
E não é que The Office também nos dá lições de moral…
Spoilers Abaixo:
The Office sempre foi conhecido pelas satirizações de situações cotidianas do dia a dia de um escritório e também pelos exageros de seus personagens. Já tivemos episódios que fugiram dessa fórmula nos trazendo momentos de tensão e até tristes, mas não me lembro de muitos episódios em que o caráter dos personagens fosse tão trabalhado como nesse.
A começar pelo Jim e a sua resistência em não trair a Pam. Bato palmas para vocês que comentaram nas reviews anteriores e cantaram a bola de que o personagem não cederia às tentações da nova funcionária e se manteria fiel à sua esposa. Eu particularmente gostaria de uma traição, pois isso colocaria fogo na série, mas pensando por outro lado não gostaria que o caráter do Jim fosse destruído e isso provavelmente destruiria sua imagem na série podendo dar fim ao personagem, então, de uma maneira geral fiquei satisfeito. Mais ainda pelas maneiras com as quais o Jim tentou se safar da moça. Primeiro implorando para o Stanley, que só queria encher a cara e curtir a loira que arranjou (o personagem se separou então pode curtir à vontade!) e depois dizendo ao Dwight que havia percevejos no quarto. A inocência do Dwight sempre me chamou a atenção e às vezes achei até meio forçado, mas dessa vez foi uma boa sacada!
E o que dizer do Dwight? Ele ficou o episódio inteiro tentando se dar bem para cima da Nellie e até sacaneou o coitado do Todd Packer para na hora H perceber que mais do que uma promoção, ele precisava manter seu caráter e sua postura de pai de família. Gostei muito dessa reviravolta e confesso que não esperava por essa postura do personagem. O final dele com o Jim assistindo televisão com as luzes apagadas foi sensacional e um dos melhores encerramentos que vi até hoje. Gosto quando eles, mesmo com toda a rivalidade, se unem em torno de um pró-maior.
Outro que passou por poucas e boas foi o Ryan que finalmente vem sendo bem utilizado na série. Tudo bem que a ficha dele com a Erin só caiu depois que ela planejou seu futuro ao lado dele, mas mesmo assim ele também não traiu a Kelly, provando que os homens em The Office são fiéis! Já as mulheres…
A trama longe do escritório continua sendo o ponto forte desses episódios, a personagem de Catherine Tate vem desempenhando bem o papel da chefona tarada, o Todd Packer vem brilhando nas suas atuações só arrancando risos e até personagens secundários com o Gabe vem crescendo consideravelmente de conceito nesses episódios. O que uma mudança de ares não faz, hein?
Enquanto a mudança faz bem a uns, a manutenção só piora para outros. A trama do escritório foi melhor que a da semana passada, mas mesmo assim foi chata, previsível e sem nada a acrescentar a não ser o chato romance sem sentido da Val com o Darryl. Até o Creed que tinha seus 5 minutos de fama foi excluído…
Com dois lados distintos, The Office mostra que não só de risos vive uma série de comédia, mas sim da manutenção do caráter de seus personagens.
Observações:
– James Spader não renovará para a próxima temporada de The Office e essa já era uma decisão tomada pelo ator no momento de sua contratação. Acho a decisão acertada, pois o Robert California fez sua contribuição, mas não tem carisma para muitas temporadas. Fez o que tinha de fazer e que saia pela porta da frente. Tanto é que já estamos a alguns episódios sem o Robert California e eu pelo menos nem senti falta dele.
– A Abertura tem de ser sempre na Flórida. Colocou no escritório já sei que será sem graça.
– Para quem mal operou da apendicite o Dwight estava com uma saúde de ferro, correndo, bebendo e gritando! Quero ter uma saúde dessas.
– A Cathy já fez sua participação agora pode sair da série né? Já deu!














