Stuck in the Middle (With You), o trunfo que Supernatural tanto precisava chegou!
Essa semana Supernatural apresentou mais um ótimo episódio, numa trama envolvente, com o trunfo que ela tanto precisava. É empolgante ver o caminho que SPN está tomando agora, num possível Apocalipse 2.0. Todos os fatores envolvendo Azazel, a Colt, os generais de Lilith e Lúcifer trouxeram um elemento nostálgico à trama da temporada, simbolizando, a meu ver, o início do fim da série. E, se ela realmente for por essa direção, tudo pode terminar num saldo extremamente positivo.

Stuck in the Middle (With You) foi inovador, utilizando referências e construções de roteiro similares aos filmes de Tarantino, e elementos de temporadas passadas. Ele entregou-nos uma trama simples, num enredo não linear, tornando a história ainda mais envolvente, mostrando todos os pontos de vista dos personagens envolvidos, e com batalhas empolgantes e bem ensaiadas. Richard Speight Jr (Arcanjo Gabriel) dirigiu o episódio magnificamente, acertando em cheio do começo ao fim. Arrisco dizer que ele superou até Lily Sunder Has Some Regrets, o até então melhor capítulo da temporada.
Os Príncipes do Inferno
Quando você pensa que SPN não é mais capaz de nos surpreender, ela apimenta uma história antiga de forma inteligente e gloriosa. Afinal, quem não sente saudade de Azazel, por mais crueldade que ele tenha feito aos Winchesters? O Demônio de Olhos Amarelos era um calo no pé dos irmãos, sendo apenas um inimigo. Agora imaginem mais três para lidar?! A tática dos showrunners foi sensacional, em nenhuma temporada foi dito que Azazel era o único general do exército demoníaco, eles nunca descartaram essa possibilidade. Supernatural conseguiu inovar mais uma vez, trazendo um novo ar de esperança para o futuro da série.

Ramiel, o segundo general a dar às caras, causou um enorme estrago aos Winchesters, revelando toda a amplitude da sua força com a Lança de Miguel. Mary entrou em desespero pela semelhança com Azazel (trazendo más lembranças à mamãe), Sam e Dean foram derrotados com facilidade, Crowley humilhado e Castiel quase foi dessa para a melhor (numa cena belíssima, cheia de emoção e significado). No entanto, o mesmo já foi descartado pelo poder de sua própria arma.

De acordo com Ramiel, ainda existem dois generais vivos na Terra: Asmodeus e Dagon. Os três manteram-se distantes à causa de Azazel durante anos, escondidos graças ao apoio do próprio Crowley. Mas será que agora, perante a morte de Ramiel e o filho de Lúcifer, os dois demônios de olhos amarelos restantes entrarão na trama? Dagon já foi escalada para o próximo episódio, sendo, como eu suspeito, a criatura que irá abrigar Kelly Kline.
Mas o que será que isso significa? Será que Dagon e Asmodeus finalmente apoiarão Lúcifer, tornando-se os próximos vilões e antagonistas da temporada? Caso a série se direcione para esse caminho, num possível novo (e final) Apocalipse, ela tem todas as cartas na manga para apresentar uma trama em potencial. Eu acredito que essa é a chance de SPN sair por cima, numa guerra gigantesca entre os HdL, os caçadores e as forças demoníacas, fechando a série com chave de ouro.
E eu volto a dizer: não confiem nos Homens das Letras!

Está cada vez mais claro que Mary fez uma jogada arriscada na semana passada, numa tentativa de ajudar os filhos e tornar suas caçadas mais eficazes, ao se aliar aos Homens das Letras Britânicos. Mas a pergunta que fica é: será que valeu a pena? Que custos Mary teve que pagar para completar a missão que o grupo lhe passou? Nós quase perdemos o Castiel nessa brincadeira e, o que não é novidade nenhuma para nós, os telespectadores, Mr Ketch mal se mostrou arrependido pelo ocorrido.
Será mesmo que o grupo não sabia quem Mary e os outros enfrentariam, onde eles estavam se metendo? É suspeito demais, principalmente vindo de pessoas que sempre se vangloriam de saber de tudo, estando a par de informações privilegiadas. Mas, deixando de lado esses fatores, vem o questionamento mais importante do resultado final desse episódio… O que os Homens das Letras planejam com a Colt? Qual é o objetivo deles nessa missão de doutrinar os caçadores? E ainda, até que ponto os Winchesters vão sofrer por estarem envolvidos nessa história?
A Cereja do Bolo

Depois de um episódio fascinante, muito bem construído, em roteiro, produção, atuações e cenas impactantes, o que nós menos esperávamos era um final como esse… Uma cereja do bolo, não mais como um ídolo do rock ou presidente dos EUA, em sua pele perfeita, no único ator capaz de personificar a essência de Lúcifer. É claro que Misha Collins teve seu valor no papel, mas Mark Pellegrino foi, é e sempre será o meu, o seu, o nosso verdadeiro Príncipe do Inferno.
Será essa apenas uma participação especial (o que já levou os fãs à loucura com míseros segundos em cena) ou ele voltou para ficar? Caso a segunda opção se prove correta, o que podemos esperar de um Lúcifer com sede de vingança e, pior ainda, modificado pela paternidade? Algo me diz que isso o tornará ainda mais perigoso, frio e calculista, disposto a passar por cima de tudo e todos que entrarem em seu caminho ou no de seu filho. O que vocês acharam do retorno do personagem? O que isso pode significar? Aguardo suas opiniões nos comentários!















