
Sobre homens e crianças…
Spoilers Abaixo:
Enfim chegou o momento de descobrirmos o que aconteceu com Padre Quemedo e demais incendiários de Mystic Falls e, bem, na verdade não descobrimos muita coisa… Não descobrimos nada, para ser honesto. A maior novidade dessa história foi o aparecimento de April, filha do reverendo que, pra ser bem honesto, estava até bem alegrinha pra quem acabou de perder um pai… E se desgraça pouca não fosse bobagem, a garota ainda foi alvo do novo caçador de vampiros da cidade: o misterioso Connor Jordan.
Antes, no entanto, de aprofundar nas tramas, devo dar um recado: estão muito chatas as discussões de shippers nos comentários. Adoro ler os comentários e adicionar elementos que lá estão nas minhas próximas reviews, criando assim uma espécie de diálogo com vocês. Mas é bem chato entrar e ver uma guerrinha de Stelenas e Delenas. E o pior: a guerra ocorre por coisas que supostamente eu escrevi, mas, na verdade, é apenas a versão de mentes loucas sobre o meu texto. Então, voltarei ao meu status quo: ignorar as cenas envolvendo o triângulo amoroso e falar apenas das outras coisas do episódio… Infelizmente, se não há maturidade para se falar de tudo, prefiro não falar a permitir que “digam que eu disse algo”.
Outra coisa a se esclarecer: criticar a atuação do Paul Wesley não quer dizer elogiar a atuação de Ian Somerhalder… Uma coisa não leva à outra, necessariamente. E, sim, Paul Wesley é um péssimo ator, mas não o é porque eu não goste do Stefan ou goste do Damon… Ele é um péssimo ator porque ele é ruim mesmo! E se eu não o critiquei anteriormente é porque sua apatia em cena já estava tão comum que o observava como mero enfeite do cenário, mas dessa vez me incomodou… E bem, toda vez que sua inépcia na arte de atuar me incomodar, eu irei criticar, mas não porque eu ame o Ian. É só porque eu odeio o Paul mesmo.
Dito isso, vamos ao episódio. Interessante ver a opção da série de se manter nos episódios mais calmos, dosando cuidadosamente os momentos de ação e de tensão, bem como vimos na Premiere. Esse ritmo mais cadenciado se repetiu nesse segundo episódio e, mais uma vez, chamo atenção para a inteligência da produção: além de ser uma fase introdutória de novas tramas, já que o último Season Finale não o fez, temos que lembrar que no último episódio tivemos uma morte em massa e, assim como o luto de Elena era necessário, aqui também necessitava de um episódio mais intimista.
Falando em Elena e sua morte, tenho que dizer que estou bem surpreendido com o caminho que a personagem vem seguindo. Depois de ver dezenas de transformações na série, duvidei que incluiriam um novo elemento na de Elena, mas essa fase vampira bulímica me pegou desprevenido. Tudo começou no mato, com Elena caçando o Bambi naquela cena fofinha, mas logo em seguida já estávamos vendo a moça botando tudo pra fora. Se a morte, por um lado, livrou Elena “daqueles dias”, percebe-se que não necessariamente ela parou de sangrar…
Na verdade, foi tudo bem nojento. E claro que, estando em uma situação limítrofe, ela esconde seus problemas de Stefan e foi atrás do Damon, que tentou de um tudo pra ajudar a amada. A moça bebeu diretamente do vampiro, mas não deu efeito… Até mesmo uma deliciosa embalagem de Sangguynho Elena colocou pra fora. Honestamente, nem seu sabia qual era o problema da moça e cheguei a acreditar que era uma nova e mirabolante trama… Mas não! A verdade é que, se tratando de Elena, ela sempre gostou de umas coisas bem insossas e o sangue de Matt foi tiro e queda para ela ficar firme e forte.
Sorte a nossa que nem só das nojeiras de Elena TVD é feita e, enquanto a moça corria para os banheiros pelos cantos, conhecíamos o mais novo badass do pedaço: Connor Jordan, o caça-vampiros. Depois da vergonha absoluta que foi Larica como caçador de vampiros, visto que ele não conseguiu matar nenhum vampiro nem mesmo quando era o super-hiper-mega-badass-motherfocker-caçador-de-vampiros-criado-por-Esther-a-super-hiper-mega-badass-motherfocker-bruxa-original, Titio Kev e Titia Plec criaram vergonha na cara e foram atrás de um caçador de vampiros decente e, dada a verba da CW, como não conseguiram um Wesley Snipes da vida, arranjaram sua própria versão barata do Blade, com direito a luva de Verbena e tudo para descobrir quem é vampiro.
E foi numa dessas que, em uma visita à casa da Prefeita, o nosso projeto de Blade pegou o lobinho Tyler, logo após interromper aquele sexo híbrido que nos havia sido prometido na Premiere… No entanto, parece que o caçador não estava preparado para os híbridos e ficou púrpura quando viu Tyler levantar e sair correndo de casa como se o Tio Mason o tivesse chamado.
Mas ainda assim o caça vampiros não se deu por vencido e armou um plano maquiavélico para pegar todos os vampiros da cidade na igreja, durante o memorial que dá nome ao episódio, porque né? Melhor jeito de se matar vampiros é fazer um banho de sangue no meio da igreja, com um monte de civil olhando, enquanto choram pelos seus mortos… Mas, relevemos, porque seu plano não foi tão perfeito… Claro que Tyler acabou baleado – outra vez – mas o moço ainda não havia arranjado uma bala com desenhos que matem híbridos. Entretanto, mesmo com a quantidade absurda de falhas no plano do nosso Blade, ainda assim dou pontos pela genial ideia de se fazer um chamariz com o sangue de April.
Tenho certeza que nosso Blade ainda nos dará muita alegria. Também duvido que ele vá, de fato, matar algum vampiro importante, mas acho que vai dar uma agitada na cidade que está bem pacata após o fim do fenômeno mundial dos Originais do Samba. Nesse episódio já tivemos um aperitivo de Connor e ele mostrou força, chamando parte da atenção do episódio para si mesmo sendo um personagem novato. Entretanto, o grande destaque do episódio – que me perdoem os haters – foi Damon.
Interessante notar como que sua personalidade muda (retorna ao normal, no caso) cada vez que ele leva um toco de Elena. E hoje pudemos ver parte do Damon que amamos de volta… Achei genial toda a parte dele no bar negando para metade do elenco que tenha matado Padre Quemedo e suas Quemedetes… E o que falar da heresia absoluta de nosso vampiro preferido? Foram várias piadinhas que chocaram a comunidade cristã, como quando ele fala que igreja lhe dá fome com toda aquela história de “sangue de Cristo”, ou então no sorrisinho canalhíssimo que ele deu quando se benzeu com a agua benta.
Mas nada surpreendeu mais do que a cena final. Ali vimos que, mesmo sendo o Damon sarcástico de sempre, as mudanças pelas quais ele passou nestas últimas 3 temporadas não foram esquecidas e o personagem está bem mais maduro do que imaginamos. Já na primeira vez que o vi no bar (quando Liz foi falar com ele) eu já senti falta de Larica sentado ao seu lado mas, mesmo assim, não havia percebido que a série nos levaria por esse caminho até vê-lo no cemitério… Tinha imaginado que a história do “lugar reservado” era só uma piadinha do Damon mesmo, mas no final percebi, com um nó na garganta, a dor do vampiro pela morte de seu único e melhor amigo.
O pior é notar que há razão em tudo o que ele disse à Larica. São um bando de crianças lidando com essas situações extremas advindas desse tanto de bicho que aparece na cidade, mas que, no fim, não passam de crianças. Larica desempenhava esse papel e realmente fará falta a serie, mas a pergunta que fica é: será que Damon assumirá o papel de tutor dessa galera? Que ele se importa com eles (com Elena, pelo menos), nós já sabemos… Acho que é um caminho interessante a se trilhar.
Dessa forma, em um episódio que mescla a tensão de sempre de The Vampire Diaries e uma pequena dose de emoção que com certa frequência vemos na série, TVD fecha com chave de ouro essa parte introdutória de sua temporada e, tenho certeza que já na próxima semana terá início a sequência de episódios de tirar o fôlego que The Vampire Diaries sempre nos apresenta.
Mas alguém, por favor, dê um Dramin pra Elena essa semana porque senão fica foda ela entrar nesse sequência incansável de TVD com náuseas!
P.S.: Eu não culpo Elena por vomitar depois da pegação dela com Stefan, mas né, vou ficar por aqui pra evitar intrigas!
P.S. 2: “Estou usando a camiseta: ‘Explodi o conselho!’?” – SALVATORE, Damon (2012).
P.S. 3: Tão bom Bonnie não ter destaque quase que nenhum no episódio… Deixa a moça em casa treinando sua magia negra pra ver se desentorta aquela boca… E QUE SÓ VOLTE A APARECER EM TVD QUANDO CONSEGUIR, VIU?”.
P.S. 4: Qual é o lance com a tattoo do Connor? É uma tattoo fantasma ou o JerEMO andou treinando e aperfeiçoando seus poderes?














