Confissões de um Winchester adolescente!

Olha eu aqui, ocupando o lugar do Matheus essa semana. O Matheus ganhou uma viagem sensacional para Tangamandápio e sem hesitar foi visitar o Jaiminho. Boa sorte Matheus! Mas não se preocupem, logo mais ele estará de volta, com um belo sanduíche de presunto e o delicioso suco de limão que parece tamarindo mas tem gosto de groselha. Enquanto isso, sinto muito, vocês terão que me engolir!

Sendo assim, logo de início digo que estou muito feliz em ter essa oportunidade de falar sobre a a série que me fez ser série maníaca. Sim, foi por causa de Supernatural que me joguei no mundo das séries. Também foi por causa de Supernatural que entrei para o time do Série Maníacos. Supernatural é a única série “antiga” que assisto desde o começo, sagradamente (sem maratonar), e nunca cogitei largar. Portanto, a saga dos irmãos Winchester tem e, provavelmente, sempre terá um espaço grande e especial no meu coração série maníaco. Bom mesmo é perceber que mesmo depois de todos esses anos, independente de qualquer coisa, eu ainda me divirto, e muito, com a série. Mas mais que tudo, posso dizer com convicção que eu ainda amo Supernatural, e essa review será sim cheia de amor.

Episódios como esse, servem como prova do porquê Supernatural ainda está no ar. Admito que essa temporada está um tanto quanto melancólica demais para mim, mesmo que sempre tenha visto a história de Dean e Sam chegando perto da história de Caim e Abel. Mas ver Dean como o antagonista claro dessa temporada tem um gostinho agridoce. Fiz campanha para Dean permanecer como demônio por mais tempo e me decepcionei quando ele voltou ao “normal” tão cedo. Mas depois de passada a raiva inicial, fiquei satisfeita em ver que na realidade, mesmo não sendo mais demônio, ele não voltou ao normal. Ver a luta de Dean contra seu demônio interno, e sua transformação em ameaça da temporada é justo. Mesmo se já tenha visto isso antes.

A história de Supernatural sempre foi a história do amor entre dois irmãos. O que um está disposto a fazer pelo outro. Os Winchesters enfrentam demônios e monstros literais e figurativos, mas no final o que importa são eles, um ao outro, o relacionamento familiar que fala mais alto que (quase) qualquer coisa. Ver um ser o declínio do outro, o calcanhar de Aquiles, me agrada e sempre me agradará. Podem me julgar.

Uma das coisas que mais irritam os fãs de Supernatural é a quantidade excessiva de episódios fillers. Eu não sou uma delas. Adoro boa parte dos fillers da série. Principalmente quando são feitos com delicadeza e atenção. “About a Boy” é um desses episódios. Supernatural é eficiente em pegar fábulas e encaixar em sua mitologia, portanto, quão feliz vocês ficaram que a bola da vez foi João e Maria? Achei um sacada muito boa do roteiro nos mostrar o que aconteceu com João e Maria, além do conto que já conhecemos.

Mas é aqui que fica a minha indagação: mais alguém acha que a bruxa, que se virava como podia e transformava adultos em criança, na realidade era a própria Maria? Isso, para mim, faz mais sentindo porque deixa claro que o tal do “final feliz” realmente não vem para todo mundo. Nem final feliz e nem segunda chance. Dean que o diga. Mas já sabíamos que ele não se livraria da marca de Caim assim tão fácil, certo? Nem precisava ser gênio para saber que bastava Sammy correr qualquer tipo de perigo para Dean abrir mão de qualquer oportunidade de ter sua sanidade (ou insanidade própria) de volta, “dar uma de Dean Winchester” era fato mais que claro.

A bruxa Maria/Gretel (ou não) falar alemão não foi um mero detalhe, foi uma forma de honrar o clássico de João e Maria (ou Hansel e Gretel, originalmente), um conto alemão documentado e publicado pelos irmãos Grimm em 1812. Sim, Supernatural tem muito furo de roteiro. É verdade! Inclusive, em muitos momentos o roteiro da série apresenta sinais de cansaço. Mas, enquanto ainda me entreter, não reclamarei, afinal, não deve ser fácil manter uma série no ar por mais de 10 anos e ainda ter atenção e cuidado com os detalhes que são inseridos na mitologia. Claro que chega um momento que fica ainda mais difícil agradar a gregos e troianos. Hoje me atenho mais as coisas que ainda tornam a série especial e sou feliz assim.

Mas, o melhor do episódio, sem dúvidas, foi o Little Dean. Gente, o que foi aquilo? O ator Dylan Everett estudou os trejeitos do Jensen Ackles direitinho e me deixou encantada. Ainda mais porque lembro de ter pensado quando ele apareceu pela primeira vez no episódio “Bad Boys” (9×07), que a produção poderia ter escolhido um mini Dean melhor. Aqui em “About a Boy”, o Little Dean, além de dominar o episódio, foi também pontual em suas piadas. Sério, ri muito quando ele falou da sua aventura no ônibus ao som de Taylor Swift e seus descontroles da puberdade, afinal, foi uma cena tão Dean sem Dean, se é que me entendem! Realmente fiquei encantada.

Pobre menino Padalecki. Como se já não bastasse ser destruído pelo carisma e talento do Jensen em todo episódio, ele foi destruído também por um menino de 20 anos (sim, Dylan tem 20 anos, fui pesquisar). Já passou da hora de Jared/Sam cortar o cabelo, só tenho isso a dizer!

Devemos nos preparar para a chegada do “Grand Coven”, que virá atrás da Rowena, ou mamãe Crowley para os íntimos. Vou aproveitar para dizer que a mamãe Crowley me irrita muito. Não só pelo fato da atriz ser extremamente exagerada, mas também porque Rowena traz à tona, a todo momento, a parte do Crowley que anseia por humanidade, e esse é um plot que eu realmente não gosto. Crowley com humanidade, em busca de um companheiro de aventuras, de carinho, de aceitação e até mesmo de compreensão enquanto todo mundo o faz de tonto, me irrita. Crowley não é isso. Crowley é cafajestagem pura, “The King of Hell” na melhor forma possível. Portanto, estou torcendo para esse Grand Coven chegar logo, tocar terror, levar Rowena embora e trazer o bom e velho Crowley de volta.

PS: um episódio sem Castiel e sem Crowley, sempre é um episódio que falta algo!

PS: “Shake it Off” da Taylor Swift foi escolhida para passar uma mensagem subliminar, só pode! Supernatural e suas piadinhas internas! Dean Winchester <3.

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