
Depois de uma pausa que mais pareceu uma eternidade, True Blood retornou com um episódio que teve poucas partes boas e mais partes ruins do que esperava, tramas em desenvolvimento e algumas que só encheram lingüiça, mas que não prejudicou tanto o alto nível da série e conseguiu aumentar a minha curiosidade sobre os lobisomens, o Rei Russel e tudo o que vem acontecendo no Mississipi.
Spoilers Abaixo:
Ainda não decidi se gostei ou não desse episódio, mas estou pendendo mais para a segunda opção. A simples duvida já não é uma coisa boa… No final dos outros três, eu estava com um belo sorriso estampado no rosto. Mas, por outro lado, é bom ver que mesmo quando não nos apresenta um episódio excepcional, ainda assim a série nos deixa em dúvida. Na verdade, a fonte da minha dúvida é simples. Já falei em reviews anteriores que os episódios de True Blood desenvolvem várias tramas em paralelo e, infelizmente, nessa semana, algumas dessas tramas estavam bem chatas, o que comprometeu o episódio como um todo.
Se quiserem um exemplo simples, não consigo pensar em nada melhor do que a história de Sam e sua família, que tiveram várias cenas no episódio, mas se formos prestar atenção, nada além do que já sabíamos foi acrescentado. Que a família de Sam era problemática nós já sabíamos, que ele fez burrice em procurá-los também, que o Tommy é meio insano também não é novidade pra ninguém, e até mesmo a bunda do Marshall Allman já tá um tanto quanto manjada na série. Então, aceitem o meu conselho: se não for pra acrescentar em nada, não desgastem a trama de Sam, que é uma das minhas maiores apostas da Temporada.
Outra historinha-mais-do-mesmo que vimos foi a de Jason. Já sabemos que ele quer ser policial desde a Premiere, e desde a Temporada passada somos obrigados a vê-lo dizer que quebrou os ovos… quer dizer, que matou o Eggs. A única coisa de diferente que tivemos foi o confronto dele com o quarterback que, se formos prestar atenção, só serviu para deixá-lo convicto de quer ser um policial, então, trocamos seis por meia-dúzia. No mais, não tivemos nenhuma cena engraçada com Jason (nenhuma que eu me lembre, pelo menos) e a nomeação de Andy como novo Xeriffe não foi tão emocionante.
Felizmente, as tramas de Sookie, Tara, Eric e Bill, estavam afiadíssimas e salvaram – e muito – o episódio, sendo que Bill e Russel, de uma forma ou de outra, influenciaram todas as outras histórias que citei. Mas, vamos por partes, começando por Tara.
Olha, quero começar avisando que já sou completamente fã de Franklin. Graças ao vampiro, Tara passou a metade do episódio amordaçada e a outra metade hipnotizada, nos poupando de suas chatices habituais. Além disso, descobrimos que o vampiro trabalha para o Rei Russel, o que nem chega a ser um mistério. O interesse do “chefe” dele pelo Bill deixava claro que se tratava de Russel ou Eric, e eu não cheguei a acreditar muito na segunda opção. Resta saber agora se Franklin terá alguma outra utilidade, já que Bill já mudou de lado.
Já que Eric Northman já foi citado, porque não aproveitar a ocasião e dizer que o vampiro é um dos dois únicos personagens na série que manteve meu total interesse nesses 4 episódios. E nem chega a ser uma surpresa esse aproveitamento de 100% do Xeriff da 5ª área, afinal, Eric sempre foi foda. Mas as coisas não andam fáceis para ele. Além de ter que salvar a pele do seu “funcionário” Lafayette e ter sonhos eróticos com Sookie que não passarão de sonhos (pelo menos por enquanto), ele ainda teve que lidar com a ira do Magistrado. Graças à traição de Bill, o Magistrado descobriu que Eric e Sophie-Ann traficavam V, invadiu o Fangtasia, e torturou Pam para obter informações. Sorte que Pam é tão foda quanto Eric e reverteu a situação, jogando toda a culpa nas costas de Bill. E agora as coisas prometem esquentar… Além da guerra entre Mississipi e Louisiana, temos o Magistrado no centro da história sendo usado de marionete por um ou outro lado.
Como bem disse, apenas dois personagens mantiveram meu interesse nesses 4 episódios, e não me fizeram cochilar nem mesmo um segundinho. Eric é um deles e, por incrível que pareça, Sookie é a outra. Anna Paquin sempre foi uma boa atriz, mas a experiência de viver uma mesma personagem por três anos seguidos parece “ultrapassar a tela”. Ela nunca esteve tão confortável na pele de Sookie como está agora, e o resultado é uma interpretação memorável de um momento da vida de sua personagem que poderia ser extremamente boring.
Também acho que Sookie está me agradando muito porque ela está ficando mais, digamos, soltinha. Mal começa o episódio e já a vemos fazendo um curativo em Alcide. Menos de dez minutos depois, os dois já estão dormindo juntos. Um pouco mais adiante ela me aparece vestida de stripper de filme noir para poder entrar no Lou Pine’s. Se continuar assim, Sookie conquista um lugar definitivo no meu coração.
Brincadeiras à parte, sou só eu que sente uma química enorme entre Sookie e Alcide? Sinto que os dois estão sempre próximos de se pegarem. Não sei se é algo proposital ou se são os atores que tiveram uma enorme química e deixam isso transparecer, mas é bom que o Eric tome cuidado e fique de olho nos dois. Ambos foram dispensados, estão tristes, carentes, sozinhos…
Se há ou não algo a mais na relação de Sookie e Alcide, não posso afirmar, mas posso dizer que essa dupla é uma das melhores coisas desse início de Temporada. E assim como elogiei Anna Paquin, tenho que destacar o bom trabalho de Joe Manganiello, que está mandando bem em seu primeiro papel de destaque, depois de aparições apagadas em One Tree Hill e How I Met Your Mother. Um bom exemplo do excelente momento vivido pelos atores é aquela cena no final do episódio, onde eles assistem ao show de horrores dos lobisomens e do Rei Russel no Lou Pine’s.
Agora não posso mais evitar falar sobre Russel e Bill. Se de um lado temos Sookie e Alcide em uma mesma sintonia, nos presenteando com cenas memoráveis, do outro temos Bill e Russel, que dividem uma química parecida com a dos outros dois. A diferença é que tudo o que envolve o Rei do Mississipi invariavelmente nos surpreende. Então, é delicioso assistir toda e qualquer cena sua manipulando Bill Compton. E desde que o Bill “entrou na brincadeira” no final do episódio passado, também tornou-se delicioso ver tudo o que ele está fazendo para convencer Russel de sua lealdade. Tenho fé de que Bill tem algum plano que nos surpreenderá mais adiante, mas enquanto isso, vou me divertindo com cenas como aquela que encerrou o episódio.
E não posso terminar minha review sem fazer duas observações:
1 – O Rei Russel estava A CARA do Ronaldo Ésper na cena do Lou Pine’s. Juro que estava só esperando ele e aparecer com um vaso que roubou de qualquer cemitério…
2 – Depois de ver o que Ronaldo Ésper, digo… Depois de ver o que o Rei Russel é capaz, não vejo a hora de assistir ao confronto entre ele e Sophie-Ann.
-Vamos te destruir, Sophie-Ann! (Russel e Ronaldo Ésper, ou virce-versa)
Com essas últimas observações e essa belíssima imagem, me despeço. Vejo vocês na próxima semana, comentando um episódio que seja muito melhor do que esse – assim espero -. Podem comentar, gritar e xingar, só não vale dedo no olho. See ya!
P.S.: Adorei Jessica trabalhando no Merlotte’s. Assim ele fica no centro da ação, e tem mais destaque do que quando fica trancada em casa.













