Top 5 motivos para o pior episódio da temporada.
O momento crítico pelo qual temíamos há semanas chegou de surpresa, ou talvez eu estivesse postergando em assumir o vácuo criativo em que The Fosters se enfiava lentamente a cada episódio. Não compreendo as razões dos produtores insistirem em reciclar plots de temporadas passadas e não explorar importantes situações criadas neste terceiro ciclo. Considerando o preguiçoso episódio entregue, resolvi vestir a mesma carapuça dos roteiristas e resumir esta crítica em 5 motivos pelos quais considero “Daughters” o pior episódio da temporada.
5- A obreira seduzida pela policial Stef
Ao mesmo tempo que fico feliz em ver que a terapia de casal foi postergada, fico extremamente preocupado com a situação do relacionamento das mamas, afinal já se passaram 8 episódios e nada da mãe Foster descobrir sobre o beijo entre a mãe Adams e Monte. Dessa vez, o roteiro queria mostrar que Lena não é a única que pode ser desejada fora do casamento, mas escolheu erroneamente a mulher responsável pela reforma para apresentar de forma ridícula caricata o quanto Lena deve valorizar a mulher que tem. Cá entre nós, essa reforma deve acabar em meados da quarta temporada, quem sabe após o encerramento das Olimpíadas no Rio. Em contrapartida, o roteiro se corrige das falhas mostrando o quanto Stef está deixando o relacionamento conjugal de lado em prol dos filhos e de sua busca por quem ocasionou o acidente da última season finale.
4- Jude de mimimi fugindo de novo
Jude é um personagem bem querido pelo público, mas fica difícil defendê-lo em mais um de seus pitis silenciosos. A abordagem de sua preocupação em relação ao divórcio de Stef e Lena poderia ser mais suave, porém acaba sendo expositiva quando o coloca em crise existencial mais uma vez. Me parece uma tentativa de colocar nos ombros do personagem um pouco da sofrência, que sempre vemos em Callie. Ainda bem que a sabedoria de Rita estava presente com seus conselhos assertivos criando um desfecho aceitável para o retorno do garoto ao lar.
3- Brandon é o centro do melhor momento do episódio
Quando um personagem como Brandon está presente no momento mais belo do episódio é a prova de uma nova remissão do rapaz ou de que o episódio era bem ruim mesmo. Confesso que dessa vez, a explosão de sinceridade de Brandon para as mães não soou artificial. Pude sentir um rancor honesto, que não notava quando os desabafos do filho se voltavam contra Mike. É verdade que Brandon não sofreu o desprezo que seus irmãos adotivos sentiram, mas isso não significa que o garoto não tenha passado por alguns momentos de vazio que se aproximam da depressão, que David Lambert interpreta tão bem (até quando sorri). O auge emocional do plot veio com o pedido de desculpas de Stef, que não se ofende com as palavras do filho e ainda dá um bonito voto de confiança em suas decisões. Uma bela cena entre mãe e filho!
2- Faz de conta que temos Jonnor
John Mayer anuncia um dueto com Taylor Swift e você espera aquela música que poderá cantar com a sua noiva no dia do seu casamento, eis que “Half of my heart” é lançada e você ouve um dueto morno e apenas um verso cantado por lady Swift em 4 minutos de canção. O episódio foi exatamente assim com Jonnor, uma música que é até bacana de ouvir mas que ficou na promessa de algo maior. Ao menos a música de Mayer tem uma letra bonita, que supera com facilidade as poucas frases do coadjuvante VIP representando Connor. Logo o garoto vai se cansar dessas firulas de Jude e o telespectador vai se cansar desse faz de conta dos produtores, que fazem o relacionamento de Jonnor retroceder em episódios assim.
1- A iminência de Brallie
Não foi por falta de aviso, Brallie está cada vez mais próximo e já posso sentir o cheiro do hálito desse Indominus Rex se aproximando de nós. A entrevista com a assistente social foi bem construída e editada com competência, enquanto a mentira de que ambos superaram o fim do relacionamento se transforma como o dinossauro híbrido pronto para nos devorar no summer finale. Mais uma vez, rebobinamos a VHS e assistimos essa provocação shakespeariana em The Fosters. Estou pensando em lançar uma campanha #CallieAlone, o que vocês acham?
Mesmo em seu momento mais fraco da temporada, The Fosters ainda apresenta manifestos dignos de atenção e que levantam um debate interessante. Um deles envolve o esforço de Rita para corrigir as meninas do Girls United, tendo sobre si uma culpa que envolve as falhas na educação de sua própria filha. Outro ótimo momento do episódio ocorre quando o roteiro se manteve no conflito existente nos lares temporários, principalmente em relação ao desabafo exposto por Callie. É fato que em qualquer abuso sofrido, o lado mais fraco evite se expor perante a sociedade e o exemplo da coragem que a personagem transmite ao mostrar a cara e dar nomes aos bois merece aplausos.
Faltando apenas dois episódios para o hiato, The Fosters tropeça em erros criativos e agressões suspeitas que podem atrapalhar a credibilidade em sua capacidade de renovação. Vamos torcer para que tenhamos em breve uma crítica contendo o Top 5 de motivos para o melhor episódio da série.

















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