Caros amigos e amigas, depois de 21 dias sem episódios inéditos, The 100 retornou a todo o vapor e nos entregou um dos capítulos mais emocionais da série. Confesso que não estava com grandes expectativas para esse episódio, pois o último, deixou um gosto amargo na boca, mas como uma fã inveterada da série, vibrei muito e renovei minha esperança de que podemos ter um final redondo e bem feito para o nosso amado show. Obviamente, nem tudo são flores e comentarei sobre isso logo mais.
Vamos começar por Sanctum. Essa trama já deu o que tinha que dar. Era hora de finalizar. Não sei qual é o objetivo dos roteiristas, mas não consigo enxergar o propósito de arrastar esse núcleo para a reta final. Nesse episódio, perderam a oportunidade de encerrá-la e teremos que engolir essa trama até o fim. Apesar de todas as críticas que tenho a esse plot, uma coisa é elogiável: as grandes atuações. JR Bourne vem entregando um trabalho memorável como Sheidheda e Adina Porter ganhou o espaço e a relevância que a Indra sempre mereceu, mas nem isso tem sido suficiente para justificar a existência dessa trama. Como imaginávamos, depois do desenrolar do último episódio, Sheidheda segue em frente com o seu plano de tomar o poder e o seu primeiro alvo foi Madi. Fragilizada e sozinha, ela cede às pressões de Sheidheda.

A cena que se segue foi memorável. Murphy encontra a menina e a tranquiliza. Isso só mostra como esse personagem cresceu. Ele não é mais aquele rapaz preocupado apenas consigo mesmo. Seus propósitos são maiores. A imortalidade trouxe leveza e segurança ao personagem. Veremos quais serão as consequências das suas ações nos próximos episódios, só posso dizer que estou muito feliz com o que tem sido feito com ele e espero que isso não signifique um destino trágico. O grande destaque de Sanctum, porém, ficou para o embate Indra x Sheidheda. Invocando a tradição Grounder, Indra desafia Sheidheda a um combate. Esse era o momento para se livrar dele e acabar com essa trama, mas os roteiristas escolheram outro caminho, ou seja, veremos o reinado do Comandante das Trevas. Não estou nem um pouco animada para o que virá, mas aguardemos.

Pouca coisa tem me agradado em Sanctum, mas no Bardo a trama foi eletrizante. Os eventos que se desenrolaram, iniciaram-se exatamente onde Anaconda parou. Clarke ameaça Cadogan e pede para falar com seus amigos, sozinha. Rapidamente, ela percebe que Octavia, Echo e Diyoza não se transformaram em Discípulos, pois o verdadeiro destino da Chama nunca foi revelado. De posse dessa informação, elas buscam uma forma de voltar a Sanctum, mas como previsto, Echo tinha sua própria agenda. Para aqueles que ainda tinham dúvida sobre as ações de Echo, esse episódio veio para dar a resposta. Sua maior fraqueza, como Bellamy citou no flashback, é a lealdade. Ela encontrou seu lar e uma nova família, portanto, perder isso a fez querer vingança e foi nisso que ela se agarrou. Conquistou a confiança de Anders para provocar a destruição do Bardo, mas antes ela resgatou Hope. Echo roubou a Gem9 e pretendia jogar no sistema de água para eliminar todo mundo. Hope e Echo estavam tão feridas que só desejavam vingança, sem pensar nas consequências de suas ações.

Antes de finalizar este texto, preciso dedicar algumas linhas para o grande destaque deste episódio: Diyoza. Aquela que chegou como a grande vilã, na quinta temporada, tornou-se uma das personagens mais relevantes nessa reta final de The 100. A relação construída com Octavia e a família que elas construíram, tornam a sequência final desse episódio um dos momentos mais memoráveis da série. A maternidade claramente a mudou. Diyoza desejava que Hope fosse diferente dela e que não cometesse os mesmos erros. Impossibilitada de criar a própria filha, ela estava decidida a garantir que Hope tivesse uma vida sem os seus arrependimentos. Entendam, ao evitar o genocídio no Bardo, Diyoza pretendia salvar a alma de Hope. Essa cena foi linda, bem construída e muito emocionante. Fiquei minutos na frente da tela tentando assimilar tudo que aconteceu. Parabéns roteiristas pelo trabalho desempenhado. Infelizmente, perdemos uma grande personagem, mas foi algo tão bem feito e coerente que não posso reclamar. Queria que todas as despedidas da série tivessem sido assim (vocês sabem do que estou falando).
Restam apenas seis episódios para o Series Finale e ainda precisamos entender melhor o que será esta “grande guerra”. A Little Sacrifice mostrou os sacrifícios que nossos personagens estão dispostos a fazer para salvar aqueles que amam. A trama central pouco andou, mas tivemos uma despedida honrosa para uma personagem incrível. É isso, pessoal. Não deixem de comentar e até a próxima semana.
Admirando o novo mundo e outras curiosidades
– Ver Madi agindo como uma guerreira treinada que ela é foi revigorante. Estava com saudades disso.
– Esse episódio foi marcado por reencontros. Clarke e Octavia, Raven e Echo.
– Entre os reencontros, tenho que citar o abraço cheio de dor e angústia entre Octavia e Miller. Depois de tudo que eles viveram no Bunker, aquele estranhamento era mais que compreensível.
– Jordan pensou em algo extremamente importante: e se os Discípulos traduziram de maneira incorreta os códigos? E se não tivermos uma guerra, mas um teste? Fiquei curiosa com essa possibilidade.
– Onde está Gaia?
– R.I.P Diyoza!













![The 100 7×16: The Last War [Series Finale]](https://seriemaniacos.tv/wp-content/uploads/2020/10/The-100-7x16-1-218x150.jpg)

