O melhor churrasco de quintal da história dos churrascos de quintal.
The Goldbergs nos presenteia com um episódio que não decepcionou em nenhum momento. Ao unir todos os Goldbergs em um mesmo problema, o roteiro conseguiu fortalecer a família e arranjar novos amiguinhos para todos. O plot principal foi focado na nova família vizinha, os Kremps, dando o perdido nos Goldbergs e sempre recusando o convite para o já tradicional churrasco no quintal. Após algum tempo, descobrimos que o problema reside única e exclusivamente em Bevy, que, com seu jeito Tati Quebra-Barraco, não conseguiu a simpatia da trophy wife Virginia. Gostei muito desse plot, que foi executado com excelência, e consegui me identificar bastante, pois diria que tenho bastante da Bevy em mim, embora nem sempre demonstre rs. Ela sem conseguir aceitar que alguém não gostava dela lembrou-me bastante a Monica de Friends, que é praticamente uma representação minha numa tela de TV. O roteiro foi estratégico ao inserir mais uma família para entrar em contato com os Goldbergs, visto que todos viraram amiguinhos e isso permite novas interações e situações de contato entre as duas famílias, o que também indica a pretensão do roteiro de que a série continue por mais tempo, já que fomos apresentados a cinco novos personagens de uma vez. A resolução do problema, com Bevy defendendo Virginia no supermercado, foi bastante apropriada e eu diria até clichê, mas nem por isso deixou de trazer à tona uma verdade: um pouco de Bevy em Virginia e de Virginia em Bevy seria totalmente saudável e apropriado. Inclusive, palmas para Wendy McLendon que fez seu papel de DIVA com maestria nesse episódio.
Agora vamos aos subplots. Achei super fofa a interação do Adam com o Chad, pois, como nerd que sou desde a infância, sei como é legal quando se encontra alguém que compartilha dos mesmos gostos doidos que você. Deu pra torcer pela amizade dos meninos, que obviamente foi momentaneamente atrapalhada pelo orgulho ferido de Bevy, mas depois se reergueu em uma das melhores cenas de trollagem da temporada: os meninos colocando Murray como Darth Vader no momento em que ele afirma que é o pai do Luke Skywalker, um clássico da cultura nerd. Eu confesso que geralmente não fico muito animada com as cenas finais em que o Adam F. Golberg mostra momentos reais da família Goldberg, mas desta vez eu estava ansiosa para assistir às trapalhadas de Adam e Chad na vida real e, nossa, foi um dos melhores momentos do episódio. É muito legal ver que uma amizade tão divertida e até inocente existiu de verdade. Tô melosinha hoje, me julguem.
Também achei bastante relevante o plot da Erica e do Barry. Como sempre e mais uma vez, o Barry faz alguma besteira e a Erica o entrega aos pais, e qual era a besteira? Ligar para números 9-7-6, coisa que nem o Google sabe exatamente o que é, mas nós entendemos claramente que se tratava de um disk sex. Não sei se isso ainda existe com xvideos a um clique de distância, mas como já aconteceu no quarto episódio, mais uma vez a vida sexual dos adolescentes sem Internet é explorada e, como podemos perceber, não era uma vivência muito tranquila. Mas a parte que eu mais gostei nesse plot, além das roupas m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a-s e coloridas da Erica, foi a primeira atitude madura que a irmã Goldberg teve, ao parar e perceber que sempre brigava com o irmão pelos motivos mais estúpidos possíveis. Eu não tenho irmãos então sempre achei muito estranha essa concepção de que irmãos sempre brigam, portanto me vi representada naquele momento em que ela pergunta: “Por que nós somos assim?”. A cena foi finalizada por um ótimo momento de Troy Gentile, que ficou aguardando a bola de lama na cara que não veio. Tadinho, gente. Ao final das contas, ficou acertado que os irmãos iriam cuidar um do outro, mas tô pagando pra ver se isso vai valer mesmo nos próximos episódios. De qualquer forma, já shippo Erica e Drew Kremp. Vale lembrar que toda essa polêmica entre Erica e Barry começou por causa de algo que, pra nós, é totalmente impensável: só um telefone para a casa inteira. Eu confesso que ainda peguei um pouco da era pré-celular e só fui ter meu primeiro aparelho com uns 13 (?) anos, então entendo como é querer duas linhas telefônicas em casa, mas ver o Pops falando da Segunda Guerra e os adolescentes tratando como a coisa mais velha do mundo foi extraordinário, pois é exatamente assim que nos sentimos atualmente em relação aos anos 80. Se o Pops não fazia ideia de como funcionava o telefone, nossos pais têm problemas em se adaptar aos smartphones da vida e nós iremos ser motivo de chacota para nossos filhos em algum ponto do futuro. Cada época despreza a tecnologia de sua época anterior e supervaloriza as ferramentas do seu tempo.
Murray e Pops não tiveram exatamente um plot pra chamar de seu, mas participaram brilhantemente no episódio: Murray e sua rabugice costumeira que eu amo e Pops tentando se controlar com as piadas safadinhas e seu avental que estrategicamente dizia “Coma minha carne”. Bevy e Virginia também protagonizaram cenas maravilhosas, como o stalkismo durante a caminhada matinal (e a oportunidade estratégica e bem aproveitada de mostrar roupas de ginástica dos anos 80) e a conversa por telefone com as duas se vigiando pela janela. A conversa entre Bevy e Adam com o filhinho brilhando foi de uma comicidade leve e bonita, enquanto o momento em que Erica indiretamente se declara ao Drew certamente me deu uma das sensações mais constrangedoras até agora.
O 1×08 de The Goldbergs foi um episódio com a qualidade a qual já estamos nos acostumando e com direito a Tron, Star Wars e Darth Vader. De fato, talvez os eighties não estejam assim tão distantes do ano de 2013, né?
Em tempo de demo: A demo voltou a subir, mas para um número que já vem se tornando familiar: 1.7. Acredito que a audiência venha a se estabilizar nessa porcentagem e que isso seja suficiente para uma renovação. #ABCRenovaTheGoldbergsPeloAmorDeDeus
Em tempo de fandom: Gente, criei uma fan page para The Goldbergs rs. A ideia é reunir todos os fãs da série em um só lugar, portanto, caso estejam interessados, é só clicar aqui.
Em tempo de curiosidade-mor: Eu morri tentando me lembrar de onde conhecia a atriz que interpreta a Virginia e finalmente descobri que é a mesma mulher hipócrita e com a voz insuportável da igreja de Raising Hope.
Em tempo de eighties 1: “Eu não tinha nada planejado neste final de semana. Estava perfeito.” Murray me representando sempre. <3
Em tempo de eighties 2: “Naquele dia, meu pai finalmente conseguiu fazer algo pelo qual estava esperando desde o dia em que se casou: estar certo.”
Em tempo de eighties 3: “Oh, você aqueceu meu pãozinho.” “Sim.” “Eu não sei se consigo lidar com toda essa carne.” “Ela tá brincando comigo?” “Apenas vá.” Pops e um dos melhores diálogos até agora.
Em tempo de eighties 4: “Não existe algo como um mundo dos sucos.” “Mas mundos de computadores são reais?” Você não faz ideia, Pops.
Em tempo de eighties 5: “What the hell’s the ‘h’ word?” Também queremos descobrir, little Adam.















