Um episódio que, nos pequenos detalhes, fez uma grande homenagem à True Blood.
Primeiramente, não posso mentir: esse foi o episódio que menos gostei até aqui desta temporada final de True Blood… Mas curiosamente, algumas tramas individuais foram as melhores que tivemos nessa reta final da série, só atrapalhando mesmo o conjunto do episódio, como um todo.
E essa contradição existiu porque, por mais que eu tenha detestado a trama de Bill e Sookie, que foi a central deste “May Be The Last Time”, o cuidado com todo o resto foi muito bom… Jamais poderia deixar de citar o reencontro de Jason e Hoyt como um dos melhores momentos desta última temporada, ou o tocante diálogo entre Sam e Arlene sobra a felicidade como um dos melhores destes dois personagens em toda a série. Igualmente, não seria herege de falar mal de Eric ou Pam, e muito menos ainda de Sarah – quer dizer, Noomi – pois qualquer minuto desses personagens em tela nunca é demais.
O que não funcionou mesmo foi Sookie e Bill. A doença do Bill poderia ser explorada de inúmeras formas, uma melhor que a outra… A que escolheram foi a única ruim entre tantas possibilidades boas que tinham. Novamente, preciso dizer que estou pouco me lixando para com quem a Sookie vai ficar, mas reduzir toda essa trama para um argumento pra moça se entregar ao vampiro é o mais ridículo que poderiam ter feito.
E quando falo ridículo, falo de Sookie, quanto personagem, que deveria apenas evoluir. A entrega da moça à Bill no final do episódio é um enorme retrocesso. Primeiramente, pois invalidou toda a postura serena que ela manteve no velório de Alcide (que foi tipo ontem, na série), desqualificou seu luto, e transformou uma das protagonistas mais fortes da TV americana numa mulher de malandro. Não podemos esquecer o que decretou o fim do relacionamento de Bill e Sookie, a forma como ela foi usada e induzida pelo vampiro para se apaixonar por ela e o que causou, a partir de então, o maior crescimento que a personagem teve até então, da terceira à quinta temporada.
Se do lado de Sookie a trama do episódio estava ruim, do lado de Bill estava pior ainda… Achei belíssima a forma como contaram a história da constituição da família Compton, como Bill conheceu sua mulher e como seus filhos nasceram… Só achei completamente fora de hora. Não era um flashback pra se mostrar na temporada final da série… Deveríamos ter visto isso muito antes.
E sei que você ainda pode me dizer que o flashback tinha a função de mostrar como Bill se encontrava à beira da morte e como as lembranças o tomaram… Olha, primeiramente, toda a parte fofa desse flashback foi por água abaixo com o sexo com Sookie no final. E depois, bem, alguém realmente acredita que Bill vai morrer? SE MORRER (o que duvido veementemente), estarei inteiramente errado e esse episódio vai ter sido um dos mais brilhantes da série… Em caso contrário, foi só desperdício de trama para dois protagonistas da série.
Mas se a trama central de “May Be the Last Time” não me agradou muito, por outro lado, como já adiantei, o restante do elenco teve alguns de seus melhores momentos na temporada. E mais, voltou ainda mais forte aquela sensação de despedida que a série está querendo nos passar…
Assim tivemos Jason e Hoyt voltando a velha forma que a dupla tinha nas temporadas iniciais, ainda que este não saiba que o Oficial Stackhouse era seu melhor amigo… E tivemos direito inclusive a uma mulher maravilhosa para, novamente, se meter entre os dois amigos… E já digo que nunca ri tanto quanto do autocontrole zero de Jason para com Brigitte.
E se é pra homenagear True Blood, tivemos sexo… Muito sexo. Tivemos sonhos eróticos de Arlene, a já citada cena de sexo entre Bill e Sookie e muitos, repito: MUITOS, momentos sexuais com Adilyn e Wade no TEMPLO DO SEXO, aka casa da Violet. Ficamos só nos divertindo mesmo com os inúmeros brinquedinhos e dildos da vampira, mas a promessa é que essa trama pegue fogo no próximo episódio e tenhamos o confronto final entre Violet e Jessica.
E se dois dos protagonistas me decepcionaram bastante no episódio, por outro lado, nosso terceiro protagonista não deixou a peteca cair e, como era de se esperar, tivemos bons momentos de Eric e Pam, e sua negociação com a Yokonomo, após a descoberta de que Sarah era a cura.
Aliás, já que chegamos no assunto Sarah, quão genial não foi a decisão de fazer a moça se esconder justamente na abandonada sede da Fellowship of the Sun? E Sam lembrando que sempre se sentiu um forasteiro em Bon Temps? E A ANÃZINHA DR. LUDWIG, MINHA GENTE? É essa tentativa constante de nos despertar um sentimento nostálgico que está me fazendo amar essa temporada.
Mas voltando à Sarah – ou Noomi, como preferirem – não tenho como não terminar essa review sem falar da cena ESPETACULAR dela no final do episódio lamuriando-se por não poder morrer naquele momento, já que sempre foi uma boa pessoa e só tinha dormido com dois homens na vida, só para, NO MOMENTO SEGUINTE, ser interrompida pelos fantasmas de seus ex-amantes.
E se rever Sarah, Jason e Steve numa mesma cena já é excelente simplesmente por despertar no público lembranças da melhor fase da série, a cena em si acabou roubando muito mais os holofotes, porque era simplesmente BRILHANTE…
É inacreditável que às vésperas de morrer, Sarah só consiga sofrer quanto a decidir se deve morrer cristã ou budista… A discussão com os personagens, os cortes de cena, a participação se Steve Newlin e, sobretudo, a atuação maluca irretocável de Anna Camp já guardou esse momento como um dos melhores dessa temporada final de True Blood… Ainda mais com a decisão da mulher, que decidiu acreditar nela mesma, já que ela é a Cura e a Messias.
MUITO, MUITO, MUITO, MUUUUUITO AMOR POR SARAH “NOOMI” NEWLIN. <3 <3 <3
P.S.: Já não tava curtindo muito a trama de Sookie no episódio e me colocam uma aparição logo do vovô Niall? Sério? Só pra me fazer lembrar da PIOR TRAMA DE TODOS OS TEMPOS QUE TRUE BLOOD JÁ CRIOU, de Sookie e Warlow?
P.S. 2: Muita gente me perguntando sobre Lettie Mae e Lafa escavando terrenos alheios atrás de Tara, e eu respondo: tô ignorando essa trama de propósito, pra não influenciar no meu amor por essa temporada final… Tara, pra mim, morreu na première e estou ignorando as citações ao seu nome desde então.
P.S. 3: Hoje fico por aqui, mas não sem antes deixar um aviso importante: tomem cuidado que Violet está vendo as saliências que vocês fazem em casa, a noite, debaixo dos lençóis…
















