Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé
Esses foram mais dois ótimos episódios de Grimm. É até legal falar de ambos juntos, pois suas estruturas são muito parecidas. Ambos possuem casos semanais excelentes, e enquanto a trama central permanece em um ponto morto, foram desenvolvidas tramas paralelas também muito boas e bem desenvolvidas.
Em “Eyes Of The Beholder“, o caso da semana foi muito bacana, e a forma foi ágil em que foi roteirizado rendeu um desenvolvimento muito bacana e com bastante ação. Gostei da forma como Tyler Zuri, a fisioterapeuta aleatória de Hank apareceu novamente por ser irmã de Jared, que era parte do caso da semana. Isso fez Hank ter um bom destaque nesse episódio, coisa que não acontecia há muito, muito tempo, e para minha surpresa, esse destaque foi totalmente agradável. Acho que seria realmente bacana se Zuri aparecesse novamente, pois houve sim química entre ela e Hank, e acho que os dois formariam um bom casal. Mas devido a cena final, não sei se essa possibilidade realmente existe. As surpresas também continuaram com a revelação de que Zuri e Jared também eram wesens, o que fez os fãs de Grimm começarem a acreditar que quase todo mundo é wesen nessa série.
O caso da semana com os Yaguarete foi bem pensado e bem desenvolvido. A série está de fato muito criativa para fazer fillers totalmente diferentes um do outro nessa temporada. A rixa entre gangs de wesen foi uma ideia bem bacana, e ainda nos trouxe um pouquinho mais sobre o passado de Rosalee. É sempre muito bacana quando a série introduz novas informações sobre os “passados obscuros” de Rosalee e Monroe. Esses dois, aliás, estão sempre esbanjando química e carisma em todas as cenas que aparecem.
Juliette é, ao mesmo tempo, idiota e heroína nesse episódio. Mesmo com Nick avisando para agir normalmente, ela não consegue e acaba contando para Alicia que sabe que ela é wesen, e depois só piora a situação, revelando que Nick é um Grimm. Mas valeu a pena pelos momentos engraçadíssimos, primeiro só com Juliette e depois também com Nick na cozinha, “tentando agir normalmente”. Depois, quando Joe invade a casa para pegar Alicia, Juliette se redimiu ao enfrentar o wesen e derrubá-lo. Se pararmos pra pensar, isso não faz o menor sentido, porque eu não sei da onde foi que Juliette tirou toda aquela força e agilidade, mas quem se importa? A cena foi realmente cretina e funcionou muito bem. O mais engraçado, porém, é que Joe invade a casa como um valentão e depois parece um cachorro com o rabo entre as pernas quando vê que Nick é um Grimm.
Foi bacana como esse plot (que surgiu do nada no episódio anterior) se encerrou, principalmente para Juliette e Alicia. Gostei também da explicação de Rosalee de que é difícil para um wesen “sair do armário”. Não sei se Alicia voltará a aparecer na série de alguma forma, mas eu gostei da presença dela e acho que seria bacana vê-la novamente.
“The Good Soldier” também não ficou para trás. O caso dessa semana não teve a agilidade e ação do anterior, de fato, não foi um caso muito empolgante como essa temporada vêm tendo. Mas a trama, mesmo com um desenvolvimento bem mais calmo, ainda assim foi muito boa. Afinal, um caso sobre ex-militares que abusaram de uma mulher no Iraque não tinha como não ser interessante. No final, é até legal ter esse caso com uma “correria” menor (porém equivalente em qualidade) para variar ainda mais.
Gostei bastante de Frankie, a moça que havia sido estuprada. A personagem teve uma construção bem interessante e Grimm mais uma vez nos surpreendeu com o twist de que ela não era a assassina dos ex-militares. Ela só estava perturbada e queria de alguma forma, fazê-los confessar e pagaram pelo crime.
Esse episódio também reforça a ideia de que todo mundo é wesen nessa série, afinal, Frankie não era o Manticore assassino, mas, por coincidência, era um Steinadler. Nesse caso acho realmente um pouco exagerado. Wesens diferentes aparecem a cada episódio, e dessa vez, não havia a necessidade de Frankie ser wesen. Pelo contrário, acho que teria sido até mais bacana se ela tivesse começado a achar que Nick era um louco quando ele disse que era um Grimm e sabia que ela era wesen.
Gostei da resolução do caso em que não havia sido apenas um, mas dois Manticores que haviam cometido os assassinatos. Um querendo justiça e o outro querendo apenas continuar sua vida sem pagar pelo que havia feito no Iraque. Os Manticores, aliás, são criaturas com mitologias bem interessantes e bem adicionados à série. E com certeza devem estar no topo das listas de wesens mais perigosos.
Adalind apareceu, e finalmente tivemos alguma coisa diferente nessa trama. O fato de seus poderes estarem voltando me anima bastante, pois quando ela voltar a Portland, isso agitará bem a trama. Não só isso, como também o seu bebê, que parece estar meio inquieto na barriga e explode luzes de cafeterias, enquanto Meisner observa tudo.
Outra trama também muito boa desenvolvida foi a de Rosalee. Gostei muito de ver Monroe sempre ao lado dela, enquanto ela ia reencontrar a mãe e a irmã que não via há sete anos. Conhecemos um pouquinho mais sobre a história dela, e ela não ter ido ao funeral do pai porque estava presa e só ficou sabendo de tudo bem depois, foi realmente comovente. Deetta, sua irmã, pode importuná-la e culpá-la por diversos motivos, mas no fundo, se importa de verdade com a irmã e alerta Monroe para não partir o coração dela. Gostei também de Gloria, sua mãe, que foi bem carismática e que apesar de tudo se mostrou compreensiva com a filha.
PS: Peço perdão pela review dupla. Semana passada estive viajando e não tive tempo para ver o episódio, muito menos para escrever.















![Grimm 6×13: The End [Series Finale]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2017/04/Grimm-6x13-218x150.jpg)