
Chegando agora à metade da temporada, o que pensar de “The Killing”?
Spoilers Abaixo:
Faltam apenas seis episódios para que “The Killing” chegue ao seu fim, e o que se pode perceber é que a série se mantém fiel ao seu ritmo de desenvolvimento e narrativa. Talvez esse passo glacial não esteja agradando muito à audiência, já que ela decresceu um terço desde o episódio duplo de estréia, ou seja, uma parte considerável do seu público perdeu a paciência. Eu me encontro entre aqueles que acha que a série ainda caminha bem, apesar de algumas pequenas ressalvas.
Com um episódio com o título de “Vengeance”, unido ao gancho deixado na semana passada, tudo levava a crer que o passeio em que o papai Larsen levou o professor Bennet teria algumas consequências. Infelizmente, parece que a única consequência foi a contratação de um advogado pelo professor. No fim das contas, Stan voltou atrás em suas intenções, e, após deixar o professor sozinho na chuva, voltou para casa e abriu o seu coração para Mitch. Foi uma cena muito bonita e que mostrou um lado da personalidade de Stan que não conhecíamos, a do homem que mudou pelo amor que tem pela filha. Os pais de Rosie continuam sendo os personagens mais bem construídos da série e suas cenas nunca deixam de ser muito carregadas emocionalmente. Mas e a tal vingança? Acho que isso talvez aponte para um dos momentos finais do episódio, onde Mitch aparece observando o professor Bennet e sua esposa Amber, a grávida. Será que a mãe de Rosie tentará algum tipo de redenção confrontando os dois?
Já no que diz respeito à investigação, tivemos uma nova linha a ser seguida. Linha essa que envolve um tema queridinho dos norte-americanos, recorrente por quase 10 anos: a religião islâmica. A detetive Linden acabou descartando Amber, a grávida, da lista de suspeitos, já que ela disse que sua condição impede que ela carregue qualquer tipo de peso, inclusive corpos como o de Rosie. Mas nessa mesma conversa, surge um novo suspeito, de nome Mohammed e amigo de estudo do Alcorão do professor Bennet. Ao seguir a pista adquirida na mesquita que os amigos frequentavam, Linden e Holder chegam no que parece ser um açougue abandonado um tanto quanto sinistro, entretanto são logo surpreendidos pela chegada do FBI. Isso quer dizer o que o assassinato tomou proporções maiores? Engraçado que sinto que os agentes federais nem estejam envolvidos no caso de Rosie, acho que deve ter sido só uma armadilha para atrasar nossa dupla de detetives.
E é com relação aos detetives que tenho minha maior reclamação do seriado. Não sinto que os personagens estejam tendo seu espaço para se desenvolverem e, consequentemente, nos cativarem. Gostaria de saber mais sobre Holder e Linden, sobre o que sentem, o que pensam e pelo que já passaram. Foi mencionado algo sobre um caso antigo de Sarah, mas nada passa da menção. Tive até uma ideia pro próximo episódio. Que tal se Linden passar o dia presa, onde ela confrontaria seu passado, e o Holder continuaria a investigação sozinho, confrontando, hummm, seu passado. Bem, fica a dica.
E, por fim, temos o candidato Richmond. Ele, que corretamente tenta não destruir a carreira do professor Ahmed, acaba só se ferrando com essa decisão que segue seus princípios. É aquele velho embate: fazer o que é o certo ou fazer o que é melhor pra você? Mas a história da política, dessa vez, não saiu muito desse dilema, então, me faltam palavras para esse núcleo.
Semana que vem temos “Stonewalled”, o oitavo dia de investigações. Mitch vai tomar alguma atitude contra o professor e sua família? Richmond vai continuar jogando limpo? O FBI vai sumir antes da vinheta de abertura?
Em Tempo: Escrotinha essa mãe de Mitch e Terry, hein? Vontade de dar uns tabefes na cara da velha.
Em Tempo 2: Por um minuto, achei que Amber, a grávida, iria entrar em trabalho de parto e Linden ia ajudá-la a ter o bebê. Mas não aconteceu, ufa!















