Finalmente chegou a hora em que escolher entre blood e water define o destino de cada participante.
As expectativas não poderiam estar maiores para o grande momento da temporada. Se a merge já é sempre um dos maiores eventos da temporada, desta vez ela ficou ainda mais importante com a reunião de alguns jogadores e seus familiares. Depois dos fracassos de Redemptiond Island e South Pacific, em que a lealdade chegou a níveis militares e religiosos, a produção do reality começou a fazer de tudo para deixar esta fase do programa mais imprevisível, interessante e com mais reviravoltas. As duas tribos vivendo no mesmo acampamento, 3 tribos iniciais no jogo e as famosas mudanças de tribo foram os artifícios que funcionaram, porém de forma tímida, em One World, Philippines e Caramoan. Então, a ideia foi fazer algo completamente novo e que com certeza mudaria a percepção dos jogadores, sendo que foi assim que nasceu o conceito de Blood Vs. Water, em que em certo ponto do jogo o participante deve escolher entre o seu familiar ou aqueles com que ele sobreviveu durante os primeiros dias na selva.
Entretanto, acredito que nem mesmo a CBS esperava conseguir algo tão bom ainda na fase tribal, o que aumentou demais a expectativa pela merge, que, por sua vez, foi um pouco decepcionante. O episódio passou longe de ser ruim, mas ficou aquém da grandiosidade que o blindside da semana prometia e acredito que muito disso foi culpa da decisão da produção de manter a Redemption Island (que volta a ser Flopation Island) ainda nesta fase. Toda a emoção de ver King Aras tomando um dos maiores blindsides já vistos – ele não fazia a menor ideia do que estava acontecendo – ficou um pouco ofuscada pela frase de Jeff: “Você terá a chance de voltar para o jogo”. Não, a gente não quer ver isto. A gente quer ver a pessoa arrasada saindo e só voltando na Reunion e deixando tempo para Reward Challenges e Survivor Auction. Outros fatores que contribuíram para todo este anticlímax foi a própria personalidade e inteligência do eliminado, que além de entender como funciona o jogo e não ser muito de guardar rancor, sabe que uma reação pouco amistosa poderia prejudicar ainda mais o futuro do seu irmão.
Desde sua vitória em Exile Island, Aras se mostrou uma pessoa muito ponderada e capaz de entender e racionalizar as mais diferentes estratégias que envolvem Survivor. Em entrevistas e comentando algumas temporadas passadas, sempre o considerei alguém muito inteligente e que saberia lidar bem com o peso de ser um vencedor num jogo onde a reputação define todo o seu futuro. Dito isso, fiquei extremamente surpreso ao ver Aras completamente cego, sem nem mesmo suspeitar – pelo menos de acordo com o que a edição mostrou – que ter Vytas ao seu lado seria um fardo. Survivor é um jogo muito dinâmico em que é sempre bom ter poder, mas nunca é bom ter poder demais, já que isto o torna um grande e fácil alvo para os seus adversários. O que torna o reality algo tão legal de se acompanhar é o fato de que aliados facilmente se tornam adversários quando são capazes de enxergar – o que nem sempre acontece – para onde o jogo caminha. Assim, fica fácil entender que tudo caminhava para uma final com Aras e Vytas e mais fácil ainda de se prever que ambos seriam os maiores alvos a partir de agora, principalmente porque os dois já possuíam o perfil de quem é mais perseguido após a merge, ou seja, homem, líder, carismático, atlético e inteligente. Dessa forma, Aras não fez muito a lição de casa que um de seus colegas vencedores disse ter sido o essencial para a vitória. Em Cook Islands, Yul disse que o que o fez vencedor foi a sua rotina de todos os dias ficar imaginando qual seria o movimento ideal para cada jogador, assim podendo sempre estar à frente de todos, prevendo e se prevenindo de muito do que poderia acontecer. Claramente Aras estava cego pelo poder e confiou demais na sua aliança com Tyson e Gervase, que, mesmo sendo pessoas com uma má reputação em relação à inteligência, ainda são veteranos e experientes no jogo.
A estratégia de Aras e Tina, apontada na última review, de trazer o clima das primeiras temporadas de volta acabou caindo por terra. Enquanto eles estavam numa tribo, competir com harmonia e honestidade é sempre o caminho mais rápido para o sucesso, mas é óbvio que, depois de 26 temporadas de reality, nem todo mundo cairia neste papinho de lealdade, honra e abaixo ao caos. Neste quesito, Tyson e Gervase deram show, conseguindo levar Aras e Tina na conversa ao mesmo tempo em que faziam planos para o motim que estava por vir. Uma pena Candice ter saído tão cedo, ela com certeza está orgulhosa de ver um motim tão bem executado, mas eles nunca conseguirão despertar tanto ódio por parte do traído como só a Puta do Motim é capaz e provou em suas participações anteriores.
Algo bem legal do episódio e da temporada é ver o grande Vytas, incontestavelmente o melhor jogador da fase tribal, sendo destronado e ficando numa posição bem ruim. Em seu lugar, agora temos Ciera, que conseguiu se destacar em todos os sentidos e ganhou ainda mais meu coração. Diferente do comportamento dos irmãos do Yoga, Ciera logo previu que o retorno de sua mãe poderia prejudicar o seu jogo, já que ela havia feito uma aliança que tem em sua gênese a luta contra as duplas de familiares. Mesmo sendo algo muito difícil de ser realizado, Ciera parece disposta a escolher water em detrimento ao blood, colocando todo o seu futuro no jogo em suas próprias mãos. É impressionante como ela soube se aproveitar do voto da mãe enquanto ele é necessário ao mesmo tempo em que deixa claro que pode descartá-la quando a sua presença for prejudicial. Gosto muito da postura dela, que é completamente a oposta da adotada por Katie, e agora entendo porque os produtores resolveram trazer Laura de volta. Durante a fase que antecede a temporada, Jeff sempre dá muitas entrevistas sobre o elenco e em uma delas disse que só resolveram trazer Laura de volta porque conheceram a sua filha e queriam muito ver ela no programa. Ponto para eles, que escolheram um cast de retornantes questionável mas que recheou de boas opções a tribo dos Loved Ones.
Em relação ao Duel que determinou o retorno de Laura M, a prova foi mais do que batida e bem sem graça, já que era extremamente fácil prever quem iria ganhar. John cumpriu o seu papel de bom moço e marido que se ferra por confiar nas pessoas, enquanto Laura B foi uma atração à parte. Pelos motivos errados, sua participação foi bem divertida, principalmente pela sua falta de habilidade de conviver com seres humanos, o que é muito natural para uma pessoa que é casada com o Rupert. A verdade é que acabei me apegando à tosquice da Capitão Caverna e fiquei com dó de vê-la partindo, uma vez que ela rendeu bem mais do que eu esperava. A prova de imunidade foi ainda mais sem graça, já que era um jogo da memória fulera que já foi vencido por Brenda, Asian Sensation, em Nicaragua e expôs ainda mais a necessidade de eliminar Aras o quanto antes. Impressionante como o jogo de Vytas parece com o de Brenda em Nicaragua, espero que ele não tenha o mesmo ingrato final.
É importante ressaltar a evolução de Tyson como jogador e dar o braço a torcer, o cara esta indo muito bem. Toda a articulação do blindside foi ótima e ele ainda conseguiu encontrar o idol depois de Caleb e Hayden terem pateticamente contado o que havia na pista lida por John. Só fico imaginando que ele precisava ter mais paciência com Monica, principalmente por que sua aliança possui 3 jogadores novatos que podem muito bem se tornarem os finalistas e a esposa de Culpepper pode ser a chave para mudar este panorama. Ainda fico com a impressão de que Tyson se ferrará em mais um lindo e épico blindside, já que insisto em perceber que a edição não o retrata como um possível finalista. Posso até estar completamente enganado, mas aposto numa final composta por Ciera, Vytas e Hayden.
Semana que vem tem barraco e se desta vez Terry, participante de Exlie Island, pôde comemorar a eliminação de seu arqui-inimigo, acredito que na próxima quarta-feira teremos Jerri Manthey radiante assistindo à eliminação de Tina.
#TeamJerriAllTheWay
Ranking da semana:
1 – Ciera. Finalmente conseguiu passar Vytas no ranking e tem, no momento, as melhores chances de vitória. Ciera é inteligente, provocativa, estratégica e tem tudo para estar na final. From the zero to the heroe. As pessoas ainda não aprenderam que participantes fracos fisicamente podem se tornar grandes ameaças quando sobrevivem à fase tribal, sorte dela, que vem se aproveitando do fato e tomou conta do jogo. Adoro suas reviradas de olho e sua irritação com a própria mãe. Fui só eu quem sentiu a edição introduzindo a trama de Ciera dando um blindside em Laura? Fico no aguardo e se ela realmente fizer isso vai entrar para a história como uma das melhores participantes.
2 – Vytas. Acabou confiando no poder e histórico de Aras e se complicou. Acredito que ele conseguirá virar o jogo, alcançado a vingança contra aqueles que machucaram seu irmãozinho. Ninguém falou para o Tyson que não se mexe com irmão de presidiário?
3 – Tyson. Tirou Aras da posição de poder e tomou o seu lugar. Vem fazendo tudo certo, mas pode acabar na mesma situação do seu colega de tribo em breve.
4 – Hayden. Vem ganhando bastante destaque sempre com confessionários sobre estratégia de jogo e se colocou numa boa posição. Pode muito bem surpreender e levar o milhão para Kat.
5 – Gervase. Fiel escudeiro de Aras passou para o lado de Tyson e deve ficar fora da linha de tiro por enquanto, mas dificilmente conseguirá votos do júri pela traição cometida.
6 – Monica. Foi bem esperta ao perceber as intenções de Tina, mas tem que aprender a falar menos e a demonstrar mais confiança em seus aliados.
7 – Laura. Por mais que esteja na aliança majoritária, deve ser eliminada em breve. Vem mostrando muita força, determinação e devoção à filha, mas vem pecando no lado estratégico. Deve alegremente dar o voto do milhão para Ciera, mesmo se a filha a apunhalar pelas costas como parece que vai acontecer.
8 – Tina. Assim como Aras, não foi capaz de entender o tamanho da ameaça que é ter um parente ao lado. Deveria ter ao menos sugerido uma aliança entre os Loved Ones. Louco para ver sua hipocrisia no episódio que vem, vai ficar revoltadinha porque o amigo foi traído sendo que ela mesma traiu Jerri e Amber em Australian Outback. Dois pesos, duas medidas. Tudo em nome da honestidade e da honra, só que não.
9 – Katie. Vem sendo menos relevante que o boné de Jeff Prosbt na temporada.
10 – Caleb. Invisível. Vai ir longe mas não chegará ao final.














