O ser humano sendo refém do próprio medo.

Continuando o drama da ameaça iniciado na premiere, The Fosters entrega mais um episódio tenso aos telespectadores. Para o nosso desgosto, o episódio faz a série se transformar em um suspense barato com cara de TCC de algum aspirante a cineasta. O bom trabalho de Rob Morrow na direção em “Potencial Energy” se tornou um mero experimento em “Safe”.

Se o objetivo da Freeform era divulgar a nova série “Dead of Summer” transformando o lar dos Fosters em uma casa mal assombrada, não deu certo. Para um início de temporada, o episódio acabou sendo cansativo, colocando os personagens em sustos constantes que nos irritavam mais do que nos deixavam apreensivos.

Apesar disso, o roteiro fluiu com coerência e teletransportou Nick pela residência da namorada esperando o momento de dar o bote suicida. Louis Hunter interpretou um tresloucado com propriedade e a justificativa de sua loucura recai sobre o berço nada esplêndido. Sem dúvida, o grande destaque do episódio foi Cierra Ramirez que entregou o pior momento de sua personagem.

Há duas temporadas, Mariana disse a Brandon que as pessoas que ela amava acabavam partindo. Mariana la del Barrio tinha razão. A personagem é aquela que mais amadurece em meio ao sofrimento, tanto que a sua atitude para evitar qualquer ação fatal de Nick me surpreendeu. Não é comum que uma adolescente se mantenha racional e meio a algum risco imediato.

O fantasma de Jack faz Jude virar a página e não se culpar mais pelo fim de seu relacionamento ou pelo tragédia que acometeu seu amigo. Além disso, a sua reaproximação com a irmã fortalece as decisões de ambos daqui pra frente. As pessoas precisam de colocar o ponto final a algo inacabado, achei bonito o simbolismo familiar que representa Jack com Frankie.

A fuga do primogênito deixa claro que o personagem é chato demais e não quer dividir a atenção. Brandon luta contra um joão bobo para superar Callie e isso cansa demais, espero que a vida de padrasto o faça acordar para um planejamento futuro com confiança nos pais que desejam o seu melhor.

O drama familiar deve voltar a normalidade após o hiato da independência americana. The Fosters deve tirar a máscara de ansiolítico que vestiu nos dois primeiros episódios da temporada e voltar a ser o chá de Darjeeling que conquistou os telespectadores nos primeiros anos. Sem medo.

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