Essa quarta temporada de Vikings está se focando muito no elenco da série ao invés de seu personagem principal, como nas temporadas anteriores. Ragnar aparece em poucos momentos, e sempre pensativo, reflexivo, contando histórias ou deitado, raramente fazendo uma ação de verdade. Isso me parece um indício de que a série de fato deve sobreviver à morte do personagem, evento que parece cada dia mais perto, talvez ainda no meio da temporada, não no fim como muitos previam (incluindo eu).
Em “Mercy” vemos Floki sofrendo muito com sua punição – aliás, gostaria de dar os créditos ao leitor LincolnAG, que nos explicou nos comentários da última review que esse castigo de Floki foi inspirado na punição que os deuses impuseram a Loki, por, resumidamente, causar a morte de Balder. Até a esposa pegando a água/veneno nós vemos por aqui! E Gustaf Skarsgard realmente nos convence como Floki, não? Mesmo preso e com poucas cenas, nós conseguimos sentir a profunda agonia do personagem, e a forma como flexiona os seus músculos parece estar fazendo realmente toda a força do mundo para sair dessa prisão.
O que me deixa justamente intrigado com os planos de Ragnar para ele. A última cena sugere que o rei viking está satisfeito, mas a verdade é que ele parece confuso. Além disso, esse episódio trouxe uma dica sutil de o porque Ragnar estaria tão interessado no Deus cristão: Harbard! Isso não havia me ocorrido até então, mas é claro que ele ainda está ressentido por uma possível aparição de Odin (que no Brasil sem dúvida seria o Boto;), em que ele leva a rainha Aslaug para a cama! Floki é uma lembrança e ao mesmo tempo o contato mais legítimo que Ragnar tem com os deuses nórdicos, e acredito que a sua ação final do episódio foi muito motivada por isso.
Já Bjorn FINALMENTE enfrentou o tão esperado urso, mas esse não ganhou o Oscar! Confesso que esperava um pouco mais dessa luta, e os machucados do jovem guerreiro foram tão decepcionantes que eu realmente acho que o DiCaprio não teria maiores problemas caso morasse por essa região! O que essa cena deixou claro é que Bjorn está conseguindo o que queria ao sair de casa: a sua independência. Matou um urso, uivou com lobos, assistiu a uma aurora boreal bêbado e sozinho no meio do nada, mergulhou em um buraco no gelo e emergiu novamente. Que viagem, jein? Sem dúvidas Bjorn vai voltar mais endurecido para Kattegat.
O que falar então de Rollo, que enfrenta enormes dificuldades, mas em um aspecto completamente diferente da sua vida? Aqui fica inclusive uma crítica muito óbvia: Rollo nunca ficaria sozinho no meio dos Francos. É óbvio que ele iria manter um séquito de nórdicos ao seu redor, é justamente assim que as culturas se mesclam e pode haver troca cultural. Independentemente disso, é um pouco frustrante ver um grande guerreiro se submeter a esse tipo de frustração. Nada do que ele faz parece agradar Gisla, e o seu único aliado é o Conde Odo, que o vê como uma mente militar excepcional.
Vikings parece ter dado uma acalmada nesse terceiro episódio, mas ainda vem muito por aí. Com a possível volta de Bjorn e reintegração de Floki, Ragnar deve velejar para Wessex de novo, e aí, amigo, SEGURA!
*A trama entre Ecbert e Judith foi tão sem graça quanto as rápidas conversas entre Athewulf e Kwentrith.
*Então você ainda quer vingança, Earl Kalf? CERTEZA que a Lagertha sabe de tudo. Ela é foda e vai agir antes que eles percebam!
*Estamos todos ansiosos para ver esse Berseker em ação!















