
“Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22 : 6)
Spoilers Abaixo:
The Fosters continua surpreendendo com o desenvolvimento de suas tramas e nos entrega o episódio mais agridoce da temporada. É impossível deixar de elogiar a maestria com que a série tratou o conflito existente entre religião e sexualidade, com uma dose de pinga no meio de tudo.
Ponto para as melhores participações da temporada, tanto o pai conservador de Stef quanto os pais católicos de Lexi foram adições fundamentais para transmitir a intensidade dos diálogos e todo o atrito existente nas relações pessoais com nossos protagonistas.
Começando pelo plot menos interessante – porém, necessário – do episódio. O desastre da audição de Brandon foi ocasionado pela soma de sua insegurança com a pressão e irresponsalidade de seu pai – aliás, aquele professor intimidou Brandon tanto quanto Whoopi Goldberg fez com Rachel em Glee – “Não se atrase!” Mas foi bonito ver Mike, agora sóbrio, lutando pelo filho e disposto a fazer um sacrifício em prol do sonho de Brandon.
Sonho que Wyatt não consegue sequer vislumbrar. Para mim, Wyatt parecia um rebeldinho sem causa, do tipo de filho único que se revolta com a mãe e abre a porta da geladeira sem camisa. Ledo engano meu… Ele conseguiu entregar o melhor momento do episódio à nossa protagonista – “Não é você, nem a sua família ou sua infância. É apenas uma casa. Algumas madeiras, algumas pedras e vidros”.
Ao mesmo tempo em que conhecemos as motivações de Wyatt, fomos surpreendidos pelo surgimento de Liam na festa. Intimidador e um tanto enigmático, ele conseguiu dar o recado em pouco tempo em cena. Essa cena e a conversa de Callie com a menina que mora com a família de Liam, reforçou a minha teoria de que esse Olmstead conquistou Callie e passou a abusar dela. Sim, esse fato tem relação direta com o receio de Callie se envolver com Brandon.
Esse sábado também nos entregou uma Stef incomodada e #chateada com o seu pai, Frank, pelo que ele fez quando ela era mais nova. Imensa covardia dele por não enfrentar a situação de frente e ao deixa-la sozinha no conflito entre os seus sentimentos e o ‘pecado’. O casamento com Mike deve ter sido a tentativa de Stef em conseguir a aprovação do pai. Feliciano manda lembranças, Frank.
O jantar com os Rivera começa discreto, mas com a chegada surpresa de Frank vira um simpósio religioso, onde somos surpreendidos pela pergunta de Ernesto apoiando nosso querido casal “O que é mais cristão do que a família?”. Resumo da ópera: Frank reconhece a sua culpa pelo afastamento entre Stef e Deus e Jesus pede que suas mães tenham um pouco mais de FÉ nele. Dica: não existe lavagem cerebral em acampamentos religiosos.
Incrível como Mariana continua a ganhar a simpatia do público – NÃO.
Sinceramente, não compreendo como ela faz tudo certo, só que ao contrário. Ela mente, se junta com a amiga drogada, enche a cara e chega em casa só pra causar indigestão a todos da mesa. É assim que ela agradece ao irmão por ter salvo a pele dela no segundo episódio. Desse jeito, ela só terá na vida a boa companhia de um ursinho de pelúcia mesmo.
Momento te enganei:
-Achei que era de Garret aquela boina branca na lanchonete, mas Mariana realmente resolveu reencontrar a mãe biológica.
-Vou fingir que acredito na versão Talya boazinha, compreensiva e bêbada.
-Apesar da expressão aterrorizada de Callie, Liam não estava escondido no quintal. Ufa!













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