O que Vivienne Rook está fazendo? Qual o seu objetivo? O penúltimo episódio da minissérie trabalha a profundidade de seus personagens após a trágica morte de Daniel em conjunto com a verdadeira face de sua antagonista e encaminha a narrativa para seu fim de forma positiva.
Entendemos um pouco mais sobre o que aconteceu desde o final do último episódio, esperava que o episódio começasse com uma cena super forte dos Lyons entrando na casa de Daniel, mas vimos apenas algumas partes daquele momento, o que considero um acerto de certo modo, a edição da série consegue entregar de forma coerente sem que tome muito tempo do episódio.
Cada familiar reagiu de forma diferente ao que aconteceu com o irmão caçula, claro que a dinâmica dos Lyons mudou drasticamente, o tom de melancolia cerca todo o episódio, o que faz sentido, as reuniões só ressaltam a ausência de Daniel, sem contar que a própria formação da família sofreu alterações desde que Celeste expôs o caso de Stephen.
O episódio trouxe desenvolvimento para seus personagens, crescimento para uns e decadência para outros, conseguimos entender qual o verdadeiro objetivo de Vivienne Rook e seu partido para resolver a crise dos refugiados, que é um assunto recorrente na série desde seu início, para mim, Vivienne Rook teve seu ápice neste episódio, a personagem é um arquétipo caricato de uma marionete, ela não está no controle, ela apenas funciona como uma porta-voz, ela é um símbolo que representa o nacionalismo em sua pior faceta. A história se repete, é isto que o episódio cinco mostra, as quedas de energia, a volta do uso do papel, as chuvas que não acabam, ataques terroristas e a constante necessidade de governantes colocarem suas nações acima de todas as outras.
O discurso de Vivienne foi certeiro, ela convenceu um grupo de homens brancos poderosos que campos de concentração na verdade são uma forma saudável de controle daqueles que não tem um “um lugar” dentro desta sociedade, entretanto ao mesmo tempo Vivienne Rook não é nada e quando ela conversa com Stephen e diz que a matariam se fizesse o que quisesse, mesmo que ela tenha todo esse poder. Vivienne Rook é apenas uma máscara utilizada por aqueles mais poderosos e detentores do capital.

Foi interessante ver como Stephen pode ser o pior dos Lyons, toda a construção de seu personagem nesse episódio mostrou como o luto fez com que ele se tornasse sua pior versão, toda a culpa que ele põe em Viktor é desumana, mesmo que ele esteja sofrendo, ele só queria alguém para verbalizar sua dor e escolhe o pior de vingança contra quem não tem culpa da situação em que ele vive simplesmente por ser quem é. Fran deixa bem clara esta questão de responsabilidade para Edith, Daniel fez sua escolhas, ele escolheu estar ali.
Enquanto Stephen representa o retrocesso, Edith quer a verdade, procurando sobre os refugiados que simplesmente desapareciam, correndo contra o tempo que ela tem de vida, conseguimos ver como sua situação está piorando gradativamente, a cena em que ela invade a empresa criou uma tensão imensa, felizmente escapou com a ajuda de Bethany, foi interessante ver todos esses núcleos se juntando, indo em direção ao desfecho de tudo isso. A filha mais velha de Celeste conquista cada vez mais espaço na trama, o que é muito bom, ela vigiar seu pai bem no momento que ele transfere Viktor foi um pouco suspeito, mas só pelo olhar de ódio dela no funeral do Daniel já valeu a pena.
> THE BOYS VAI TE SURPREENDER!
Years and Years prepara terreno enquanto lida com o luto e todas as cenas desse episódio são muito lindas e bem feitas, conseguimos ver o buraco deixado por Daniel não só na vida de todos, mas também na série. Todas as perguntas deixadas até então levam ao desfecho desta narrativa cada vez mais assustadora, mas nunca longe do nosso cotidiano.















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