E o exército de aliados de Reddington só aumenta: o agente Ressler acaba de se alistar.
Sou só eu ou os casos da semana estão passando totalmente desapercebidos por vocês também? Que mané Mako Tanida, quero ver o grande embate entre Red, Berlin (Who?) e Mr. Fitch. O clímax será ainda maior se os dois últimos estiverem trabalhando juntos, mas não temos indícios disso (ainda). A cada resposta dada, a cada provocação bem sucedida e a cada nova pergunta feita, tudo mais no episódio que não se refere ao grande mistério e impulsor da série, me parece filler. E como já falamos aqui, The Blacklist seria muito mais dinâmica e poderosa se tivesse menos episódios.
Muito mais interessante que um fugitivo com a missão de se vingar sob seu código de honra, é perceber que essa situação se repete com personagens que são muito mais importantes para nós do que um blacklister. Quem decide quem está certo ou errado são os códigos morais de quem julga, com quais os códigos seguidos nós nos compadecemos ou nos identificamos. É fácil dizer que Mako estava errado, mas seria tão fácil dizer o mesmo de Ressler? O mesmo vale para Red, mas não ouso perguntar o mesmo sobre ele agora, por mais que esteja claro que ele quer vingança, suas reais motivações ainda são desconhecidas.
Não é a minha frustração com essas mortes que me faz pensar assim, mas arrisco dizer que a morte de Jolene não será seu fim. Ainda há muito o que explicar sobre sua ligação com Red e não acredito que ficaríamos sem essas respostas. Diante de todo o cuidado que os roteiristas tem tido de costurar as histórias até agora, não faria o menor sentido deixar essa enorme ponta solta. Sem o cowboy para investigar Jolene, nos resta esperar para saber com quem Red irá contar para descobrir mais sobre a mulher de muitos nomes.
The Blacklist sempre falhou em desenvolver seu elenco de principais e secundários, com a exceção óbvia do maravilhoso-incrível-salve-salve James Spader como Reddington. Seja por problema de roteiro ou de desempenho do ator, a série muitas vezes parece orbitar em torno de Spader e, como ele dá conta do recado, muitos se acomodaram com isso. Mas Diego Klattenhoff mostrou (de novo) que sabe aproveitar as chances que os roteiros lhe dá e que seu potencial vai além de um Ressler que faz as vezes de saco de pancada. Sem falar que a química entre Ressler e Red é ótima e só tende a melhorar depois de um presente tão desejado daqueles.
Não nos aprofundamos em nenhuma das últimas descobertas, mas esse episódio revelou que Tom é um ótimo ator e já conhecia Red. Que Audrey não era uma agente dupla, afinal deve haver um número limite de agentes duplos por série a ser respeitado. Tom também nos conta que Red enviava dinheiro para o pai adotivo de Liz. Falta saber porque a investigação de Tom regressa até a infância de Liz, como sua parede de fotos revela. Por que tanto interesse nela? Tudo por causa de Reddington? Ou há ainda mais sobre Liz que não sabemos? Essa resposta certamente não virá tão cedo. Há também mais uma revelação sobre a família de Red: pela sua insistência pelo dia 22 de março, parece que essa foi a última vez que ele viu sua filha dançar, mas no ano de 1987, na mesma apresentação que ele patrocina hoje.
O caso da semana serviu pra mostrar que os supostos bons moços nem sempre o são. A série já estabeleceu que os dirty cops estão espalhados em todas as intâncias de FBI e governo e tudo mais, afinal, corrupção não é exclusividade nossa. Ajudar o FBI a localizar e capturar os nomes de sua lista negra é só um arranhão na superfície de seu verdadeiro plano. Reddington estrategicamente revela nomes que criam situações convenientes para ele. Foi assim que ele conseguiu o cenário perfeito para salvar o Agente Cooper e agora deu a valiosa e apreciada oportunidade de Ressler vingar sua amada. Com essa fala, ele declara sua lealdade a Red:

[Sobre Audrey] “Meu maior inimigo a trouxe de volta e meu melhor amigo a levou embora.”
E assim Red vai aumentando seu exército e se preparando para a guerra. Red é inteligente, calculista e não lhe falta paciência. Essa promete ser a vingança do século. Chupa, Emily Thorne.














