O X da questão está de volta. E, com ele, um dos melhores episódios da história de Revenge.
Meus caros Revengers, esta é uma semana de muita comemoração, de muita alegria. Quem diria, afinal, que esta péssima segunda metade da temporada estaria nos guiando por um caminho que levaria àquele que é um sério candidato ao título de melhor e mais marcante episódio da série? Sim, estou sendo extremamente corajoso ao dizer isso, e certamente, quando paramos para nos lembrar de alguns outros excelentes e longínquos episódios, a concorrência é dura, mas Allegiance faz jus à minha corajosa afirmação. Se não estiver no topo após uma análise de toda a série, na pior das hipóteses, é de longe o melhor episódio desta terceira temporada.
Tudo porque, claro, a Revenge de Emily voltou com força à nossa pauta, com direito até a vilão aleatório sendo punido por nossa vingadora e recebendo o famigerado xizinho vermelho na cara. E, não bastasse este, há um novo xizinho na área, o xizinho preto da nossa Rainha maravilhosa que finalmente botou os neurônios para funcionar naquele que certamente foi o mais eletrizante final de episódio que já vimos durante toda a nossa relação de amor e ódio com essa série linda!
Sim, Vicky está extremamente próxima de toda a verdade. Aliás, agora é tudo uma questão de muito pouco tempo, porque o mais difícil a diva já descobriu: o plano de Revenge de Emily Thorne. Basta cavar um pouquinho mais fundo para sacar a troca de identidade, e novamente desconfio de que o season finale envolverá a descoberta por inteiro. Por enquanto, preciso dizer, o plano da melhor vilã de séries dos últimos anos foi uma das melhores ideias já boladas pelos roteiristas de Revenge.
Vicky, mal sabíamos nós, já havia feito a conexão correta quando analisou os vilões aleatórios que caíram nos últimos três anos – adoro que ela de repente conseguiu a mesma fotinha que Emily tem, do mesmo ano ! – e percebeu o que eles tinham em comum. Mas essa linda, para se certificar de que não estava procurando pelo em ovo, tratou de trazer mais um vilão aleatório para os Hamptons, o falso ambientalista Luke Gilliam (uma participação especialíssima do nosso querido Tim DeKay, o Peter Burke de White Collar), e ainda fingir que não estava satisfeita com o retorno do ex-empregado da Grayson Global. Tudo apenas para que ele servisse de isca e fosse derrubado por Emily, confirmando a teoria de Vicky.
A grande diversão do episódio foi que, pela primeiríssima vez na história de Revenge, a situação se inverteu, e quem estava sempre um passo à frente era Vicky. Eu havia morrido de rir da cena em que, depois de dar um chega pra lá em Emily chapeluda (discrição mandou lembranças), Vicky segue para um cantinho do evento para falar sobre os podres com Luke e Emily está ouvindo tudo atrás de uma pilastra – como ela chegou ali sem ninguém perceber, só Deus sabe, mas imagino a cena como aqueles desenhos animados em que Emily se disfarça de moita e vai andando atrás deles, ficando parada sempre que os vilões olham para trás. Mas, no fim, não haveria nenhuma incoerência do roteiro ou falta de preocupação com verossimilhança no fato de Emily tê-los seguido descaradamente, porque, pela primeira vez, era exatamente isso que Vicky queria! Não é lindo?
A cena em que Vicky brinda com um “Happy hunting!” depois de uma conversa com Daniel (estou adorando a maneira como os roteiristas têm usado diálogos entre Daniel e Vicky para dar à diva a oportunidade de nos contar seu lado das histórias) foi daquelas de aplaudirmos de pé! Ao mesmo tempo em que descobrimos o plano da rainha, percebemos também que o ataque indireto de Daniel a Nolan tem a ver com fazer mal a quem Emily ama – mal sabe Daniel que Emily é uma pessoa incapaz de amar, mas tudo bem.
Tudo bem, não podemos fechar os olhos para a bipolaridade de Daniel ao longo de toda a série, e é realmente muito chocante ver como a chegada de Emily aos Hamptons e os eventos desencadeados por nossa vingadora afetaram o rapaz, manchando o bom coração que ele tinha e o transformando em um vilão ardiloso (pelo menos Emily o deixou minimamente inteligente e poderia usar isso para pedir perdão se quisesse). Os caminhos escolhidos pela série para vilanizar Daniel são, sem dúvida, muito questionáveis, mas, uma vez que o resultado esteja aí, preciso aplaudir Sunil Nayar pelo feito. Daniel é absurdamente melhor, mais relevante e mais agradável de assistir como vilão do que era como bananão.
O mais interessante é que Daniel agora é um vilão influente. Como bem pontuou Nolan na cena em que ele entrou divando na Grayson Manor, Daniel já conseguiu aliciar Charlotte e Margô para o seu círculo. E, quando Revenge consegue me fazer gostar de Charlotte e AMAR Margô, certamente o episódio foi absolutamente perfeito. Por mais que ambas tenham sido vítimas da manipulação de Daniel à primeira vista, a verdade é que elas não são santas e tinham seus próprios interesses em jogo. Margô sempre foi uma mulher ambiciosa e só precisava de uma oportunidade para mostrar a voracidade com a qual ela busca crescer profissionalmente. Já Charlotte, pensando com a região inferior do seu corpo, entrou nessa parceria para ajudar Javier. Quem nunca?
O melhor disso tudo foi ver o momento de guerra declarada de Nolan, que definitivamente sabe como fazer uma entrada triunfal em terreno inimigo. Que cena! Há muito tempo nosso nerd favorito estava precisando de um momento assim para brilhar na série, e minha expectativa está altíssima. Com exceção de Daniel, nenhum personagem chegou a fazer alguma maldade nessa trama (embora haja espaço para questionar por que, afinal, Nolan ofereceu um contrato tão exploratório a Javier). Por isso, não há lados muito bem definidos nessa guerra, e seria interessante ver como Charlotte e Margô se comportarão à medida que mais eventos forem acontecendo. Uma coisa é certa: afastar Jack dessas duas foi a melhor decisão possível. Jack é um verdadeiro câncer, tudo que se aproxima dele se torna instantaneamente boring, e sua única esperança de se tornar minimamente relevante é se afundar cada vez mais na vingança de Emily e em sua relação destrutiva com ela.
Entrando na história de Revenge e em qualquer lista de melhores episódios da série, Allegiance finalmente deu seguimento ao que interessa: a Revenge da protagonista e o impacto dela sobre outros personagens. Além de tudo, soube ser justa e fazer com que Vicky, a personagem que mais merecia correr atrás da história e descobrir a verdade, entrasse definitivamente no jogo. As possibilidades agora são inúmeras, as guerras agora são conscientes e declaradas, e, desde que haja altos e baixos de ambos os lados, é impossível não ficar ansiosíssimo para acompanhar a série a partir de agora. E, no meu caso, continuar sonhando para que um dia Emily e Vicky façam uma aliança divônica para derrubar Conrad.
Observações:
– Fico impressionado com a maneira como Emily se concentra em Vicky e negligencia Conrad, o verdadeiro vilão da série, em boa parte dos episódios. A vilã não pode ir a nenhum evento sem ser vigiada, enquanto Conrad tem livre circulação para armar as falcatruas que quiser e até provocar mortes.
– Ainda não descartei a possibilidade de começamos a quarta temporada com Emily dizendo que planejou toda a descoberta de Vicky, e tenho muito medo disso.
– Eu não poderia ter ficado menos interessado na trama de Oscar Chapman. Vindo de Aiden, não me surpreende o fato de o personagem ter sido absolutamente irrelevante. Mas, preciso dizer, achei uma falta de respeito abordar Chapman exatamente no momento em que ele chegava em casa depois de ser eliminado de RuPaul’s Drag Race. E Pascal, quem diria, foi quem lhe deu seu último sashay away! Achei digno.
– Revenge vai tirar uma folga nesta Páscoa, mas já estará de volta no próximo domingo para o primeiro de seus três episódios finais da temporada. É respirar fundo, controlar a ansiedade e torcer para o tempo passar logo! Até lá!














