Da próxima vez que o portal se abrir, pulem fora de Terra Nova. É melhor viver num 2149 poluído e seco, do que num mundo pré-histórico tão sonífero quanto esse.

Spoilers Abaixo:

Quando parecia que Instinct tinha sido ruim, vem essa semana e consegue ser ainda pior. Eu fiquei um tempão olhando pra tela do meu note e pensando no desespero de não saber sobre o que escrever. O que eu vou falar desse episódio? Um dos episódios mais chatos e preguiçosos que eu já tive o desprazer de assistir. E logo agora que estou de férias de Haven, que era outra série que tinha uma competência absurda em ser incompetente.

Das coisas que me incomodam, a maior delas é o fato de que se você não pode fazer uma série sobre o tempo dos dinossauros com o orçamento que o tema merece, não faça. Pra quê nos fazer passar por isso? Ou até faça, mas contrate roteiristas que não fiquem tão dependentes de orçamento, a ponto de serem incapazes de escrever bem sob essas limitações. Se não tem grana pra mostrar dinossauros ou recriar cenários grandiosos, invista em uma boa história e um bom texto. Mas não… Se não tem grana, pra quê perder tempo contando uma boa história? Vamos empurrando com a barriga até o season finale, quando a conta vem mais gordinha.

Se no passado Lost conseguia contar uma boa história com um cenário todo cedido pela mãe natureza (a primeira temporada só tinha restos de um avião, barracas improvisadas e uma escotilha, o resto era providência divina) e hoje em dia, Games of Thrones consegue escapar da cilada orçamentária de ter que representar um universo paralelo inteiro, e mesmo assim ter boas histórias, por que Terra Nova não consegue?

Na metade do episódio, meu saco já encostava no chão de tão cheio. Era tudo tão falso e tão bobo que chegou a dar pena. Até tivemos lá umas aparições dos dinos, mas nada que pudesse salvar aqueles 43 minutos da mesmice.

Quem queria que a família Shannon toda fosse comida por um T-Rex, levanta a mão! Ninguém ali naquele núcleo tem um pingo de carisma. Não dava pra se emocionar um só momento com as angústias do Xerife em não ser reconhecido pela mulher. E muito menos dava pra embarcar na proposta do episódio. Talvez se o arco do “há um vírus circulando em Terra Nova que provoca lapsos de memória” tivesse efeito a longo prazo, coisas boas saíssem dali, mas criar a coisa toda só pra vermos uma ceninha xumbrega entre o casal principal no final do episódio, é de matar.

Taylor estava risível achando que era um soldado em combate. E estar risível pra ele não combina com a expressão de vilania que já cristalizou-se na sua fronte. Os filhos dos Shannons então eu afogaria na banheira. A garota-sabe-tudo é terrível, e o paquera que arrumaram pra ela, idem. O filho é um picolé de chuchu em edição especial. Por sorte, essa semana ele estava envolvido em um plot com pelo menos alguma dignidade, mas olhar pra ele e vê-lo em cena é sofrível.

Foi justamente esse plot que não elevou Terra Nova ao status de ignorância plena. Entender como funciona o mecanismo de comunicação com o futuro é algo que todos queremos ver. Assim como queremos alguém que explique porque estão fazendo uma colônia numa época temporal condenada ao cataclisma. Mas enfim… Diante do que estamos vendo, é até bobagem tentar especular sobre isso.

Se alguém aí ainda está gostando da série, por favor, me ilumine. Porque eu estou sofrendo, minha gente. Estou sofrendo muito.

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