Lá no começo, pouco antes de The Originals dar as caras e nós investirmos nossos corações e tempo na série, os produtores já adiantaram que a história seria sobre a redenção do Klaus.
Redenção.
Hope era o clímax disso. O autointitulado “grande lobo mau” agora tinha uma pequena ovelhinha para proteger e uma série de inimigos vindo para por ela em perigo. Ele também tinha uma família cheia de complicações, com que precisaria lidar.
Bom… depois de uma média de trinta horas, quarenta e três episódios e quase dois anos, vocês sabem no que deu. Deu em “Fire with Fire”, o penúltimo episódio da segunda temporada, onde presenciamos mais quarenta minutos de esperteza e vingança Klaus style. Esperteza, porque É CLARO que ele estava passando a perna na tia Dahlia; vingança porque É CLARO que tudo que ele fez não foi apenas para ganhar a confiança dela, mas também punir aqueles que “traíram” ele. (Multitasking sempre foi a maior qualidade do Klaus.)
Então essa semana foi isso: Klaus se vingando da família de maneiras cruéis, mas evitando ultrapassar aquela última linha sem volta, da qual eles nunca perdoariam ele. Para Rebekah isso significava destruir o corpo humano dela e as chances de ter filhos e a vida com a qual sempre sonhou, mas sem realmente matá-la. Para Marcel foi simplesmente colocar ele na posição desagradável de machucar seu grande amor, Rebekah. No caso de Elijah significava matar alguém com quem ele se importava (Gia), mas não quem ele realmente ama (Hayley). Já no de Hayley, foi restaurar a maldição dos lobos, mas sem matar Jackson. E, por fim, com Freya foi deixar ela sozinha contra tia Dahlia – que adiantou a maldição de Bela Adormecida da garota.
Daí no final tivemos a chocante (“chocante”) revelação de que era tudo uma farsa para ganhar a confiança da tia Dahlia e que ele não estava realmente do lado dela. E que ele tinha um plano (Klaus sempre tem um plano, lembra?) para vencê-la. Sorte a Cami ter aparecido, senão os irmãos iam ter que adivinhar isso sozinhos, sei lá como.
Para bem ou para mal, tudo foi bem previsível. Nós já sabemos que Klaus nunca se alia de verdade com os vilões (muito menos abaixa a cabeça pra eles) e que se você der um tapa na cara, ele te dá um tiro na testa. Então, se você não gosta do Klaus, o episódio inteiro foi uma porcaria e imensamente revoltante de se assistir; mas se você é daqueles que defende ele até a morte, amou o episódio e se sentiu vingado.
Mas onde eu estou querendo chegar? No simples fato de que nada mudou desde o primeiro episódio. Como eu comentei lá em cima, desde o começo os responsáveis por The Originals batem na tecla de que a série é uma história de redenção – a do Klaus, principalmente – e usam e abusam de diálogos e narrações (ugh, narrações…) para defender que ele é um garoto traumatizado que está dando passos nessa direção. Só que isso é uma tremenda mentira. Redenção significa (sério, olhem no dicionário) ser resgatado da prisão. E assim como a gente conversou lá na review do 2×11, para os Originais isso significava que, apesar dos erros, de quem eles eram, fizeram, ou lhes foi feito, eles podiam ter e ser o que precisavam – uma família. Família É o tema da série, afinal. E, para o caso específico de Klaus, significava ser resgatado da própria prisão dele: um ciclo vicioso milenar de abandono e vingancinhas.
Só que estamos aqui (de novo: depois de uma média de trinta horas, quarenta e três episódios e quase dois anos), e o comportamento do Klaus foi precisamente como em qualquer momento do passado, contrariando todo pequeno momento que colocam na série mostrando que ele tinha crescido. Mas afinal, eles querem que Klaus mude ou não??
Ter um protagonista anti-herói, ou até mesmo um explícito vilão, não é algo necessariamente ruim. Temos House of Cards e outras aí para provar que dá para fazer televisão, e roteiros inteligentes, com esse tipo de situação. O problema em The Originals é que continuam forçando pelas nossas gargantas que Klaus é uma Fera com bom coração e que toda vez que ele mesmo admite que é mal, isso é só de boca para fora. Aliás, o único motivo real para manterem a Cami na série é ter uma boca pra constantemente defender isso.
Enfim… a questão é que a premissa de The Originals é uma mentira. Não é uma história sobre redenção. Não é um lugar onde você vai para assistir como um personagem venceu seus traumas e limitações. É uma série sobre um ser sobrenatural poderoso que sobrevive em função de seus traumas de infância, eliminando qualquer um que vá contra sua vontade, conforme as pessoas à sua volta se conformam que ele é assim mesmo e se julgam por querer que ele seja melhor ou diferente. E numa semana vão dizer que ele é mal, mas na próxima vão dizer que ele não é. E por assim vai…
MAS ENFIM!!!!
WOW! Quanta crítica, né? Lembram de quando eu fazia piada quase todo parágrafo e a gente ria aqui? (Sim, eu rio das minhas próprias piadas – me julguem)
A verdade é que eu queria tirar tudo isso do meu peito antes de semana que vem, porque, já que chegamos juntos até aqui, eu quero CURTIR o próximo episódio e me divertir escrevendo a review!
Então me acompanhem nessa e esqueçam as partes do Klaus que você não gosta! Esqueçam os personagens secundários que vocês odeiam na série! Esqueçam que Kol morreu e com ele PARTE DO MEU CORAÇÃO! No próximo episódio teremos Klaus, Elijah e Rebekah, UNIDOS contra tia Dahlia!!!
E mais… CLAIRE FREAKING HOLT está de volta! O que mais você quer de um Season Finale???
É muita emoção, galera. E já estamos acabando, mas antes de eu me despedir, precisamos falar rapidamente sobre alguém que eu QUASE esqueci (e você também, seja sincero)…
Tem que respeitar a Davina, cara… a garota passou de sacrifício humano para bruxa manipulada, de bruxa manipulada para adolescente revoltz, e agora de adolescente revoltz para líder dos bruxos. E QUÃO INCRÍVEL foi aquele cala a boca que ela deu na comunidade bruxa, que nunca fez nada além de se esconder e xingar os Originais no Twitter? E QUÃO DIFÍCIL é criar uma comunidade de bruxos cujos rostos a gente reconheça daqui a três episódios?

(Se me dissessem que eles eram vampiros, lobisomens ou leprechauns eu nem pensaria duas vezes.)
Claro, Davina nunca realmente venceeeeu os Originais. E o único motivo pra ela aceitar o cargo de líder é pra… cof, cof… reviver OUTRO Original – o que provavelmente vai fazer os bruxos odiarem ela eternamente. Mas detalhes…
E esse foi “Fire with Fire”, galera! Klaus gerou o Casos de Família mais complicado da história, híbridos tem medo de água e certeza que Cami fica perto dos Originais na esperança de ser paga um dia.
– Nunca frequentem os becos de New Orleans.
– RIP Gia.
– Me ajudem com essa linha do tempo: Hayley & Cia fogem. Tia Dahlia lança uma chuva, o Bayou inunda e isso atrasa a fuga deles. A chuva para e eles continuam fugindo. Agora… mesmo com esse atraso, como foi que Klaus & tia Dahlia tiveram tempo de executar a vingança no French Quarter inteiro e ainda alcançá-los?
Vejo vocês pela última vez em alguns dias, pessoas. Preparem-se para “Ashes to Ashes” na próxima semana!














![The Originals 5×13: When The Saints Go Marching In [Series Finale]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2018/08/The-Originals-5x13-218x150.jpg)
