Alicia, porque tão enojada? Ele esperou!

Spoilers Abaixo:

Diz a lógica que episódio de The Good Wife é sempre bom, mas é melhor ainda quando tem a presença do fabuloso Michael J. Fox, encarnando seu já conhecido e amado Louis Canning. Só de saber que esse homem faria uma participação nessa semana eu já me empolguei e esperei pelo melhor. Não me decepcionei. Episódio exemplar. Atuação pontual.

É impressionante o modo como Canning e Alicia interagem. Ágeis, irônicos, provocativos. Eu, que já pensava que a briga entre Martha e Caitlin seria boa, vi minhas expectativas se ampliarem diante de uma disputa muito maior. Quando Alicia e Canning se encontram a química na corte é mais que explosiva e sempre nos guarda momentos imprevisíveis.

Confesso que ri bastante de todas as cenas. Alicia, sempre uma dama, querendo até diminuir o passo para que pudesse ser seguida com mais facilidade, nem imaginava que seria apunhalada pelas costas num momento de fraqueza. Por causa do batizado de Grace, ela perdeu um caso, para Canning. Mas que ninguém o acuse de golpe baixo. Ele pelo menos esperou até que a menina estivesse a salvo, antes de roubar as provas da bolsa de Alicia.

Uma coisa interessante que surgiu dessa dinâmica foi o retorno à possibilidade de Alicia realmente deixar a Lockhart & Gardner num futuro próximo. Pode parecer uma ideia distante, mas eu vejo isso como algo muito presente e que daria um aspecto completamente novo à série. Com toda essa encrenca envolvendo Will e a procuradoria, além da marcação cerrada de Diane, não sei se isso está muito longe de se concretizar. Sem dúvida, a presença mais rotineira de Canning não seria motivo de reclamação.

Aproveitando que o assunto é Will, fiquei bastante mexida com a reação dele ao término da relação com Alicia. É estranho como a sincronia deles nunca se acerta. Diane nem imagina que Will jamais teria tomado essa decisão de terminar e que foi Alicia a dar a palavra final, tudo por causa dos filhos. Verdade é que Will estaria muito disposto a “brincar de casinha” com Alicia, mesmo que a coisa fracassasse depois. Quando Diane diz que “ela vai superar” e ele responde que “ sim, ela vai”, fica óbvio que é ele quem nunca vai conseguir passar por cima disso.

Mesmo que seja da torcida por esse casal, acho que a separação vem numa boa hora. Com essa investigação da promotoria, Alicia poderia mesmo prejudicar sua relação com os filhos e ficar próxima de perdê-los. Agora a liberdade de Will para se defender aumenta, até porque, Eli Gold está na área e deve mexer seus pauzinhos para entender melhor a situação.

Algo que talvez aconteça – e espero muito por isso – é a ruína de Peter, justamente por conta dessa investigação. Wendy Scott-Carr está cada vez mais determinada em conduzir essa caça às bruxas e pode usar o resguardo de Peter contra ele mesmo.

Sobre o sumiço de Grace, confesso que torci pelo assassino nazista. Não foi dessa vez e tivemos de aturar essa guria se batizando com o maluco da internet. Só mesmo Kalinda para chegar até ela uma hora depois do desaparecimento. Aliás, esse envolvimento dela no “salvamento” da menina Grace deve ser a chave para reaver a amizade com Alicia. Essa história ainda virá à tona para reaproximá-las.

P.S* Só eu acho Dana Lodge uma Kalinda wannabe?

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