Depois de um primeiro episódio focado em Rick e sua jornada desde que foi “resgatado” pelo CRM na série principal. O segundo episódio de The Ones Who Live, nos traz o foco em cima de Michonne e nos mostra sua perspectiva, seguindo imediatamente após a partida da Samurai no episódio 10×13 de The Walking Dead.
De cara já adianto que achei esse episódio mais fraco que o anterior; não só porque considero Michonne uma personagem menos interessante do que Rick, mas também porque não gostei tanto do ritmo deste segundo episódio. A história do grupo que “adotou” Michonne e a seguiu atrás de Rick, me soou um pouco forçada e meio tirada do nada; mas, apesar disso, o novo personagem introduzido (Nat, interpretado por Matthew Jeffers) foi muito elogiado pelo público e se mostrou uma ótima adição para série; porém, o pequeno atirador não durou nem um episódio, assim como Okafor e padeceu no final deste segundo capítulo.
A questão de a série não ter medo de matar personagens é muito positiva, porém, descartar tão facilmente alguns me parece um desperdício, visto o potencial de desenvolvimento que eles demonstravam, principalmente Nat e Okafor.
De pontos positivos achei muito comovente como a série fez questão de nos mostrar como foi a jornada de decepções de Rick e Michonne ao longo dos anos, falhando em se encontrar e chegando até ao ponto de desistir, até que ocasionalmente, eles se encontram. A produção conseguiu passar o peso dos anos sob os personagens e angústia que os mesmos carregavam. Ponto para The Ones Who Live
Da parte do reencontro, eu esperava algo um pouco diferente, mas gostei de um Rick prático, se preocupando em preparar Michonne para o CRM, antes de qualquer coisa, destacando o velho xerife calculista que ele é; mas sim, o reencontro também teve espaço para emoção e era necessário. O que senti muita falta foi a menção a Rick Jr, para mim não fez nenhum sentido a Michonne não ter nem citado (nesse momento ou depois) o filho para Rick, menino este que ainda é desconhecido pelo mesmo.
Ainda sobre o grande reencontro, achei coerente vermos um Rick hesitante, até um pouco amedrontado em relação a enfrentar o CRM e finalmente sair daquele inferno. Considerando que ele passou anos preso ali dentro e já conhece o tamanho do perigo do grupo para seus entes queridos e também para Alexandria. Rick demonstra cautela em finalmente se revoltar contra a república militar, porém, visto o ódio de Michonne ao CRM e também a descoberta de Jadis em relação aos planos do casal, prevejo que não durará muito tempo essa reticência… Em breve veremos Rick e Michonne colocando algum plano de destruição em ação.
Fica de expectativa para o próximo episódio, que a série se foque em dar contornos para o plano de destruição do casal ao CRM e o conflito dos mesmos com Jadis (e todo seu conhecimento acerca deles); até porque a série só tem 6 episódios e não vai ter espaço para muita enrolação. Se a série deseja manter o padrão levantado no primeiro episódio, vai ter que saber trabalhar sua história com destreza, objetividade e profundidade daqui para frente; só assim fugirá dos velhos erros do universo The Walking Dead.
Rodapé do João:
– Espero que aquela horda enorme de zumbis ainda seja utilizada contra o CRM;
– Ótima atuação de Danai Gurira na cena em que Michonne interpreta uma personagem dentro da personagem;
– Esse lança-granadas improvisado de Nat é uma das armas mais bizarras que já em série, mas achei legal;
– Rick highlander master, caiu de um helicóptero em chamas e não teve um corte;
– Muito foda a sacada do Rick dizendo para Michonne não citar a palavra “Walkers” para o CRM, pois foi essa palavra que ele usou. Detalhes;
– Sinto que a Jadis ainda vai mudar de lado até o final da temporada, veremos!














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