Se preparem para a batalha das gerações.

Depois de 3 meses de abstinência, finalmente estamos próximos de ter mais uma temporada de Survivor e chegou aquele momento maravilhoso de conhecer os novos participantes e especular como cada um deles irá se sair no jogo. Apesar de muitos já estarem com a cabeça na temporada de número 34, Survivor Game Changers, que só estreia ano que vem e terá um cast recheado de grandes participantes do passado, estou extremamente empolgado com Millennials Vs. Gen X. Acredito que, assim como aconteceu com Kaôh Rōng, a temporada tem tudo para surpreender e nos divertir muito até a chegada do tão aguardado All-Stars, que trará Sandra, Cirie e Tony de volta a Survivor.

Preciso ser sincero e dizer que, à primeira vista, odiei o tema da temporada. A oposição entre pessoas da Geração X e pessoas da chamada Geração do Milênio me pareceu nada mais do que um Old Vs. Young, um tema bem sem graça e que já foi utilizado anteriormente em Nicaragua, uma temporada, inclusive, que não é conhecida por ser uma das melhores da história do reality. Entretanto, a ideia não é apenas dividir os participantes desta forma, mas rotulá-los de forma a interferir diretamente no comportamento de cada um e consequentemente na dinâmica do jogo. Neste sentido, precisamos tirar o chapéu para os produtores do reality, uma vez que, desde Cagayan, esta ideia de rótulos vem nos presenteando com excelentes temporadas. Assim, mais do que opor um jovem a um sujeito que tem idade para ser o seu pai, a ideia é ver como o fato de ser chamado de Millennial ou de Gen X fará cada participante ser ainda mais competitivo e sair de sua zona de conforto. Acho menos impactante do que Brawm Vs. Brains Vs. Beauty, porém pode funcionar.

Chegou a hora de conhecer cada um dos participantes e analisar aqueles que iremos torcer a favor ou contra nos próximos meses. Não se enganem, por mais que eu tente o meu melhor, esta análise é apenas uma primeira impressão e a chance de eu errar todas as previsões a seguir são enormes.

Millennials

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Adam Klein, gestor de um abrigo para moradores de rua de 25 anos de San Francisco, CA

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Começamos bem com Adam, que tem tudo para ter uma trama a respeito de o que é ser um Millennial, uma vez que, ao invés de buscar uma carreira estável e a tão sonhada segurança financeira, se dedicou a um projeto de realização pessoal. Á primeira vista, ele foi o participante que mais simpatizei e com quem mais me identifiquei. Parece ser um grande fã do reality e inclusive já participou de um Survivor on-line. Apesar de indicar Spencer (e Hayden também) como inspiração, que é um dos modismos de hoje em dia, acredito que ele tem tudo para se sair bem no jogo. Talvez o tema da temporada não o ajude tanto, uma vez que ele é um nerd assumido e talvez teria mais facilidade de se aliar com pessoas mais velhas. Entretanto, Millennials Vs. Gen X pode durar dois episódios e Adam pode ter a chance de mostrar que conhece o jogo e tem experiência de vida para colocá-lo em prática. Ele tem uma idade boa para ser subestimado ao mesmo tempo que já não deve ser muito imaturo.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Super fãs de Survivor muitas vezes acabam pecando no aspecto social e isto certamente é uma preocupação, mas acredito que Adam se sairá bem e terá um final semelhante a Spencer e Aubry, indo longe e talvez até conseguindo chegar ao tão sonhado Final Tribal Council.

Hannah Shapiro, barista de 24 anos de West Hollywood, CA

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Nas últimas temporadas, sempre temos a cota de menina nerd que eu vou amar e torcer. É impossível ver Hannah e não lembrar de Shirin, não apenas pelo jeito nerd, mas, principalmente, pelo entusiasmo em seu discurso. Hannah, assim como Aubry, se inspira em Cochran e eu teria mais confiança no seu sucesso no jogo caso ela tivesse tido a oportunidade de ver a última temporada antes de competir, podendo se espalhar em Aubry no lado positivo e evitar os seus erros. Hannah possui uma característica que pode ser uma poderosa arma no jogo, o fato de não se levar a sério e saber rir de si mesma. Lembro que rir de si mesmo foi o ponto de partida do jogo brilhante de Rob Certernino, o nerd original e um dos melhores jogadores que Survivor já teve.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Infelizmente, não vejo Hannah sendo capaz de chegar até a merge e acredito que ela é uma forte candidata a sair bem cedo por ser fraca nos challenges ou por irritar alguém da sua tribo. Ao contrário de Adam, acho que estar numa tribo apenas com Millennials pode favorecê-la e uma aliança entre eles me faria bem feliz. No começo do ano, fiz uma avaliação parecida em relação à Aubry e ela calou a minha boca, que Hannah faça o mesmo.

Jessica “Figgy” Figueroa, bartender de 23 anos de Nashville, TN

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Figgy é uma participante que eu não sei se fui capaz de criar uma primeira impressão concreta, podendo ser uma excelente participante ou apenas uma avulsa qualquer que foi escalada por ser bonita e jovem. Por um lado, alguma coisa nela me lembra Kelley Wentworth e a sua descendência porto-riquenha torna a coisa ainda mais interessante, vide Sandra. Entretanto, ela termina o seu vídeo de apresentação dizendo que fala o que pensa e sobre conhecer o futuro marido, parecendo uma participante de Big Brother e não de Survivor. Ela escolheu Stephenie LaGrossa como ex participante que se espelha e esta era a resposta carne de vaca antes de Parvati roubar este título. Curiosamente, ninguém mencionou Parvati nesta temporada, o que me parece algo bem estranho. Para mim, a indicação de Figgy significa que ela pensa ser forte e que vai conquistar a America com o seu carisma, o que me leva a entender que vai ser boring e pouco relevante.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Independente de ser uma participante boa ou não, acredito que Figgy tem tudo para ir longe. A pergunta é se ela vai ser aquela avulsa que aparece super pouco ao longo da temporada ou se será capaz de nos entreter ao longo da jornada. Não a vejo como uma das mais fortes para vencer.

Justin “Jay” Starrett, corretor de imóveis de 27 anos de Fort Lauderdale, FL

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Normalmente, quando eu acho o cara extremamente arrogante, chato e pedante logo no vídeo de apresentação, eu acerto a minha previsão. Jay foi o primeiro participante desta temporada que enxergo como insuportavelmente babaca e que está acha a Lyanna Mormont de Fiji. O fato dele pensar que é foda tem tudo para ser explorado pela edição como uma característica dos Millennials, mas eu realmente espero que ele saia o quanto antes e de preferência com um lindo blindside na fuça. Ele se diz uma mistura de Russel Hantz com Woo, o que não faz o menor sentido e, na verdade, me lembra qualquer um dos irmãos Chirty (Drew e Alec) de San Juan Del Sur.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Eliminado antes da merge levando um blindside quando acreditava estar no controle das coisas.

Mari Takahashi, jogadora profissional de videogame de 31 anos de Los Angeles, CA

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Mari é a participante que eu me apaixonei assim que apareceu por 5 segundos na primeira promo da nova temporada e o medo dela sair cedo é gigantesco. Para começo de conversa, eu sou fã de asiáticas em Survivor, principalmente a tríade formada por Shii Ann, Peih Gee e Brenda, mas Mari ainda vai além e é jogadora profissional de videogame. Além dela ser perfeita para a tribo dos Millennials, provando que é mais sobre atitude do que idade em si, Mari tem um perfil muito parecido com Kenny (Gabbon), um jogador subestimado que por grande parte da temporada que conseguiu sair de uma péssima situação e se manter por um bom tempo no controle do jogo. Ela ainda já foi bailarina profissional, o que pode sugerir que tem disciplina e paciência, características de Yul (Cook Islands), que foi sua inspiração e um dos jogadores mais inteligentes que já passou pelo reality.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Ela é meio o que a Cydney foi para mim antes de Kaoh Rōng começar, então vou tentar ser otimista e dizer que ela vai chegar no F7. Entretanto, acho difícil alguém com este perfil ganhar.

Michaela Bradshaw, agente de viagens de 25 de Fort Worth, TX

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Tenho uma expectativa enorme em torno de Michaela, mas fico com todos os pés atrás com qualquer participante que fala demais de Deus num jogo. Michaela me parece uma pessoa tímida, quieta e observadora, que tem tudo para fazer um jogo under the radar no começo e crescer após a merge. Ela me parece bem forte fisicamente e capaz de ser agressiva na hora certa. Ela indicou Kelley Wentworth (San Juan Del Sur e Second Chance), Tasha (Cagayan e Second Chance) e Natalie Anderson (San Juan Del Sur) como suas inspirações e vejo sim algumas semelhanças com as últimas duas. Analisei um pouco a sua linguagem corporal e vejo Michaela um pouco tensa e na defensiva. Pode ser um desconforto inicial por estar na TV, mas ela vai precisar relaxar quando o jogo começar. Acho que ao longo da temporada irá surpreender muita gente e se colocar num papel de destaque, principalmente porque vejo uma certa experiência de vida em seu discurso que pode dar uma bagagem interessante e uma certa malandragem no seu jeito de falar.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Acredito que ela chegará na finale com chances de vencer, talvez sendo eliminada no dia 38 ou perdendo no Final Tribal Council.

Michelle Schubert, missionária de 28 anos de Yakima, WA

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A grande quantidade de participantes com um background religioso me faz acreditar que, ao longo do processo de seleção do elenco, temas mais polêmicos estavam na pauta da produção. Algo que envolvesse profissões, crenças ou até mesmo o especulado Democratas Vs. Republicanos pode ter sido descartado de última hora. Começo a temporada com uma certa implicância desta menina e assumo, não sei se aguento outra Michelle em minha vida. Não consigo fazer nenhuma análise que não passe pelo viés religioso e, sinceramente, não vejo como ela pode ir bem em Survivor. É interessante ter no programa uma jovem religiosa, ainda mais uma que está apta a usar o flerte como estratégia de jogo, mas minha expectativa que isto se concretize é zero. Indicar Boston Rob como inspiração é só mais um motivo para eu acreditar que ela é completamente delusional e vai tombar bonito. Nada nela, na sua história ou no seu discurso me remete a Boston Rob.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Avulsa que só vai aparecer no episódio de sua eliminação após um swap (quando as tribos são misturadas por sorteio).

Taylor Lee Stocker, instrutor de Ski de 24 anos de Postfalls, ID

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Na primeira promo da temporada, eu tive uma boa impressão de Taylor e logo vi um certo potencial para ser uma espécie de novo Malcolm. Golden boy, bom fisicamente, mas com uma certa Inteligência, esperteza e acidez nos confessionais. Esta imagem se autodestruiu quando vi o seu vídeo de apresentação e li que sua inspiração é Woo (Cagayan). Por incrível que pareça gostaria de dizer que vejo um pouco de Fabio nele, mas acho que Woo é mesmo a melhor definição. Ele deve se dar bem com todos e não se envolver muito com o aspecto estratégico. Não tenho mais o que falar e Taylor já é uma decepção antes mesmo da temporada começar.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Arrisco que ele vai ser um dos primeiros membros do júri ou sair um pouco antes da merge, mas ele pode ser sim arrastadíssimo até o final da temporada.

Will Wahl, estudante do High-school de 18 anos de Long Valley, NJ

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Ascendendo uma vela desde já para não termos uma nova South Pacific, porque o número de participantes cristãos e que falam bastante sobre isso está bem grande. Jeff Probst disse que um dos motivos de fazer Millenials Vs. Gen X foi o desejo de ver jovens no jogo e Will é o participante mais novo que já participou do programa. Ele me parece uma espécie de Spencer piorado e sua voz é tão grave que eu meio que fico rindo e esqueço de ouvir o que ele está falando. Pode ser uma boa surpresa, mas o flop é bem mais provável.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Acho que ele vai ser meio inútil como Brett de Samoa, mas pode ir bem longe.

Zeke Smith, gestor de recursos de 28 anos de Brooklyn, NY

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Não tem como não dizer que Zeke é o novo participante com o maior potencial neste pré game. Uma mistura bizarra de Debbie (Kaôh Rōng), Colton (One World e Blood Vs. Water) e Cortney (China e Heroes Vs. Villains) que com certeza vai ter muito destaque. A princípio, achei que ele seria apenas um alívio cômico, mas, ao ver seu vídeo, mudei de opinião. Acredito que ele pode muito bem ser uma espécie de Colton ou Debbie que deu certo, ou seja, aliando um participante que alia excentricidade a uma boa visão do jogo. Ele é um personagem extremamente exagerado e que pode irritar muita gente, mas que parece ser eloquente e manipulador. Amei sua inspiração ser Tony e já quero ele sendo o vilão da temporada. Grandes possibilidades de ele ser a minha torcida na temporada.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Acredito que terá seus momentos de glória no jogo, mas será júri e fará um discurso maravilhoso no Final Tribal Council. Caso chegue na final, não acho que seja capaz de ter votos do júri para vencer.

Gen X

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Bret LaBelle, sargento policial de 42 anos de Dedham, MA

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Depois do sucesso de Tony, nada mais natural do que termos muitos policiais no programa tentando repetir a sua jornada. Entretanto, acredito que enquanto Tony representa o Bad Cop, Bret está mais para Good Cop. Ele parece alguém que vai se dar bem com todo mundo e fazer alianças sólidas para sobreviver ao início do jogo. Quando a merge chegar, não sei se Bret fará um jogo agressivo o quanto alguns podem esperar dele. Indicou Jonathan Penner como inspiração dizendo que, assim como o participante de Cook Islands, Micronesia e Philippines é uma pessoa tranquila de se conviver. Me desculpe Bret, mas se você realmente acha que Penner tem esta qualidade, acho que você está precisando ver de novo as temporadas. Viu errado. Entretanto, pessoas fãs de Penner sempre são bem vindas em Survivor.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Acredito que será um líder dos Gen X. Se não houver uma guerra de egos na tribo com outros participantes que têm um perfil semelhante, será um concorrente forte e um dos primeiros membros do júri.

Chris Hammons, advogado de 38 anos de Moore, OK

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Alpha male até dizer chega. Chris é um participante que vejo sendo central na sua tribo e na edição, até por isso suspeito que ele e Bret serão ou melhores amigos ou inimigos numa batalha de egos pelo controle da tribo. Ele mesmo se diz um líder nato e acredito que realmente é. Chris não tem a imagem estereotipada de um advogado e parece ser alguém capaz de se fazer de burro e vender para os outros que não tem o intelecto muito desenvolvido. Ele diz que se parece com Boston Rob, mas eu vejo mais semelhança com Mike (Worlds Apart).

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Chris é talvez o participante que pode se ferrar por conta da ideia de Millennials Vs. Gen X. Na minha opinião, o tema pode instigar os Millennials a desafiar a autoridade e Chris seria uma vítima perfeita para os jovens expressarem sua rebeldia. Por isso, acredito que ele saia após um swap ou no início da merge.

Ciandre “CeCe” Taylor, corretora de seguros de 39 anos de Granada Hills, CA

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Se tem uma coisa que CeCe tem é carisma e ela me passa simpatia e segurança de uma maneira muito positiva. Na vida, digo com certa convicção de que ela é uma pessoa bem articulada e capaz de conquistar todos a sua volta, mas resta saber se no jogo ela conseguirá fazer este seu lado ajudá-la a ir mais longe. Ela se diz uma mistura de Tasha e Spencer, os queridinhos dos novos participantes no momento. Na minha opinião, ela lembra bastante Sabrina de One World. Esta semelhança me faz ter um certo pé atrás, uma vez que Sabrina parecia ser perfeita para o jogo, porém não conseguiu mostrar muita força e ser muito relevante em uma temporada completamente dominada por uma de suas aliadas.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: sinto confiança no seu instinto de sobrevivência e no seu jogo social, mas mesmo que chegue ao final não a vejo vencendo.

David Wright, roteirista de 42 anos de Oaks, CA

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David é o participante dos Gen X que eu mais coloco fé e vejo potencial. Para começar, o cara foi roteirista de Family Guy e Malcolm in The Middle (será que ele conhece o Bryan Cranston?) e é um fã absoluto de Survivor. Alguém que está saindo da sua zona de conforto por sua paixão pelo reality, o que é sempre muito legal de assistir. O seu discurso é que ele é péssimo no aspecto da sobrevivência e tem sérios problemas no social, mas eu estou apostando nele. David é uma pessoa que tem os pés no chão, sabe suas limitações e vai colocar todo esforço necessário para fazer o melhor jogo possível. Ao contrário de Shirin por exemplo, ele começa a temporada tendo plena consciência em que aspecto precisa se esforçar e talvez por isso consiga fazer um jogo social melhor do que muitos que vão com toda a confiança do mundo. Autoconhecimento e uma boa percepção de como é visto pelos outros são elementos fundamentais em Survivor. Ele usou como inspiração Cochran e disse que é tão bom em puzzles quanto Joe (Worlds Apart e Secend Chance).

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Eu acho que a sua aparência de mega evil inteligentíssimo pode ser prejudicial, mas se eu tiver que apostar num vencedor, acredito que David tem potencial para fazer tudo certo e convencer as pessoas de que merece o prêmio.

Jessica Lewis, assistente da promotoria de 37 anos de Voorheesville, NY

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Jessica é uma pessoa que pode surpreender. Não a vejo como alguém que se destaca logo de cara, mas ela parece ser inteligente e focada e pode causar algum dano. Não imagino ela sendo a personagem favorita dos editores, mas acredito que ela terá um bom jogo social e que irá conseguir galgar seu espaço numa aliança. Ela indicou Cirie como inspiração, mas não vejo nela o carisma e o senso estratégico de Ciriezinha. As primeiras impressões muitas vezes nos enganam e Jessica pode ser alguém que do nada conquiste a torcida de muita gente.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Não vejo ela saindo nem no começo e nem chegando no final. Acredito que ela seja eliminada um pouco antes da merge ou logo depois.

Ken McNickle, modelo de 33 anos de Denver, CO

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A primeira coisa que me veio na cabeça quando vi Ken é que ele tem cara de suitor de Everlasting e, se estivesse de fato no reality de UnReal, após um minuto ouvindo ele falar Quinn gritaria irritada “Boring”. Ele é o tipo de participante que é colocado no programa para derreter as tias do sofá e fazê-las sonharem com tudo aquilo que seus maridos não são e eu já morro de preguiça só de olhar para cara dele. Como o bom pedante que é, Ken indicou Ozzy como o participante em que se inspira e diz ser uma pessoa de um temperamento fácil. Como diria Sandra: “but I don’t know about that”. A cada temporada que participa, Ozzy é mais arrogante e incomoda mais os outros participantes. Assim,v ejo esta afirmação de Ken como um “Sou foda e sou tranquilo”.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: Quero um blindside para ontem, mas acredito que ele deve ser um dos primeiros membros do júri.

Lucy Huang, empresária no ramo de restaurantes e halterofilista de Diamond Bar, CA

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Algumas coisas no profile de Lucy são bem interessantes, como o fato dela ter morado no Brasil (será que ela aprendeu a malandragem e a zoeira típica dos brasileiros?) e de ter criado um negócio que emprega mais de 200 pessoas. O que me incomoda um pouco nela é a impressão de que o botox está comprometendo a sua expressão fácil. Lucy é riquíssima, poderosa e mãe de família, indicou Jeremy (San Juan Del Sur e Second Chance), mas achei que ela tem mais cara de Monica (One World e Blood Vs. Water) e Sherri (Caramoan). Não sei se ela vai conseguir ser uma boa jogadora mesmo sendo uma pessoa com bastante experiência e conhecimento de outras culturas. Fiquei com uma certa impressão de que ela não é uma grande conhecedora do jogo e nem grande fã. Temos duas asiáticas na temporada. Que, pelo menos, uma siga a tradição de jogadores maravilhosamente agressivas.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: júri.

Paul Wachter, mecânico de barcos e vocalista de uma banda de rock de 52 de Sugarloaf Key, FL

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Apesar de ser um velho do rock que planeja morar num motorhome e viajar pelos Estados Unidos, achei que Paul tem um potencial gigantesco de ser um mala sem noção que vai fazer de tudo para ser engraçado e cair nos braços da America. Ele se esforça muito para ser o novo Rupert, mas acho que ao final da temporada ninguém vai lembrar que ele esteve no reality. O que pode animar um pouco na sua participação é a possibilidade dele causar barracos e situações de vergonha alheia, como Tarzan fazia em One World. Outro que indicou Ozzy como inspiração, alegando que é Ozzy é um leão e que tem o coração de leão. Coração de leão é só o Washington que jogou Atlético Paranaense, Fluminense e São Paulo. Então, morra Paul.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: primeiro eliminado se os deuses do blindside assim quiserem.

Rachel Ako, recrutadora de 37 anos de Los Angeles, CA

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Tosquíssima, o que pode ser um grande entretenimento. Rachel é uma sem noção que parece Real Housewives de qualquer fim de mundo. Se acha sexy, bonita, atraente e quer fazer a linha pervertida engraçada que já foi modelo da playboy. Se Rachel mostrar qualquer senso estratégico u qualquer inteligência, podem considerar isto o primeiro blindside da temporada. Ela ainda se acha o Paulo Coelho por escrever livros de autoajuda sobre as dificuldades que enfrentou na vida. Quando perguntada qual é o ex participante que ela se inspira, Rachel respondeu “Eu mesmo. Sou ousada. Sexy, divertida, confiante e real”, o que além de ser ridículo significa “Nunca vi sequer um episódio desta naba e nem a Parvati eu conheço”. Em suma, tenho zero expectativa de Rachel como jogadora. Porém, como ela tem esta vibe meio participante da Fazenda, eu acho que pode render momentos divertidos, talvez brigando com Paul ou outro pedante qualquer.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: arrastada por um bom jogador até que ele se canse e resolva descartá-la.

Sunday Burquest, pastora de 45 anos de Otsego, MN

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img genxMais uma do Team Jesus é o Senhor. Sunday (adorei este nome) é uma faca de dois gumes. Por um lado, tem experiência de vida e parece ser realmente conhecedora do jogo, o que é muito bom. Por outro lado, já sabemos que ela vai chorar, espernear, fazer a louca e falar bastante como o jogo vai contra a sua fé e contra os seus valores. Mesmo assim, acredito que ela vai ser uma boa jogadora e trará à temporada um certo nível de entretenimento. Ela se comparou com Lisa (Philippines) e é basicamente o que eu espero dela. Por isso, talvez eu ache que tem tudo para se dar bem em Survivor, autoconhecimento é uma das melhores qualidades para um jogo tão dinâmico. Espero que eu me divirta com o lado véia louca e que isto compense o lado pregadora dos bons costumes.

Previsão Que Vou Errar e Vocês Poderão jogar na Minha Cara Depois: vai ter um começo difícil, mostrará uma grande instabilidade emocional, vai vencer tudo isto, chegar na final e perder para um homem. Esta é uma história que já se repetiu algumas vezes e tem tudo para acontecer de novo.

De forma geral, gostei do elenco. Ele não é tão carismático e diverso à primeira vista como os de Cagayan ou Worlds Apart por exemplo, mas vejo potencial em vários participantes. Em alguns momentos, tenho medo do negócio virar Fiji ou South Pacific, mas este medo passa rápido e volto a acreditar que vai ser ótimo, assim como vem sendo há um bom tempo. Adam, Zeke, David e Mari são as grandes esperanças de uma ótima temporada.

Temos um mês até o tão esperado dia 21 de setembro, mas enquanto este dia não chega adoraria saber as impressões e as apostas de vocês. Comentem como se não houvesse o amanhã. Nunca te pedi nada.

PS: Se algum desavisado não entendeu, vou deixar bem claro, sou Team Millennials desde criancinha.

PS2: Um tufão passou por Fiji durante as gravações da temporada, o que pode ter trazido um nível alto de emoção e grandes dificuldades para os participantes na temporada.

PS3: Gostaria muito de ver o retorno dos idols escondidos nos challenges, que funcionou tão bem em Second Chance, mas parece que a produção acredita que escondê-los na natureza pode ser melhor e mais divertido. Jeff deu a entender que eles serão escondidos em uma das milhares de conchas da praia de cada tribo. Não vou mentir, achei bem merda.

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