Quando você pensa que teremos um episódio estilo novela mexicana, vem “The Code”, te joga pra cima, pra baixo, pro lado, pra frente, pra fora… Sem contar o queixo caído.
O terceiro episódio acalentava um ritmo modorrento, “pedindo pra sair”, porque nada acontecia e sem pedir permissão, começou um melodrama estranho às bases da história até o momento. E é óbvio que não estou falando do amor de Ned pelo irmão. Um amor até desconcertante. Meio distante da realidade febril dos dias atuais.
O foco das investigações do jornalista de ‘baixo orçamento’ ficou comprometido com o sumiço de Jesse. Aliás, as sub-tramas que aconteceram nos primeiros episódios parecem jogadas para debaixo da poeira desértica deste estranho pedaço de terra australiano. Feio e cru, o cenário sublinha muito bem o roteiro, que de tanto mistério, parece embaçado para os série maníacos nada acostumados a um tempo-espaço narrativo menos cristalino.
Aliás, como ir além da chatice com Clarence, que fica num “morre não morre”? Ainda não vi importância nem nos seus flashbacks. Será que ele é tão fundamental para entendermos o rumo da primeira temporada?
Nao curti o clima de romance entre Jesse (e agora iraniana) e Hani, embora o momento “ai se eu te pego” tenha sido delicado para a personalidade de ambos. Foi engraçado observar o comportamento estereotipadamente “masculino” da moça ao se levantar com tanta contundência após o ato e o sorriso meigo de Jesse, do tipo: “Mandei bem?”
Lá nos prédios frios e de arquitetura sóbria, “King” como ladrão de aluguel quebrou sua cara. Afinal de contas sua ex-namoradinha não fez o serviço completo. Certamente na pressa de se desligar dos servidores da Physanto, tirou o pendrive com muita velocidade e deixou assim o arquivo corrompido ou incompleto. Resultado: um babaca feroz porque o combinado ficou pra depois.
Custei a entender porque quem investiga a Physanto e toda a sua sujeirada não quis em um primeiro momento prender Andy; depois ficou claro que a ideia é chegar no peixe grande Niko Gaelle, este sim o cara responsável por fazer uma arruaça virtual (com intuitos financeiros, lógico) com o tal do arquivo da empresa na qual o pai de Hani é um engenheiro… Parece novelão, não é? Pois é. Este episódio teve um quê de Manoel Carlos.
Tivemos a oportunidade de conhecermos o que ocorreu com a vida da mãe de Ned e Jesse, uma senhora cordial que vive em um asilo para pessoas com problemas psicossomáticos e que confunde e a figura do cruel Andy com a do seu marido. Não sei se este take era realmente necessário já que ficou tão clichê como toda a chegada a algum asilo onde a mente dos residentes vivem os anos já vividos mesclados com uma situação de carência, afetividade e apoio. Mesmo sentimental, não acrescentou nada ao enredo principal…
… Assim como o pilequinho bem falso que o sr. Ned tomou junto da sua paixão, ex-namorada e também fonte de informação dentro da PM. Ainda não entendi o jogo da moça com seu teúdo e manteúdo. Talvez numa daquelas de não perder a bocada e manter a dupla ação com o ex-boyfriend, ela se submete a situações se não ordinárias, mas de bastante perigo. Apostaria cada copo de whisky que eles tomaram, que a moça precisa tomar cuidado se não pode ser a próxima vítima. Frágil, não consegue segurar uma mentira!
Mesmo com rumos nada peculiares para “The Code” e toda sua excentricidade de não dizer do que se trata a pressão em cima de Jesse para que ele devolva o arquivo, o episódio três deixou aquela sensação “de quero mais”. Só não investiria em cenas de paixonite aguda e pelo bota fora (literal) do jovem Jesse, numa atitude de pura raiva, de quem se sentiu traído por um pequeno hd, Hani terá um pouquinho de dificuldade para reconquistar seu coração. Alguém acreditou na história de ameaça à família? Eu sim.
Decodificando 1: A fotografia do episódios de “The Code” impressionam pela harmonia com o que está sendo exibido. Nada fica banalizado nos planos-sequências na tela.
Descodificando 2: Curioso para saber o que o rapaz hacker fez com aqueles que o torturaram e que tipo de consequências o mundo virtual trará para o real.
















