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Mais um bom episódio de Firefly chegando à coluna Flashback!

Spoilers abaixo!

O episódio já começa com boa parte da turma jogando um jogo completamente sem regras. Não que isso faça muita diferença na história como um todo, mas é bom ver como todos eles estão cada vez mais unidos e, como veremos mais a frente, mais fiéis uns aos outros, como uma verdadeira família espacial deve ser.

Os cinco minutos de discussão sobre ir ou não à nave abandonada dizem muito sobre os tripulantes.  Jayne leva para o lado completamente negativo e obscuro, Zoe acha melhor não ir, mas não chega nem a questionar a decisão contrária do capitão Mal (que pensa tanto no lucro quanto no resgate de um possível sobrevivente). Claro que o pastor Book quer salvar quantas almas encontrar pelo caminho, além de sempre prezar pelo moralmente correto.

A tensão deles explorando a nave abandonada é algo realmente incrível. Com poucas palavras trocadas e a trilha sonora certeira, cada passo faz o seu coração acelerar ainda mais. A pilha de corpos pendurada no teto já é bizarramente clássica e o ápice dramático do Jayne sendo atacado por um sobrevivente é rapidamente cortado por uma piada, aliviando a tensão.

Parece que todo mundo gosta de fazer hora com a cara do Simon, coitado. Dessa vez foi o Jayne. No momento em que percebeu o medo do médio com relação a roupagem espacial para sair da nave, o valentão preparou uma boa pegadinha que quase matou o doutor do coração. Pelo menos ele retribuiu a brincadeira quando descobriram que o “gigante” que o tinha atacado era, na verdade, um louco mirrado.

A solução para a bomba acoplada à nave, deixada pelos Reavers, foi bem corrida e soou extremamente simplista para a tensão que eles tentaram passar, mas, pelo menos, não afetou a qualidade do restante. Se o sobrevivente moribundo se tornou um psicopata daquela forma só por ter visto o que os Reavers são capazes de fazer, eu realmente não quero conhecê-los.

E quando você pensa que tudo que podia dar errado já tinha acontecido, chega a Aliança. Foi difícil ver a cena sem pensar que o comandante da nave era o Tom Scavo (personagem do ator Doug Savant  em Desperate Housewives), mas isso é problema de série maníaco. Passado a primeira impressão, o depoimento de cada tripulante é sensacional. A Keylee defendendo a Serenity com unhas e dentes e o Jayne sem dizer uma só palavra, apenas com aquela pose marrenta, foram os pontos altos.

A cena do Simon e da River agarrados do lado de fora da nave é muito bem construída. Desde a ambientação, passando pela música, mas, em especial, a atuação. Sean Maher realmente parecia com medo de cair no infinito e a belíssima Summer Glau, com um sorriso estonteante, se sentia no paraíso.

O Reaver wannabe ainda conseguiu matar muita gente antes de ser exterminado pelo Mal. Eu não consigo imaginar o tamanho do sentimento de gratidão do comandante na nave da Aliança, mas, só de pensar que ele liberou nossa turma imediatamente, ele deve ter nascido de novo.

A tripulação de Serenity sai ilesa, ainda que sem suas mercadorias roubadas, mais uma vez. Mas a aventura continua! Vejo vocês na próxima semana.

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