O mundo é muito pequeno.
Para os dez esperadores que ainda acompanham The Bridge, finamente as coisas começaram a fazer sentido. Tramas que até então podiam ser consideradas extremamente inúteis, como a da esposa de Marco, conseguem ganhar alguma relevância. As verdades por trás dos acontecimentos começam a ser ditas e tudo se encaminha para um final de temporada bastante conciso. Se no episódio passado o esperador foi levado a acreditar que o assassino pela qual a série gira em torno foi pego, agora encaixa uma reviravolta que se utiliza de um artifício bastante comum no mundo da televisão, e particularmente, não considero nada de muito inovador.
Trata-se do famoso clichê do mundo pequeno, onde alguém que pertence à uma das tramas da série é na verdade o culpado e durante o tempo todo sequer cogitamos sua participação em tais atos, The Killing recentemente utilizou o mesmo recurso em sua terceira temporada. Em The Bridge, porém, a reviravolta pareceu mais natural, agora é mais fácil dizer que “era óbvio que o colega de trabalho de Alma não podia ser somente um affair”. Por mais que a série trate da vida pessoal de seus personagens, a de Alma era um tanto quando irrelevante. Ainda sobre as novas descobertas, parece um pouco pretensioso da série tentar fazer com que o público realmente comprasse a ideia de quem o louco que duelou com Sonya no episódio passado fosse realmente o homem que tanto se procura.
Séries como The Bridge geralmente pedem por um antagonista melhor, e não que ache o “duelista” ruim, mas psicologicamente fraco para bater de frente com Sonya e Marco. O antagonista que está por se apresentar precisa ser inteligente, ágil e calculista. Pela calma expressada nas ações do até então colega de Alma, acho que podemos esperar por algo nesse nível. É divertido ver protagonistas “batendo cabeça” enquanto seu inimigo está sempre uns passos à frente.
As tramas que caminhavam por seus respectivos caminhos parecem seguir para um lugar só. Marco, que pode ser considerado o coadjuvante da dupla de investigadores, parece fazer parte de algo muito maior. Linder e Charlotte por outro lado, parecem perdidos e trancados em tramas que dificilmente se tornarão parte do “algo maior” que tanto falo. É difícil criar uma relação entre os tantos personagens que a série apresenta. Mais difícil ainda tentar adivinhar o que a cold open de Vendetta quer dizer.
Que Frye estava envolvido já sabíamos há tempos, mas suas atitudes dúbias começam a intrigar, e esse sentimento, quando prolongado pode facilmente se transformar em irritação. O fato é que agora podemos afirmar com certeza que a vingança (que inclusive dá nome ao episódio) é fator primordial nas ações tomadas pelo assassino até aqui. Resta saber se a série conseguirá lidar com todo seu potencial e com o “circo” que armou até o momento.













