi bem lembrado nos comentários: o ator que faz Alec em 2077 é William B. Davis, o “The Smoking Man” de The X-Files.
– Hoje a menção honrosa vai para a cena de Kiera roubando um carro, o quebra-gelo do episódio. O que seria dessa mulher sem Alec?
– Todos os episódios dessa temporada terão a palavra “Time” no título.













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