
Spoilers Abaixo:
Com a temporada caminhando no clima habitual da vida de Tara, tudo fica mais tenso e interessante. Principalmente quando surge um novo alter, Shoshana.
Continuou neste episódio a saga de Marshall explorando sua sexualidade. Foram cenas interessantes e que conseguiram passar bem o clima de inexperiência dos dois jovens, iniciados ao sexo que provavelmente não foi muito bom. Desde a primeira temporada Marshall tem sido um personagem bem explorado, fugindo dos clichês e com atitudes inesperadas como incendiar o quartinho de sua mãe e fumar com Kate. Neste episódio ele novamente surpreendeu quando, certo de sua homossexualidade, compartilhou a informação com o pai, que, por sinal, agiu com uma normalidade digna de roteiros de Diablo Cody. Uma avanço para o personagem de Marshall, mesmo eu achando que ele já havia assumido sua condição para a família.
Ainda falando em avanços, tivemos a reconciliação quente entre Max e Tara. John Corbett, o ator que interpreta Max, também surpreendeu em sua atuação, com momentos de fúria e amor equilibrados. E como em toda reconciliação rola sexo, a do casal não foi diferente, apesar de exótica: no meio do jardim. Bela cena.
Em relação a Tara, não podemos esquecer que a casa do vizinho suicida, que agora é da família, foi o estopim para a volta dos alters. É a casa também que provocou algumas lembranças da infância de Tara e acredito que será bem importante para entendermos a doença da protagonista e seu passado. Posso estar errado, mas tenho a impressão de que nesta casa moravam os pais de Tara quando ela e a irmã, Charmaine, eram crianças. Será?
E ainda falando sobre a casa, parece que a notícia de que Charmaine está grávida de Nick fará com que Tara incentive Max a vender a casa aos noivos e futuros papais. Não há quem não me diga que Charmaine está dando o golpe da barriga para segurar o macho. Alguém duvida?
Mas não sei se vender a casa será bom para Tara, já que é lá onde tem se refugiado para pensar e onde apareceu o novo alter. Esta se chama Shoshana, uma espécie de “clone” da terapeuta que Tara estava se comunicando, já que decidiu recomeçar as sessões. Fiquei confuso tentando entender os motivos para a nova personalidade ter surgido. Será que elas nascem a partir das necessidades ou angústias de Tara? Tudo indica que sim, mas posso estar errado e desejo que Diablo Cody surpreenda-nos com a nova personagem.
Como só falei das partes boas do episódio, chegou a hora de reclamar. Continuo e continuarei insistindo nas falhas com Kate, que não tem feito uma participação digna de aplausos como os outros personagens da série. Só confusão, drogas e futilidade exalando dos poros… Algo que pode ser interessante por um tempo, mas está ficando chato…
Em suma, essas são as considerações sobre este episódio, que foi muito bem construído, explorado e equilibrado.













