“A falta de boas novidades, incorre o jovem fora de hora relembrar velhos sucessos que não são seus e sim dos anos dourados de seus pais. A falta de inventividade incorre em velhas histórias, novas re-leituras de sucessos passados que não se arriscam de nenhuma forma na possibilidade de dar errado. Que os Deuses nos perdoem por estes tempos de tão poucos movimentos e muitas sombras.”
O texto acima pertence ao autor Ricardo V. Barradas, li sem querer nessas passadas no Google e poxa, como ela se encaixa em This Is Us como uma luva. Não só pela estrutura de padrões atemporais que se repetem, mas como uma estrutura única de narrativa abordada na trama. A busca de Kevin pelo passado de Jack é algo que vai muito além de uma proximidade ou conexão com uma história perdida de seu pai, aqui temos possibilidades e ao mesmo tempo nada.
Em Sometimes somos apresentados logo de início ao colar da sorte de Kevin que tinha sido de seu pai, e sua jornada passando por mãos e cada mão representa uma história, uma singularidade, mas ela não é a única. Pensar que aquele colar tem um valor, óbvio, mas tem mais de um, são inúmeras representações com que fez que a série novamente colocasse conexões interessantes para dividir o foco da trama. Para Kevin, que não esperava encontrar tantos colares assim no Vietnã, fica a dúvida, ele esperava o que exatamente?
Só que essa história está apenas esquentando, é muito interessante ver que Jack não se perdeu na guerra como imaginávamos, sua concentração e dedicação com o próximo ia além de seus fracassos, perder pessoas na guerra é uma consequência que ele só pode processar mais tarde, talvez quando o irmão viesse a falecer, mas até isso acontecer na história, ele se mantém firme com o compromisso de tentar tirar Nick daquele lugar.
Jack é uma figura que me surpreende muito, é nessas construções de relacionamento que vejo o quanto ele tenta parecer justo e fiel, mesmo que isso arrisque sua própria saúde emocional. Como falei acima a guerra não o afetou de imediato, mas as consequências aparecem bem na época em que ele conhece Rebecca. Nessa viagem que os dois fazem para L.A. é perceptível a insegurança e o nervosismo de Jack, ao mesmo tempo que Becca tenta se aproximar dele da forma menos agressiva possível e sem ele perder a cabeça, muito fofo. Padrão que se repete desde Nick e Jack até Kevin e Zoe. O problema de Kevin talvez é o fato dele ser um pouco agressivo na tentativa de desvendar o segredo dos outros.

Categoricamente, esse episódio não se torna um dos meus preferidos, ainda tenho a sensação de que a história está presa em um ponto, talvez pelo medo de perder o coringa da série – Jack. Ou por ser proposital, estamos sendo preparados para um futuro sem Jack nas histórias? Lembrando que Flashfowards têm sido mostrados nessa temporada.
Já em Six Thanksgivings, tudo aconteceu, tudo mesmo até coisas desnecessárias, novamente a série joga com episódios que intercalam poucos personagens com episódios que abraçam todas as histórias de uma vez. Sério gente isso é perigoso, tão perigoso que achei que por um triz o episódio não desandou de vez. O que salvou de certo modo foi a boa dosagem de drama aplicada nele e nem assim foi o suficiente para esconder a chuva de reclamações que eu vi.
Okay, a série trata de assuntos do cotidiano familiar, é admirável a produção ir por várias nuances, mas não dá pra disfarçar quando algo é colocado para forçar a trama a seguir um caminho que visivelmente não teria sentido. A princípio tivemos Will, sim ele voltou com um flash de sua vida ao conhecer Jessie. Sempre achei a história de Will ser gay algo muito forçado, veja bem não estou falando por caricatura, tem gente que você nem imagina que é gay isso eu entendo. Mas não dá para negar que essa narrativa foi forçada, tanto que não foi para frente.
Agora resolveram ressuscitar esse plot com a Tess. Novamente gente, nada contra, mas quando vejo que algo está sendo forçado para ir em uma direção que claramente não foi montado na trama antes, me faz acreditar que não estou vendo This Is Us afinal. Espero mesmo que eles amarrem bem essa história e não morrer como foi com Will. Afinal toda a cena da Tess com Kate foi muito fofa e engraçada e até Toby voltou a ser o Toby que conhecemos e por conta disso o episódio não se perdeu tanto.

E a cena da família de Miguel no jantar de ação de graças? Que cena meus amigos que cena, até eu ficaria com vergonha depois de um esculacho do Miguel, confesso que queria que ele fosse mais terrível, mas já valeu a pena. Senti uma pena enorme da Rebecca naquela hora, mas ela se manteve firme assim como Jack se manteve toda vida dele e essa lição ela carrega por toda vida. Estava na hora de conhecermos a família de Miguel não é mesmo? Quem sabe uma futura ligação dessas famílias em breve na trama?
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Randall nesse meio tempo está na luta por votos, na luta por parecer justo perante os outros e perante a mulher, mesmo que ele coloque tudo a perder por conta de uma adoração exorbitante. Bete também não dá o braço a torcer ela não é fácil, mas se ela é tão competente assim, comece a mostrar esse lado, o orgulho, já comentei antes, tem colocado essa parte da família a prova e eles nem sempre saem vitoriosos nessa história.















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