Um episódio perfeito e um recadinho aos leitores das reviews de The Goldbergs.
Ah, gente. Nem sei como começar a review. Tive tantas emoções assistindo a “The Ring” que estou tendo dificuldade em organizar a lógica para comentar sobre os plots e os desenvolvimentos. O quinto episódio de The Goldbergs nos deu mais um belo exemplo do potencial da série, no qual eu acredito até o fim. Teve emoção, teve coerência, teve referências e, vale frisar, teve risadas. Não há mais dúvida de que há algum espião da ABC lendo minhas reviews aqui no SM.
The Ring foi um episódio bastante romântico. Todos os personagens estiveram envolvidos em narrativas com essa temática e todos os plots deram muitíssimo certo. Pops deu uma de Hitch, conselheiro amoroso, e tentou ajudar Adam a conquistar o coração da ruivinha fofinha Dana, enquanto Barry se gabava do seu relacionamento mais-do-que-perfeito com uma namorada fake do Canadá com peitos falsos. Sempre gosto da dinâmica entre Adam e Pops e dessa vez a situação foi muito bem construída, com um toque especial do Barry, que, pela primeira vez, não foi o protagonista de nenhuma história. Ponto pros roteiristas que tiraram momentaneamente o destaque dele e ponto pro Troy Gentile, que conseguiu fazer a diferença em uma narrativa que simplesmente não precisava dele. Minha maior risada no episódio aconteceu na cena em que Adam e Pops o obrigam a ligar para a amada invisível, Marion Lemieux, e ele faz birra e continua parado num momento super constrangedor e denunciador. Maravilhoso. A cena em que o Adam vai fazer uma serenata para a Dana também foi extremamente constrangedora, mostrando, mais uma vez, que esse tipo de humor funciona bastante. Adorei a participação do irmão da boyzinha e espero que ele seja uma presença recorrente na série.
Agora, terei que segurar as lágrimas para falar de Bevy e Murray. Eu tenho um histórico muito forte de me emocionar com casais casados em séries de comédia. Frankie & Mike (The Middle), Claire & Phil (Modern Family) e Anna & Bates (Downton Abbey) são apenas alguns exemplos de casais que eu observo como modelos futuros pra mim, então, no fundo do meu coraçãozinho, eu estava aguardando com ansiedade o momento em que Bevy & Murray se tornariam um retrato meu do futuro, e esse momento finalmente aconteceu. Na verdade, existe uma temática muito comum utilizada em casais casados de séries que é o fato de não haver muito romantismo, mas bastante compreensão e cuidado. Frankie e Mike são especialistas nisso, e o casal Bevurray (Murreverly? Murrey? Bevay?) mostrou que não precisa de 59509054 cartas de amor melosas para manter ~a chama acesa~, afinal:
Um casamento forte é o seguinte:…
… não ligar para coisas pequenas e irrelevantes que possam perturbar a paz conjugal e relevar as coisas maiores que devem ser perdoadas
Wendi McLendon mais uma vez provou seu potencial ao me dar medo com a cara de desaprovação da Bevy e a cena da compra do anel de 5 mil dólares foi ótima, com o vendedor utilizando um instrumento que mais parecia um cortador de papel. Preciso muito comentar sobre as ironias tecnológicas desse episódio. O que foi a Bevy falando que SÓ tinha demorado 2 horas para identificar a ex-noiva do seu amado Murray? Eu já havia identificado o sarcasmo no ceticismo de Bevy ao achar que não daria para encontrar a moçoila, e na hora pensei em como seria fácil realizar a mesma tarefa hoje em dia. Aliás, demorar 2 horas para encontrar uma pessoa em dias de Facebook, Twitter, LinkedIn e hi5 é uma ideia praticamente inaceitável, apenas praticada pela Sociedade dos Stalkers Virtuais, grupo do qual faço parte.
Outro aspecto bastante positivo do episódio é que Erica finalmente saiu do banco de reserva e teve uma participação de muita relevância no plot da Bevy, entregando a identidade da Anita Show-das-Poderosas para a mãe. Também adorei a única cena em que ela se envolve na polêmica da namorada fake do Barry, denunciando a atuação ligeiramente suspeita do irmão durante o tal acampamento. Adorei a cena final, mostrando uma diversão bem zueira entre os irmãos e melhorando aquele aspecto que eu comentei que precisa ser tratado: a interação entre os irmãos Goldberg. Acho que foi a primeira vez em que houve uma cena na qual Erica e Barry não brigaram/discutiram/discordaram de alguma forma e foi ótima. Um parêntese pra falar da roupa da irmã Goldberg, exemplo clássico e absolutamente característico dos anos 80. Ponto também para as fotografias de família espalhadas pela casa, servindo para fortalecer o universo do seriado.
Por fim, comento que sou daquelas que choraram com o vídeo super fofo-e-reparador-de-casamentos que o Adam fez com as cenas de cuidado entre Murray e Bevy. Isso é algo em que eu realmente acredito: o casamento, no decorrer dos anos, se torna algo muito mais relacionado a companheirismo e a afeto, sem esquecer o romantismo, obviamente. Foi esse o sentimento que ficou após o término do episódio: uma vontade imensa de acreditar numa paixão que nem a descrita pela música In Your Eyes, que tão belamente embalou o amor de Murreverly.
Agora que já enxuguei as lágrimas, preciso falar sobre algo muito importante com vocês, pessoas lindas que assistem The Goldbergs e leem as reviews. Tenho recebido comentários sobre a demora no lançamento das legendas dos episódios e percebo que isso realmente atrasa na leitura e na repercussão das minhas reviews, o que me deixa bem chateada hehe. Os comentários na review do episódio 3 chegaram mais de uma semana após o lançamento dela e a legenda do episódio 4 ainda nem saiu. Descobri qual é o grupo de legendas trabalhando com The Goldbergs, mas não acho válido ir lá reclamar, pois, assim como o trabalho aqui no SM, eles o fazem voluntariamente e não devem ser cobrados. Todavia, estou pensando em enviá-los uma mensagem comentando sobre a demanda da série e como seria interessante eles finalizarem as legendas mais cedo, o que acham? Todos na campanha #QueremosTheGoldbergs!
Em tempo de demo: The Goldbergs marcou apenas 0.1 a mais na demo desta semana em comparação com a semana passada, mas tenho esperanças de que esse número aumente após esse 1×05 fantástico!
Em tempo de agradecimento: Um “muito obrigada” ao Alexandre Bonfá, escritor das reviews de Haven, que me deu a ideia de falar sobre o problema com as legendas. 😉
Em tempo de Flinstones: Tive uma dúvida no meio do episódio em relação ao ator que interpreta o Murray, Jeff Garlin, e pensei que talvez ele tivesse interpretado o Fred Flinstone em algum filme. IMDBei ele e o homem nunca fez nada do tipo, mas sério: É IGUAL!
Em tempo de trilha sonora: Eu estou apaixonada pela musiquinha de abertura. A quem interessar possa, o nome é Rewind e foi feita pela banda I Fight Dragons, especialmente para a série. O Adam F. Goldberg é super fã dessa banda rs. #fofocas
Em tempo de easter eggs: Gente, eu estou chocada. COMO eu ainda não havia comentado sobre os easter eggs que aparecem após TODO episódio? Sabem quando aparece o “Adam F. Goldberg Productions” com uma imagenzinha? Essa imagem sempre é uma foto da real família Goldberg em algum contexto que tenha sido retratado no episódio e, desta vez, foi uma foto do casamento do verdadeiro casal Goldberg em plenos anos 60. Chorei.
Em tempo de técnicas de filmagem: Adorei a filmagem estilo documentário na cena em que Murray, Barry e Erica vão fazer a limpeza da garagem. Eu simplesmente amo essa técnica e ela deu um tom mais atual e The Office ao momento.
Em tempo de choque: A cara impagável do Murray quando a Erica fala “HOLY CRAP!”.
Em tempo de eighties 1: Eu amei basicamente TODAS as falas desse episódio, então tá tenso escolher apenas algumas para colocar aqui. Destaque para: “Não é estranho. Eu apenas estou filmando uma garota de que eu gosto para reproduzir a fita mais tarde e ensaiar meu diálogo com ela.”
Em tempo de eighties 2: “Oh, eu vejo o que está acontecendo aqui. Você tem uma família secreta!” LÓGICO, Barry. Essa era a única explicação plausível para as cartas de amor a Anita Expulsa-as-Invejosas.
Em tempo de eighties 3: “Muitos problemas amorosos acontecendo aqui. Não com Barry. Eu mantenho minha garota satisfeita.”
#QueremosTheGoldbergs















