Depois de 6 temporadas e tantas tentativas, parece que a história da Evil Queen teve um final, e quem diria um final feliz. Page 23 traz um episódio muito bom, afinal merecíamos isso, já que não está sendo fácil acompanhar essa série ultimamente, então vamos lá.
Parece que Hook não aprende mesmo, após tantos anos nas costas e parece que não aprendeu ainda que o melhor caminho é a verdade e fugir não resolve nada. É obvio que Emma ficaria triste e chateada ao saber que seu noivo é o responsável pela morte de seu avô. David certamente ficaria irritado, muito bravo, Snow também, só que eles o perdoariam, afinal isso é quem eles são. Mas não dá para te defender Hook, quando por medo acha que a melhor saída é fugir, primeiro tentando apagar as memórias e depois fugindo com o capitão Nemo.
Emma o ama, não há dúvida disso. Ela vê o homem que ele é, não o homem que ele era, vê seu coração, não os seus erros do passado. Ela não quer que ele seja alguém diferente de quem é. Emma só quer que Hook fique ao seu lado, confiando quando ela diz que quer estar lá, e aprender e crescer com ela. O problema é que ele não se acha digno dela e pensa que vilões não merecem finais felizes, apesar que já vimos realmente que vilões não tem finais felizes, só que Hook não é mais um vilão, ele foi… a questão é, ela vai achar que ele a deixou? Ou ela terá fé que ele não faria isso, apesar de ter pensado fazer. Vamos aguardar e ver o que nos resta disso tudo.

Por falar em finais felizes e vilões, Evil Queen. Sempre achei que ela jamais seria digna de um “Happy Ending”, mas foi. “Eu não me odeio mais”, Regina se odiava tanto a ponto de canalizar esse ódio para não ser consumida, foi assim que ela se tornou a Rainha do Mal. Na vida você tem escolhas, quando você escolhe o ódio, ele se torna algo normal em sua vida. Você até pode querer amar, só que ao invés de ceder ao amor, pensa ser fraqueza e se odeia por isso e odeia todos a sua volta por terem algo que você não tem. A redenção de Regina sempre foi aceitar que embora tenha feito tantas coisas ruins não deveria deixar que isso dominasse a sua vida. Embora ela fosse a Rainha Má, também era a Regina mãe, amiga, apaixonada…
Amar a si mesmo dificilmente é uma mensagem nova, mas OUAT faz um bom argumento para isso, mostrando como o ódio pode ser tão destrutivo quando dirigido para dentro. O que aprendemos com isso é que você não pode separar a pessoa ruim e a boa dentro de você, fechar os olhos para o que você já fez, precisa aceitar quem você foi e deixar que as escolhas certas te guiem de agora em diante. Você não pode mudar quem você foi, mas pode mudar quem você será.

E quem diria, um final feliz para a maior vilã de Once Upon a Time, no final a volta de Robin não tinha a ver com Regina, mas sim com a Evil Queen. Ela pode finalmente entrar naquela taberna e dar uma chance ao amor que um dia a Tinkerbell mostrou a ela.
Obvio que não fiquei feliz com a volta de Sean Maguire para isso, queria algo maior, mas não foi de todo ruim, o Robin fake no final teve um papel muito importante.
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Sobre Gideon nem vou gastar mais do que um parágrafo porque para mim ele ainda é uns dos piores vilões que já apareceram nas redondezas de Storybrooke, não sendo mais apenas que o finado Peter Pan. Engraçado que Rumple é um vilão maravilhoso, mas qualquer vilão relacionado a família dele é incrivelmente chato, Peter Pan, seu pai e Gideon, seu filho.
Observações sobre Page 23:
-“Isso não é contra as regras”? QUANDO ALGUÉM NUNCA FOI CUIDADO COM AS REGRAS?
– O Henry não tinha quebrado a caneta?
– Um pedido de desculpas da Evil Queen e para a Snow!!!! Posso ouvir um Aleluia?!
– Cadê o baby Neal? Será que também está sob efeito da maldição?
– LANA PARRILLA – VOCÊ É MARAVILHOSA. Merece salario dobrado do tanto que essa mulher trabalha e salva essa série, pronto falei o que estava engasgado, agora estou bem.
















