É Norma, tua batata está assando!

Spoilers Abaixo:

Bates Motel está ensinando muita série de plantão qual é a fórmula da qualidade. E em um episódio mais calmo nos mostra que série que conta com um elenco afiado e extremamente talentoso e com uma ótima equipe de roteiristas não precisa mostrar adrenalina insana em todos os episódios. Foi um episódio razoavelmente mais calmo e mesmo assim cheio de tapas na cara.

O primeiro tapa foi na cara da Norma, que serviu para acordá-la e fazê-la deixar de ser assim tão burrinha, arrogante e pretensiosa. Não me levem a mal, a personagem é muito boa e eu adoro demais as nuances e as caras e bocas dela. Não é qualquer atriz que seria capaz de dar vida a uma personagem com trejeitos e atitudes tão irritantes e frustrantes de forma tão brilhante nos fazendo compreender completamente a natureza e motivos da personagem, portanto Emmy já para Vera Farmiga, por favor (vaza Claire Danes). As burrices e burradas de Norma são engraçadas e extremamente relevantes para a evolução da história.

A burrada nesse episódio foi Norma ir atrás do xerife Romero, se achando a tal. Afinal como ela mesma disse, eles passaram por muitas coisas juntos. Mas o xerife não está ali para fazer amizades e nem favores políticos (e eu espero que nem pessoais) e rapidamente coloca Norma em seu devido lugar. Eu sou fã do xerife Romero mesmo achando cada vez mais que ele está envolvido até o pescoço com tudo que acontece na cidade.

Novamente vimos o quão possessiva Norma pode ser. Ela não se importa com a sanidade do filho, ainda mais quando essa sanidade pode resultar na perda de seu total poder. Norma não admite o fato de Norman precisar de terapia e muito menos admite o fato de Norman precisar de terapia sem a sua presença. Assim, jogando o pobre menino cada vez mais na direção da loucura. Afinal se ele não pode conversar com alguém, suas frustrações virarão raiva contida e será somente questão de tempo para essa raiva contida explodir em várias direções.

 Norman começou a se jogar de cabeça na taxidermia e com isso se torna iminente a sua real aproximação de Emma, ainda mais quando aparentemente o pai dela aceita esse relacionamento. Mesmo achando um pouco tarde, fico satisfeita em ver que os Decodys terão algum tipo de influência na vida de Norman, se positivo ou negativo só o tempo dirá. Mas o fato é que é justamente dessa influência e de Emma que Norman precisa nesse momento. Enquanto Emma defende sua honra contra as bitchs do high school, o pai dela defende sua necessidade em ter um hobby para extravasar a tensão acumulada, resultado da pressão exercida pela bitch Norma.

E já que estamos falando em bitchs, que tal mencionarmos Bradley? Se é que resta alguma coisa para falar sobre essa pessoa que me enganou totalmente. Eu disse em algumas reviews anteriores que estava propensa a ser time Bradley, porque ela representava uma normalidade afetiva para Norman, e então eis que chegou o momento do tapa na minha cara. Agora, minha torcida é para ela realmente ser a primeira vítima de Norman, afinal alguém terá que ser e nesse momento nada mais propício e justo essa vítima ser ela! E são exatamente essas mudanças nas minhas preferências que me fazem pensar em como Bates Motel é boa! Cada episódio é uma situação diferente que me faz mudar a forma de pensar sobre algum personagem, ou seja, de estática a série não tem nada.

Dylan continuou se enfiando de cabeça nos negócios escusos da cidade. E teve tempo de brigar com o novo parceiro para logo depois o impressionar com sua atitude de garoto macho. E eu que pensava que as pessoas tinham total direito de tocar violão e cantar música brega onde bem entenderem. São tantas as possibilidades para Dylan que eu fico louca de expectativas. Ou ele realmente será algum tipo de salvação ou será o último prego no caixão de todos, inclusive no dele mesmo. Mas o importante é que, pelo menos nesse episódio, houve distância entre ele e a Bradley (bitch).

E então fica a pergunta: será o “poderoso chefão” de White Pine Bay o homem do quarto número 9? Eu acho que não, por mais estranho que ele seja, acredito que ainda estamos diante de um peixe pequeno dentro dessa quadrilha. Tá, eu admito que o cara é bem estranho mesmo, fez a Norma tremer e sacolejar na base o que por si só já é um feito bem impressionante. Mas o que sabemos de fato é que ele procura por algo, e acredita que esse algo está com Norma, portanto problema enorme a caminho, e garanto que não é com gritinhos histéricos e tão pouco com ameaças de chamar a polícia que Norma vai  resolver essa parada. Pelo menos ela contou, novamente, com a ajuda do super Dylan para preencher os quartos vazios do motel, mesmo que seja com a galera da cannabis sativa!

Quero é ver como o super Dylan a salvará do impacto e trauma que a volta do Zack Shelby (ou o que restou dele) trará. Momento piadinha infame: palmas para Zack Shelby que voltou todo sorridente na banheira…

PS 1: vida longa e próspera para Juno, a cachorra!

PS 2: somente mais dois episódios nessa primeira temporada. Que sejam épicos!

Artigo anteriorGrimm – 2×20: Kiss Of The Muse
Próximo artigo[Flashback] Friends – 6×23: The One with the Ring