Cathy ou Alexis?

Spoilers Abaixo:

Na review da premiere, alguns acharam estranho eu não ter comentado nada sobre a “segunda vida” que Cathy está tendo, com o nome Alexis. Isso foi algo proposital, pois achei que nesse segundo episódio teríamos um desenvolvimento maior sobre isso e assim eu poderia ter uma opinião melhor dessa trama.

A resposta para a existência de Alexis é simples: Cathy quer se divertir e curtir a vida. Mesmo com a sua cura parcial, ela ainda tem câncer, e obviamente ela quer aproveitar o tempo que lhe resta de maneiras prazerosas.

Entre bebidas, cigarros e tatuagens, ela começa até a parecer uma adolescente que faz essas coisas para irritar os pais, assim como Kirby disse que fazia. A verdade é que ela só quer se sentir livre e independente para fazer o que quiser enquanto pode, e se divertir com pessoas que não sabem da sua doença e a tratem normalmente. Pode ser clichê, mas funciona.

Com o grupo bíblico e a descoberta de que seus pais já traíram um ao outro, o roteiro novamente mostra que se dedicará mais a evolução de Adam nessa temporada. É engraçado pensar que talvez Adam e Cathy estejam, na verdade, trocando de papéis. Enquanto ela começa a ter atitudes típicas de adolescentes revoltados, ele começa a agir de uma forma mais madura e adulta.

Uma coisa que tem me agradado bastante é a aproximação de Sean e Andrea/Ababoo. Os dois funcionam bem juntos e rendem ótimos momentos. A verdade é que, até o momento, eles estão um tanto avulsos na temporada então a melhor opção do roteiro foi juntá-los para a parte cômica da série.

Porém em suas tramas paralelas, Sean está arranjando problemas, que muito provavelmente Cathy terá que resolver, como sempre. As ligações de Phone Sex para o Willy foram realmente hilárias, mas não quero nem pensar nas besteiras em que Sean vai se envolver com isso.

Ababoo também está bem aleatória nesse plot do amor à sua cultura. Admito que as excentricidades e exageros de Ababoo fazem qualquer plot ficar divertidíssimo, porém, não acho que o grupo de alunos negros irá render alguma coisa importante nem para a série e nem para a personagem.

PS: Dedo engravatado e tatuagem do C de câncer.

3×03 – Bundle Of Joy

 

Bundle Of Joy foi sem dúvidas o episódio que mais gostei dessa temporada até agora. Por mais que a narrativa tenha mudado abruptamente dos dois primeiros episódios para focar em algo totalmente diferente e novo, funcionou. Foi um daqueles episódios em que os quase trinta minutos parecem passar em menos de quinze.

A participação de Susan Sarandon foi uma das melhores coisas do episódio. Ela é uma atriz excelente, e sempre que eu a vejo em algum lugar eu me lembro da ótima participação dela em Friends, lá na sétima temporada da série. Espero que ela apareça mais durante essa temporada de The Big C.

Talvez foi até a participação de Sarandon que me ajudou a gostar de um plot que eu geralmente acho ruim em qualquer série, que são sociedades como essa da busca pela felicidade. Surpreendentemente adorei essa trama em The Big C, que além de divertir, também soube emocionar bastante.

Foi estranho não ter nada de “Alexis” enquanto o episódio anterior foi completamente dedicado a isso, porém plausível já que Cathy passou o episódio inteiro junto com Paul. A vontade de Cathy de ter outro filho também foi uma surpresa muito boa e promete ser o principal arco dessa temporada, porém isso vai contra as atitudes que Cathy tem tido ultimamente como Alexis, a não ser pelo fato dela querer aproveitar a vida enquanto pode. Mesmo com a “cura”, ela ainda tem câncer e tem que pensar que ela pode ter um filho que vá crescer sem mãe. Por enquanto não sei dizer se o roteiro se perdeu um pouco ou se isso é realmente para mostrar que a própria personagem está confusa e não sabe o que quer.

Mais uma vez o roteiro aposta e acerta em cheio ao colocar Ababoo e Sean como destaque cômico. O Dia dos Namorados que virou Dia dos Solitários foi épico, principalmente por aquele falso pedido de casamento. Estou começando a achar que essa aproximação dos dois personagens possa se tornar um envolvimento amoroso, e sinceramente, acho que eles funcionam muito bem como amigos, mas acho que não gostaria deles como um casal.

A nova profissão de Sean como atendente de disque-sexo gay é um destaque especial. Absolutamente hilário, principalmente por ele não ter vergonha nem de fazer isso na frente de Cathy. Do jeito que The Big C é uma série maluca, aposto que em breve algum gay aparecerá na porta da casa dele.

O desenvolvimento de Adam está cada vez melhor. Gostei de vê-lo envolvido naquela espécie de “balada gospel para jovens” com Jesse. Isso deixa mais plausível a ideia do garoto estar ficando cada vez mais religioso, afinal, Adam nunca pareceu ser do tipo que frequenta igrejas antes. E Jesse também parece ser um interesse amoroso bacana para ele.

PS: Os TRÊS primeiros episódios dessa temporada vazaram na internet. Porque a Showtime não libera os outros 7 logo de uma vez?

PS 2: Rezem para a audiência de The Big C melhorar e termos uma 4ª temporada.

Artigo anteriorAudiência USA – 15 e 16/04/2012: Domingo e Segunda
Próximo artigoAwake – 1×06/07: That’s Not My Penguin/Ricky’s Tacos