Dividida em duas.
Adoro Charlie e todos os episódios dos quais ela participou na série são memoráveis, principalmente devido à dose de loucura aplicada. Portanto, esperava um pouco mais do episódio dessa semana. Mais diversão, mais emoção, mais tudo. Infelizmente, não foi tudo isso que eu esperava e com There’s No Place Like Home, já voltamos a episódios medianos de Supernatural.
Gostei de ver Charlie novamente e da ideia de ter duas dela. A ideia não é 100% original, mas funcionou bem aqui, tanto para entreter quanto para fazer um paralelo com a situação de Dean. Felicia Day interpretou muito bem as duas facetas da personagem segundo as propostas do roteiro, gerando certa dose de diversão.
Porém, o grande plano megalomaníaco da Dark Charlie de ir atrás do responsável pelo acidente que matou seus pais foi o grande ponto fraco do episódio. Historinha clichê e desinteressante com a qual não consegui me envolver, fazendo com que todas as cenas de investigação soassem bem vazias e cansativas. O pior de tudo foi a idiotice de Dean caindo na conversa de que Dark Charlie iria “apenas conversar” com o causador do acidente. Mais previsível do que foi, impossível.
E falando em idiotices, nada é mais idiota do que a nova dieta de Dean. Se o caminho que a trama quer seguir é o de Dean controlando a si próprio, que isso não envolva essa besteira dele ficar fazendo comidas estranhas e naturais. Acho que é processo é trilhões de vezes mais psicológico que orgânico, vamos combinar. Cenas de Dean no bar encarando bebidas são completamente babacas e dispensáveis.
Em termos mitológicos, o episódio foi bem. Tanto explicando essas idas e vindas de Oz, a guerra que estava acontecendo lá e também conseguindo encaixar os Homens das Letras nessa história. O único exagero é que aquele Homem das Letras TAMBÉM ter sido dividido igual a Charlie e o seu eu maligno ser o Mágico de Oz foi uma coincidência ridícula de tão grande e absurda. Foi apenas uma solução porca e fácil para amarrar as pontas e solucionar as tramas do episódio.
Mesmo assim, o clímax em si foi bacaninha, por ser movimentado e divertido, com destaque para a luta entre Dean e Charlie. O que eu mais gostei, entretanto, é que o final deixou bem claro que Charlie ainda retorna, e dessa vez não vai demorar tanto quanto da última. Pelo menos foi o que deu a entender.
















