Grande sucesso de público e crítica da HBO em sua primeira temporada, Big Little Lies retorna com seu elenco estelar em uma season premiere que faz jus a sua qualidade.
Inicialmente elaborada como uma minissérie, não foi realmente uma surpresa a HBO resolver encomendar a segunda temporada da série, visto a grande aclamação recebida em 2017. E o “hype” não foi perdido na estreia de seu segundo ano, agora em 2019. Um dos grandes atrativos da série é o seu elenco espetacular, Reese Witherspoon, Nicole Kidman, Shailene Woodley, Laura Dern e Zoe Kravitz são grandiosas demais, ainda mais em conjunto, para deixar passar em branco. E agora Meryl Streep se junta a esse elenco de peso.
Quanto ao enredo, a obra de Lianne Moriarty – Pequenas Grandes Mentiras, no Brasil – foi basicamente toda adaptada na primeira temporada, então esse segundo ano é totalmente roteirizado pela equipe da série e nem por isso houve uma queda de qualidade (cof cof Game of Thrones).
O ponto de partida da nova temporada é um tempo depois da morte de Perry Whright, mas com o envolvimento das “Cinco de Monterey” – Jane (Woodley), Maddie (Witherspoon), Celeste (Kidman) e Bonnie (Kravitz) – ainda sendo tema de conversas da pequena cidade californiana. A mudança de dinâmica entre elas é gritante para o restante dos pais da escola que seus filhos frequentam, ainda mais pela rixa Renata e Madeline não ser mais uma realidade.

Além da mudança nos relacionamentos, a série irá investir muito na chegada de Mary Louise Wright (Streep), a mãe de Perry. Com o pretexto de ajudar Celeste com Max e Josh após a morte do marido, Mary Louise é uma personalidade um tanto intrigante e que já chegou causando tumulto – principalmente com Maddie. Logicamente a construção dela seguirá a linha “mãe em luto” e o clima de mistério agora foi transferido para a personagem que parece ter suas dúvidas quanto a morte do filho.
O que pode parecer pequenas mudanças em Big Little Lies são, na verdade, enormes. A familiaridade de algumas tramas, como o conflito entre Maddie e Abigail (Kathryn Newton), é responsável por reconectar o enredo com a primeira temporada da série. Grande parte do enredo era pertinente ao abuso sofrido por Celeste e Jane, que ainda lidam com o trauma, todavia o “mistério” que envolvia o estuprador de Jane e se Celeste deixaria ou não Perry, encerrou-se.
Essa season premiere manteve a qualidade da série como quase nenhuma outra é capaz de fazer, ainda mais quando uma produção é concebida como minissérie. A storyline planejada com o remorso de Bonnie, a vinda de Mary Louise e os pesadelos de Celeste foram suficientes para mostrar o tom da temporada e indicar que a natureza da série não será mudada e que o padrão será mantido e até melhorado.
De todas as coisas nesse primeiro episódio é difícil escolher o destaque e isso é ótimo. A temporada tem tudo para continuar construindo muito bem os personagens e entregando histórias maravilhosas e com profundidade sem igual. É inegável a empolgação que Big Little Lies causa e a previsão é uma temporada de muitos elogios, assim como a sua primeira.
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Little Lies #1: difícil não comentar o grito de Mary Louise nesse primeiro episódio, foi uma das cenas mais marcantes e que renderam até meme durante a semana. Meryl brilha, como sempre, e constatou (obviamente) que sua adição a esse elenco sensacional foi perfeita;
Little Lies #2: provavelmente a temporada retome a investigação da morte de Perry, mas felizmente parece que esse não será o foco central da temporada. E nem deve;
Little Lies #3: o deboche de Mary Louise a Maddie foi impagável. Inclusive é impossível “escolher” um lado.
Little Lies #4: a saudade desse elenco e personagens não foi pouca.
















