Sendo apresentado mais intimamente ao Major Robert Rogers.

Depois de dois episódios já é possível entender a dinâmica de Turn. Estamos diante de uma série em um ritmo bastante peculiar, onde os diálogos – na maioria das vezes – tem mais importância que as ações. Existem muitas nuances e personagens divididos em vários lugares, fazendo da série um imenso quebra-cabeça – nos remetendo imediatamente à obscuridade da espionagem. Imagino que muitas pessoas tenham dificuldade em assimilar este ritmo intercalado entre ações intempestivas e a subjetividade das palavras, onde muitas vezes parece que nada acontece. Mas não se enganem, em Turn tudo acontece – o tempo todo o quebra-cabeça é montado e desmontado nos dando a exata ideia de que para entender a complexidade desta trama é preciso muito mais que um simples olhar, é preciso mergulhar de cabeça.

Em “Who by Fire” visitamos muitos lugares, onde os fatos foram se intercalando e nos dando um tom bastante interessante para o episódio. Vou começar falando sobre o complexo triângulo regado de muito sangue entre Ben, Caleb e o maldito Capitão Simcoe. Quem também não gostaria de torturar aquela criaturinha repugnante? E devo salientar que Samuel Roukin está dando um show na interpretação deste personagem. O problema é que Ben se deixou à mercê dos tubarões e foi pego em flagrante – no mundo da espionagem o desleixo nunca é perdoado. Tudo isso nos faz pensar que Ben – na verdade – é um espião “meia boca” e pode ser logo, logo descartado. E já pelo lado dos ingleses fomos apresentados ao Major John Andre e sua mais nova aliada Philomena. A conversa entre os dois nos indica que John é um grande espião e deve ser uma pedra enorme no sapato de Abe. Esperando cenas dos próximos capítulos.

E falando em Abe, precisamos admitir, o rapaz é sagaz e inteligente – perfeito para a espionagem, ainda mais quando forma uma dupla com a espertissíma Anna. Na verdade, o que se percebe é que suas atitudes no momento são apenas a seu favor, onde americanos e ingleses se tornam meros peões em suas mãos. Mas é perceptível, mesmo que lute para não acontecer, que tomou gosto pela espionagem. De novo mentiu com a maior naturalidade para o seu pai e ainda aceitou a sua ajuda – ponto para ele. E não bastando, com a ajuda de Anna descobriu a tal carta que desvendou a morte de Jocey. Mas que só foi possível com a ajuda de imprevisível Robert Rogers.  Neste episódio fomos apresentados mais intimamente a este personagem que promete muito pano para manga. Robert Rogers existiu e tem uma história muito peculiar que conto para vocês para elucidar um pouco mais a trama.

Robert Rogers nasceu em 7 de novembro de 1731, em Methuen , uma pequena cidade no nordeste de Massachusetts . Durante a juventude de Rogers (1746), ele serviu a serviço na milícia de New Hampshire como uma empresa privada no Escotismo do capitão Daniel Ladd. Em 1754 Rogers tornou-se envolvido com uma quadrilha de falsificadores. Ele foi indiciado, mas o caso nunca foi levado a julgamento. Em 1756, Rogers ordenou que os famosos Rangers de Rogers lutassem para os britânicos durante a Guerra Franco-Indígena . Esta unidade da milícia foi operada principalmente nas Lake George e Lago Champlain, regiões de Nova York.

Em 1776, depois de escapar da custódia de Washington e encontrar fileiras revolucionárias contra ele, ele ofereceu seus serviços ao exército britânico. Eles também estavam esperando ele viveria até sua reputação e formou outra unidade tipo ranger chamado Rangers. Em setembro de 1776, Rogers ajudou na captura de Nathan Hale, um espião para o Exército Continental . Rogers foi um personagem muito importante nesse cenário da Guerra Revolucionária e a série dá para ele a devida importância. Certamente teremos muitos acontecimentos envolvendo o Major e Abe, já que agora se transformaram em cúmplices.

Turn segue sendo uma boa surpresa e apesar do seu ritmo muito peculiar, podemos esperar uma grande trama, onde a assinatura de Craig segue cada vez mais evidente. Para que aqueles que preferem um ritmo mais frenético, afirmo, a paciência é o grande truque para assistir Turn, pois o quebra-cabeça está apenas começando!

PS. Os efeitos especiais da série são impressionantes.

PS. A cena de Rogers tirando Jocey daquele barril foi surreal.

PS. Em todos os episódios das séries de Craig sempre temos cenas impactantes… aqui ficou por conta do incêndio da fazenda de Abe.

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