Encaminhando para o fim da temporada.
Antes de mais nada, quero pedir sinceras desculpas pelo grande atraso nas reviews de The 100, minha mãe precisou passar por uma cirurgia e eu acabei me perdendo nas séries que assisto e minha vida ficou uma pequena bagunça. Mas tudo se resolveu e agora espero conseguir voltar com a programação normal por aqui. Dito isto, consegui me atualizar nos três episódios atrasados de The 100 e vou tentar, de forma resumida, explanar minhas impressões desse início de reta final da temporada.
Com o grande apocalipse chegando, nenhuma ação resulta em consequência pequena. Tudo é questão de vida ou morte em The 100 e as atitudes tomadas aqui refletirão na salvação da humanidade. Para deixar as coisas mais pesadas, as ondas de calor vem se aproximando, e a série se torna mais urgente na sua principal narrativa nesses três episódios: a conquista do abrigo subterrâneo encontrado na Polis. A verdade é que nem todas as pessoas poderão sobreviver no abrigo, mas não tem problema, porque o espectador não conhece as pessoas que serão derretidas, e isso faz com que seja mais difícil nos importarmos com suas vidas. Na eterna disputa de clãs, Clarke tenta se tornar a nova comandante e é rechaçada pelos líderes porque sua ascensão seria científica e não religiosa. As tensões se tornam mais fortes e depois de um impasse sobre quem irá ocupar o abrigo, os clãs chegam à conclusão de que um conclave é a melhor forma de resolver a questão: um guerreiro por clã, em uma batalha até a morte em uma Polis vazia, o vencedor pode levar seu clã para o abrigo.
Essa proposta foi muito interessante, tirando alguns pontos que poderiam ter sido explorados melhor. Para ter um guerreiro lutando pelo Skaikru, foi preciso trazer Octavia de volta, e para a personagem lembrar que é uma guerreira e não uma camponesa, precisou matar alguns figurantes na frente de Ilian, sem sofrer consequência alguma, coisa recorrente na série. De vez em quando The 100 parece orgulhosa da carnificina ilógica de seus personagens. Outro ponto que poderia ter sido melhor explorado é a batalha em si, uma espécie de Hunger Games, “televisionado” ou midiatizado seria uma abordagem interessante, mas talvez a população esteja muito preocupada com suas próprias vidas para torcer por seus guerreiros, ou então o conclave é algo mais sério, beirando um ritual religioso. As infinitas cenas de ação, por mais que bem executadas, cansam um pouco. Outro problema é que de todos os clãs, só conhecemos Luna, Roan, Ilian e Octavia, levando a série a desovar os guerreiros que não importam para a narrativa. Um aspecto interessante é Luna lutando pela morte, que caso vencesse, negaria a entrada de qualquer pessoa no abrigo (ainda que a ditadora Clarke provavelmente passaria por cima da decisão de Luna), a reviravolta na personalidade de Luna é estranha e entra para as “adaptações” dos personagens da série para se encaixar na narrativa que The 100 quer contar. No fim, Octavia é a grande vencedora, e decide que todos os clãs têm direito ao abrigo, e isso meio que inutiliza toda a matança do conclave, por que os líderes dos clãs não conseguiram chegar a essa conclusão sem todos os sacrifícios?
Mas The 100 não é uma série onde as coisas se resolvem com facilidade. Durante o conclave, a autoritária Clarke se une a Jaha na tentativa de salvar a “humanidade”, e por incrível que pareça, a humanidade é formada apenas por membros do Skaikru, que tomam o abrigo escondidos, e estão dispostos a sacrificar os que ficaram de forma “para o bem maior”. Mas Bellamy, em sua eterna jornada de redenção (e pelo fato de Octavia estar do lado de fora do abrigo e a série estar buscando a aproximação dos irmãos), resolve se aliar a Abby para abrir a porta do abrigo e receber 100 membros de cada clã, da forma que Octavia escolheu após vencer o conclave. O que é mais interessante nessa narrativa veloz, é que não existem mais alianças, cada um está agindo da maneira que acha importante, da maneira que julga a mais promissora para salvar a humanidade. É claro que tanta atitudes ousadas e com grande peso não passarão em branco e serão carregadas nos ombros dos personagens nos próximos anos. No fim desses três episódios, pelo menos conseguimos ver que o grande problema da temporada pode encontrar uma resolução, o que será interessante de ver é como os clãs se comportarão dentro do abrigo, e também como os que ficaram do lado de fora irão se virar.
Outras observações:
Nos arcos secundários, tivemos um renascimento e um suicídio coletivo. A morte de Jasper já era esperada por muitos, e sinto que a forma que a série lidou com isso foi interessante, talvez um pouco mais de tempo poderia ter explorado melhor a “seita” nihilista criada por Jasper onde nada importa, só a diversão.
Com raven, uma última tentativa de se curar, depois de perceber que as visões de Becca eram uma maneira de desistir da vida. Com o aparecimento de Sinclair, um grande personagem que se foi muito cedo, os métodos científicos e solitários de Raven podem resolver seus problemas de saúde. Ainda assim, as ondas de calor estão chegando, e não se sabe onde a personagem irá daqui pra frente.
Nesses episódios também perdemos Luna e Roan. O líder do Azgeda estava cada vez mais ganhando meu carinho.
O Skaikru precisa agora escolher os seus membros que sobreviverão no abrigo. Será que algum personagem grande ficará de fora?
The 100 vem fazendo uma limpa em seus personagens. Talvez seja a hora de reduzir o enorme elenco e focar dentro do abrigo, de forma mais dinâmica e centralizada. Será que a próxima temporada se passará apenas dentro do abrigo ou haverá um salto temporal?













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