Mesmo com vantagens, idols e Fire Tokens, Survivor nunca perdeu a sua essência e continua sendo um jogo extremamente social.
Nos últimos anos, muito se reclamou de que Survivor estava indo para um caminho contrário a sua própria dinâmica. Em alguns aspectos, como por exemplo no caso da Edge Of Extinction, eu concordo com estas críticas. Entretanto, a vitória de Tommy em Island of the Idols, alguém que não encontrou idol algum, não teve nenhuma vantagem e nem mesmo venceu um challenge, foi um grande indicativo de que o jogo social continua sendo o mais importante fator. Winners at War, mesmo com a Edge of Extinction e uma dinâmica com muitas vantagens inseridas, vem confirmando esta tese, especialmente neste episódio duplo, em que a confiança e a lealdade entre membros de uma aliança foram cruciais para o desenrolar de tudo.
Deixando a loucura e o caos um pouco de lado, Survivor parece ter revisitado o seu passado e as suas temporadas mais antigas em que as alianças eram de fato o que mais importava. A criação de vínculos reais que possam sustentar um jogador até o Final Tribal Council sempre foi e continua sendo o mais relevante no reality e este episódio coroa o grande desempenho de Tony e Sarah neste aspecto. Afinal, eles conseguiram unir um grupo leal de pessoas com um objetivo em com junto mesmo que o passado deles não inspire tanta confiança assim.
Depois de 3 episódios com o colar de imunidade, Tony continua sem nenhum voto contra na temporada, mesmo não vencendo os challenges no episódio duplo. Algo bastante impressionante e que revela a imensa qualidade do seu jogo. Não tem para onde fugir, Survivor é um jogo em que praticamente tudo é definido pela habilidade dos participantes em colocar os seus adversários do seu lado. Refletindo sobre os 20 anos de história do programa vemos claramente que poucas vezes alguém venceu mais pela sua força individual do que pela habilidade coletiva.
Fico feliz que Tony, através de um jogo social incrível, tenha conseguido provar que é capaz de sobreviver sem imunidades, contrariando a lógica de eliminação das grandes reputações. Esta lógica, inclusive, torna as temporadas com retornantes muitas vezes exaustivas, uma vez que cansa ver toda semana um grande jogador sendo eliminado pelo o que fez em temporadas anteriores e não pelo o que faz no jogo atual. Todavia, Tony e Sarah conseguiram criar um ambiente de estabilidade, vendendo a ideia de confiança entre as maiores ameaças do jogo.
Desde que comecei a fazer reviews, digo que, pra mim, Survivor é um jogo social e estratégico e que é impossível dissociar um conceito do outro. O jogo social é o que dá capital político para um jogador conseguir agir estrategicamente. Até mesmo Russel Hantz precisava de um mínimo de social para realizar suas jogadas. Da mesma forma, o social por si só não deixa se ser estratégia, visto que os participantes se aproximam e cultivam relações pessoais estrategicamente.

Muitas vezes, o público faz perguntas como: “por que Denise, Nick, Ben e Michele não se juntam contra Tony e Sarah?” e a resposta está justamente no social. Entre eles, não existe nenhuma confiança, nenhuma relação que faça um confiar no outro para que o voto saia da conspiração para a real concretização. Para Michele, que está desesperada e não tem nada a perder, é fácil e correto dizer que eles deveriam se unir contra Tony. Contudo, diferente dela, os outros tem algo a perder, as relações construídas ao longo do jogo e que dão ao participante a segurança e a estabilidade necessárias para chegar ao F3. Para fazer, uma jogada contra Tony é necessário arriscar e isso nem sempre é tão fácil quanto a gente diz ser.
Além disso, é importante perceber que Tony conseguiu criar um ambiente em que os seus aliados se sentem como leões que precisam se manter unidos contra as hienas. A grande verdade é que nenhum deles é uma ameaça tão grande quanto o policial, mas não deixa de ser verdade a ideia de que eles precisam se unir contra jogadores de menor expressão. Assim, ao meu ver, o ideal para Sarah, Ben e Denise, que só conquistou o rótulo de leão por ter aplicado um grande blindside em Sandra, seria aproveitar uma folga nos números para se livrar de Tony enquanto é tempo, mas existem razões que explicam esta dificuldade.
Ao participar de podcasts antes de Winners At War, Sophie me ajudou a compreender que muitas vezes os jogadores respondem com conservadorismo à imprevisibilidade e imagino que seja justamente isto o que está ocorrendo aqui. A possibilidade de vantagens, idols e a própria Edge of Extinction bagunçarem o jogo está forçando os vencedores a se manterem presos numa aliança, adquirindo assim uma certa folga nos números para o que está por vir.
Não adianta a produção inserir twists e vantagens, um bom jogador estará preparado, na medida do possível, para minimizar os seus efeitos. Foi, justamente, o que Sophie diz ter acontecido na sua temporada original. A Redemption Island trouxe um grau de imprevisibilidade muito grande ao jogo, principalmente pela possibilidade de um jogador muito forte fisicamente como Ozzy retornar tardiamente. Dessa forma, a sua aliança respondeu a essa twist permanecendo unida, o que lhe deu uma certa folga para lidar com Ozzy da melhor forma possível no seu retorno.
Logo, quando já existe um grande elemento de incerteza, é difícil para o jogador fazer manobras arriscadas, que aumentarão ainda mais as incertezas à frente. Na hipótese de Natalie ou Tyson, jogadores muito fortes nos challenges e que ainda têm um idol, retornarem ao jogo, Ben, Denise, Tony e Sarah precisam de uma folga na votação para dividir os votos entre eles e Michele. Assim, dá para entender as escolhas feitas por todos eles neste episódio. É necessário uma grande estabilidade e confiança numa aliança para enfrentar a Edge of Extinction, que premiou Chris Underwood dias antes do elenco de Winners At War viajar para Fiji. Podemos dizer que seria bem melhor para eles que Ben, Sarah e Denise tivessem construído esta confiança com Michele, que não é uma ameaça muito grande com o Tony, mas na prática isto simplesmente não aconteceu, por culpa de todos os 4 envolvidos.
O caos, a incerteza, vantagens, idols e twists são combatidas com confiança e foi isto que o elenco fez. Parece desesperador para a audiência, que vê muitas pessoas demonstrando passividade enquanto Tony caminha para uma vitória histórica, mas é o que eu espero de um elenco experiente e que sabe, porque chegou à sua primeira vitória. Eles não têm que fazer coisas malucas para me entreter, eles precisam tentar lidar com todos os elementos para vencer e todos estão fazendo isso com erros e acertos.
A confiança é na grande maioria das vezes o principal fator e não é de se admirar que vencedores se utilizem tanto dela na tentativa por 2 milhões de dólares. Eles sabem, melhor do que a gente, o que precisaram fazer para vencer da primeira vez e estão fazendo o possível para repetir.
O Bombeiro Vs. o policial

O melhor momento do episódio para mim foi a discussão entre Jeremy e Tony de quantos dias tem a semana em Survivor. Algo divertido, engraçado e despretensioso, o que não anda acontecendo muito no reality por conta de tantos acontecimentos e vantagens para mostrar pro público. Revi Cagayan recentemente e me choquei um pouco com o tanto que o reality mudou de lá para cá. A temporada tem um jogo muito agressivo e muitas coisas acontecendo ao mesmo tempo, mas tudo é apresentando calma e temos a oportunidade de nos envolver muito mais com a história e os seus personagens.
Logo no começo de The Penultimate Step of the War Jeremy comemorou o fato de ter sobrevivido aos últimos 3 Tribal Councils, mas se mostrou surpreso por ser tão visado pelos seus adversários. Talvez Jeremy não tenha assistido à Second Chance com a mesma atenção que nós, afinal ele tem mil filhos para cuidar e a Val está sempre grávida, o que pode ser uma distração. Entretanto, acredito que todo mundo saiba o motivo pelo qual Jeremy é um dos maiores alvos em Winners At War, seu jogo anterior é um dos melhores já vistos na franquia.
Na minha opinião, Second Chance é temporada com o nível de jogo mais absurdo e só o tempo dirá se Winners At War conseguiu ultrapassar esta marca. Além disso, Jeremy revolucionou o jogo disseminando a ideia dos meat Shields e contribuindo muito para a invenção dos chamados voting blocks. Sem dizer que Jeremy lembrou o público de que os finalistas também são pessoas reais e suas histórias fora do jogo podem ajudar a aumentar o prestígio da jornada realizada no reality. No auge da Era dos Big Moves, Jeremy ensinou os jogadores das temporadas posteriores a focar nas relações sociais, a não se expor, a estar sempre atento às mudanças e a mostrar as suas verdadeiras qualidades.
Enquanto público, que vê tudo da TV editado em poucos minutos, acho que a gente nem é capaz de entender o quanto Jeremy é cativante. Ele é um cara que é muito elogiado por ser muito gente fina, mas não sei se temos noção do quanto. Isto também pesa muito, principalmente na medida em que o Final Tribal Council se aproxima. Na minha visão, Jeremy seria o único a bater de igual para igual com Tony frente ao júri.
A verdade é que Jeremy se beneficiou da vantagem dada por Natalie e da própria estratégia de Meat Shields, desta vez executada por Tony, para chegar até o F7, um feito a ser aplaudido. Foi bastante longe e acabou sendo eliminado por não estar tão conectado como o grupo dominante na temporada.
É importante lembrar que, pelo o que o episódio mostrou, Tony e Sarah conseguiram convencer Ben de que o melhor para eles seria eliminar Nick, uma das hienas e que sabia não ter nenhuma chance contra eles na final. Dessa forma, Jeremy, esta ameaça tão grande, acabou eliminado porque Nick estava imune, o que fez a atenção de todos se voltarem a Jeremy, visto que Michele tinha a 50/50 coin.
Na min há visão, esta foi a grande oportunidade que Nick vinha esperando desde o começo do jogo, mas ele acabou não aproveitando ela. Ao contrário de muita gente, acho Nick um ótimo vencedor, um dos melhores na Era das temporadas 30, e vinha fazendo um jogo relativamente bom, no sentido de conseguir desviar de várias balas e ainda se infiltrar na aliança rival.
Contudo, quando teve a oportunidade de fazer algo que iria chacoalhar o jogo e mudar um pouco a configuração de tudo, Nick preferiu depositar a sua confiança em Tony, mesmo sabendo quem o policial é e que suas chances contra ele na final seriam ínfimas. Nick vem sendo criticado quase toda semana, mas, para mim, ele errou mesmo na temporada quando eliminou Yul e agora que eliminou Jeremy.
A Eliminação de Nick e o Fracasso da Estratégia You get What You Give

Para falar sobre a eliminação de Nick, é legal voltar um pouco no tempo e lembrar como foi a sua vitória que o trouxe até aqui. Nick foi o David contra um exército de Goliaths, que chegaram à merge em maioria, sendo extremamente social, escondendo muito bem as suas forças e sabendo usar as informações obtidas e os elementos inseridos pela produção a seu favor de forma criativa e impecável.
Além de surpreender 4 Goliaths quando venceu os últimos 3 challenges, o seu grande momento no jogo foi quando ele resolveu dividir a minoria dos votos, uma vez que ele sabia que todos os Goliaths votariam em Christian que seria salvo pelo idol de Davie. Esta jogada ao meu ver é uma das coisas mais simples e geniais feitas em Survivor nos últimos tempos, mas não vejo Nick tendo o respeito e o crédito que merece por parte dos fãs.
A sua linha estratégica de David Vs. Goliath não mudou em Winners At War e ele seguiu mostrando lealdade aos adversários para colher lealdade em seguida. É o que eu gosto de chamar de estratégia You Get What You Give, frase dita no Tribal Council em que John foi eliminado, momento em que Nick mais brilhou em Survivor. Gosto de pensar que You Get What You Give é basicamente uma antítese do As Long As It’s Not Me da rainha Sandra, o que mostra que em Survivor não existe fórmula certa. É sim uma questão da estratégia se encaixar perfeitamente nas características do jogador e do contexto.
Me surpreendeu o fato de Nick ser tanto um alvo na temporada atual. Algo que eu não esperava uma vez que ele não estava entre as maiores ameaças, ao mesmo tempo em que fez um jogo anterior, justamente, baseado na lealdade. Mesmo assim, Nick não teve muito sossego, foi alvo o tempo todo, acabou no bottom e se transformou mais uma vez num David em meio a tantos Goliaths, desta vez aqueles jogadores de mais nome e destaque.
Assim, vejo que a sua estratégia na merge teve que ser muito mais reativa do que ativa, já que ele precisava conseguir alguma estabilidade antes de tentar algo mais ousado. Foi o que lhe deu o prêmio anteriormente e acredito que poderia ter dado certo novamente. Nick deu bastante lealdade a Tony, mas não soube aproveitar a oportunidade na eliminação de Jeremy que poderia transformar o seu jogo. Tony pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão, mas é verdade que Nick deveria saber com quem estava lidando. Afinal, Tony tem no seu histórico vários blindsides, inclusive contra Trish, que assim como Nick ajudou bastante Tony em sua jornada por poder e sobrevivência.
Quando Tony e Nick eliminaram Sophie, eu afirmei que o policial usou o advogado como se ele fosse Woo, mas que Nick claramente não levaria Tony para o final como Woo fez em Cagayan. No final das contas, foi isso que o eliminou. A sua persistência num aliado que, além de batê-lo facilmente no final, ainda o via como uma hiena e não como alguém para se confiar até o fim do jogo.
Estou bastante empolgado para a final que vai coroar a segunda pessoa, depois de Sandra, a chegar a duas vitórias. Por mais que eu goste de vários participantes que foram eliminados, torcerei com todas as minhas forças contra eles. A temporada foi ótima e com desempenhos de Sarah e principalmente Tony que beiram a perfeição. Seria trágico que Winners At War terminasse do mesmo jeito que foi Edge Of Exticction, em que eu até gostei da vitória de Chris, mas apenas porque foi contra dois jogadores bem fracos e sem graça, que pareceram ter feito menos em 39 dias do que Chris fez num episódio só.
Portanto, sinto muito Natalie, Parvati, Kim, Yul e companhia limitada, mas quero mais é que o retornante saia o mais rápido possível e não atrapalhe a narrativa de uma temporada que tem o DNA de Survivor. Um jogo social estratégico em que os participantes devem conviver com pessoas de realidades diferentes para chegar ao final, quando o júri decide quem entre os sobreviventes merece o título de Sole Survivor.
Ranking Após “The Penultimate Step of the War” e Considerações Sobre as Chances de Cada um na Grande Final:
1- Tony. Estou muito confiante na sua vitória e acho que qualquer resultado diferente deste será um tanto quanto frustrante. Tony foi perfeito até aqui e fez o impossível, chegando ao F5 sem receber nenhum voto e nem ao menos ser ter estado em risco de eliminação. Único vencedor possível para fechar um ciclo perfeito. Tony confirmou algo que já tinha sido verdade em Cagayan, a agressividade precisa estar acompanhada de um social poderoso para lhe dar sustentação. Apesar da ótima evolução do Spy hack no Spy Nest, que quase fez de Denise a nova Jefra, a grande novidade do jogo do Tony é a sobrevivência de alguém que tinha tudo para sair antes da merge. Pode ir contra qualquer um para a final que ainda será o favorito ao prêmio.
2- Sarah. A grande surpresa de Winners At War. Foi ainda melhor do que em Game Changers, sabendo construir alianças, conquistar bastante lealdade e manipular as pessoas ao seu redor. É a prova viva de que é possível mudar a percepção de uma parcela do público a cada temporada. A maneira como ela manipulou Ben a buscar por conta própria a eliminação de Nick foi incrível. O problema de Sarah é justamente o seu maior aliado, Tony. Sarah aposta que construiu relações sociais mais fortes do que Tony para batê-lo no final, mas se eles realmente tiverem a oportunidade de defender seu caso perante o júri ficarei muito surpreso se ela vencer. A final Tony Vs. Sarah Vs. Ben é a mais provável no momento, mas não é a ideal para ela. O ideal seria enfrentar Ben e Michele ou Denise no F3. Assim, por mais que ela tenha grande participação na construção da rede de relações sociais que comandou a temporada, a sua lealdade exagerada a Tony misturada com uma certa soberba de imaginar que pode vencê-lo é o que enfraquece o grande jogo de Sarah.
3- Ben. Acredito que Ben chegará ao F3 e possivelmente não terá nenhum voto. Contudo, eu realmente acredito que o seu desempenho só fica atrás do de Tony e Sarah na temporada. Ben esteve na maioria o tempo todo e só votou errado quando Sophie foi a eliminada. Depois de uma vitória controversa, Ben retornou a Survivor com o objetivo de provar que consegue fazer um jogo contrário daquele de lobo solitário que joga bombas nos adversários toda hora. Ele conseguiu. Ben fez alianças sólidas e contrariou muitas expectativas. Usou a sua habilidade de encontrar idols para conquistar Denise no começo, se aproximou muito de Sarah na Swap e vem tendo uma relação boa com Tony. O problema de Ben é o mesmo de Sarah, mas em dobro. Ele fez um jogo competente, reverteu a expectativa, mas fica muito abaixo dos seus prováveis adversários no F3. Como um dos momentos de mais destaque de Ben em HHH foi quando ele venceu Devon no Fire Making Challenge, imagino que ninguém deixará ele repetir este feito. Assim, imagino que ele será o escolhido pelo vencedor do challenge a ir direto para final, algo bastante inteligente e que vejo Tony ou Sarah fazendo. Sua final ideal seria contra Michele e Denise, mas a certeza de vitória contra Denise nem é assim tão grande.
4- Denise. Começou o jogo muito bem, se perdeu no meio da merge mas retomou ao que sabe fazer de melhor. Denise não é uma jogadora de grandes estratégias. Assim, é realmente o correto para ela encontrar pessoas em quem confia e ir adiante com eles. Por um lado ela foi um tanto quanto passiva, inclusive ao deixar alguém como Tony chegar ao F5 sem resistência, mas tem o grande blindside de Sandra a seu favor numa final ideal com Michele e Ben. Adoro Denise, mas não sou capaz de defender muito seu jogo que foi passivo e muitas vezes até mesmo ingênuo.
5- Michele. Foi um grande destaque do episódio por continuar a sua jornada de underdog e vencer um challenge. Alguém que está sempre por fora dos planos da maioria, mas que não desiste nunca. Michele é uma grande inspiração para os brasileiros não desistirem mesmo em tempos tão difíceis. Infelizmente para ela, não vejo muito como um júri possa reconhecer um jogo tão errático, em que ela quase nunca conseguiu se colocar junto à maioria, o que é o básico de Survivor. Pelo visto Tony fez algo que Tasha, Spencer e Jeremy fizeram em Second Chance para manter a sua aliança unida e a mira em Michele ao dizer que ela é uma Goat que não merece chegar ao final numa temporada tão especial. Muitos podem discordar das suas falas, mas Tony está mesmo certo em usar tudo que pode para manter os seus aliados do seu lado. De qualquer forma, ela é alguém com um público consideravelmente grande e bastante apaixonado, fazendo a alegria deste nicho mesmo sem muita efetividade no jogo. É um absurdo alguém dizer que ela fez errado ao usar a sua vantagem em si mesma, quando era a última oportunidade para isto e usar em Jeremy implicaria na sua própria eliminação. Ela também lutou bastante dizendo verdades de como Tony é alguém muito difícil de ser batido num F3, mas faltou capital político para que ela pudesse fazer alguém ir para o seu lado. Para executar jogadas, é imprescindível relações sociais que deem sustentação a ela, o que faltou em Michele neste retorno. Assim como Ben, Michele foi para Winners At War com a missão de provar algo. Contudo, isto mais atrapalhou do que ajudou, uma vez que Survivor já é um jogo difícil o suficiente sem este tipo de peso, que a prejudica também mentalmente. Sua final ideal seria contra Ben e Denise, mas de qualquer forma eu ficaria muito surpreso se ela tiver alguma chance, dada a falta de resultado real nas suas ações. Em 12 Tribal Councils, Michele votou no eliminado em apenas 6 oportunidades. Assim, é normal que um júri considere se ela tem méritos reais em chegar a um suposto F3 ou se ela sobreviveu apenas por nunca ter tido a menor chance.
















