Resolvendo tudo por passes de mágica.

Spoilers Abaixo:

Por mais que eu tenha gostado de todos os episódios exibidos até agora dessa terceira temporada da The Big C, dá pra entender porque algumas pessoas estão reclamando dos rumos que a série vai tomando. Muitas coisas têm sido resolvidas por mágica, o que talvez esteja acontecendo pela falta de confiança dos roteiristas em uma renovação, o que faz alguns arcos da temporada serem trabalhados de uma forma fácil e preguiçosa.

Depois da cura parcial do câncer de Cathy e a “ressurreição” de Paul, o novo “passe de mágica” foi o possível bebê que o casal protagonista adotará. Cathy postar no blog e no dia seguinte já aparecer um casal oferecendo o bebê para eles é muito irreal. Mesmo sabendo que The Big C é uma série de finais felizes, não esperava que isso fosse acontecer tão rápido e tão magicamente. Pensei que ainda haveria muito drama para eles conseguirem o bebê e não teve nenhum.

Aliás, senti falta de drama desde o começo de Family Matters. O episódio anterior havia terminando com Cathy dizendo para Paul que queria ter outro filho, e é sério que eu tenho que acreditar que ele aceitou ter outro bebê numa boa? Não é coerente que um personagem com a personalidade de Paul, que nós já conhecemos há mais de duas temporadas, vá aceitar essa ideia tão rápido e tão fácil. Foi decepcionante, principalmente para mim, que pensava que este episódio iria começar na mesma cena em que o anterior terminou, para nos mostrar um surto de Paul.

Cathy continua a agir como uma adolescente rebelde, roubando papéis oficias e tentando falsificar assinaturas. Confesso que ainda não sei dizer se isso é algo positivo ou negativo, pois ainda não entendi para que caminho querem levar a personagem, então minha única conclusão sobre isso é que Cathy tem assistido muito a Skins ultimamente. Também me incomodei com ela, como Alexis, pagando rodadas de bebidas para um bar cheio. Será que Paul não percebe nem a ausência dela e nem que o dinheiro está sumindo?

Enquanto Ababoo quase não apareceu no episódio, os diálogos mais engraçados ficaram por conta de Sean. Sabia que em algum momento algum homem viria atrás dele, mas não imaginava que seria o próprio Willy querendo seu “emprego” de volta, e muito menos que ele perseguiria Sean até o centro da cidade. Plot hilário e com uma resolução mais hilária ainda no evento da Joy.

Adam está novamente se envolvendo em encrenca, e dessa vez a culpa nem é dele. Até quando o garoto começa a frequentar um grupo religioso arranjam alguma companhia incomum para ele. Os momentos dele com Jesse, em especial correndo na rua e “guardando a porta da frente, mas abrindo a de trás” foram bem insanos. O pior é que, aos poucos, Adam vai aceitando as insanidades de todos, como já ocorreu nas temporadas passadas.

Enquanto os dois protagonistas, juntos, desenvolveram uma história mal construída, personagens secundários como Adam, Sean e até Willy e Joy conseguiram trazer bons momentos, fazendo desse outro episódio divertidíssimo de The Big C.

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