O conflito entre o dever e a compaixão.
Ainda soa estranho o fato de Strike Back estar em sua última temporada, considerando que a série consegue melhorar a cada episódio. The Duo is M.I.A não foi diferente, chegando a ser até um pouco mais interessante que os dois primeiros episódios.
Se a cada semana os produtores da série nos apresentam um conteúdo novo – leia-se ‘inimigo’ – dessa vez foi nos apresentado a Yakuza, uma máfia originalmente japonesa. Já era de se esperar por novos inimigos na trama, talvez o tiro mais certeiro que os produtores deram nessa temporada. O que começou com um ‘simples’ sequestro, está terminando – ou não – em um arsenal nuclear.
Comparando os atuais inimigos da Seção 20 com as autoridades tailandesas, chegamos à conclusão de que Mike, Scott e companhia estão longe de deixarem o país. Isso por que além das autoridades e da Divisão 39, Yakuza parece ser apenas umas das pontas do iceberg que a Seção 20 encontrará pelo caminho, o que deixa tudo muito imprevisível.
Não entendi bem o motivo de Lawan ter ‘confessado’ a morte de Foster, tampouco a desconfiança de Richmond com tal confissão. Achei forçado esse conjunto de fatos cujo foi crucial para o restante da trama. Quanto a descoberta de Locke sobre Mei, e toda a cena na casa de Chloe, também achei forçado, principalmente quando a antagonista usou a seringa na jovem – será que ela teve compaixão? A cena em si foi legal, mas o fato de Chloe não ter ao menos ter corrido risco de vida, deixou tudo meio sem sal – assim como foi a morte de Garland.
Por mais que The Duo is M.I.A tenha sido recheado de adrenalina, não deixou de ser estranho. Não me lembro de ver Mike e Scott passarem tanto tempo longe um do outro, fato até comentado por Stonebridge nos minutos finais quando ele grita: que merda, Damian! Espero que tenha tido mais sorte que eu.
Se Mike passou sufoco desde que se separara de Scott, por outro lado o mesmo curtiu o dia com seu filho Finn da melhor maneira que poderia acontecer. Parabéns aos envolvidos pela ideia. Ver Finn chamar Scott de traficante foi muito engraçado. Bem que caberia um ‘You Know Nothing, Jon Snow’ naquela cena.
Shiro-san deu tanto trabalho para Mike quanto Aaron – o primo de McQueen – deu no primeiro episódio. Dessa vez Stonebridge não conseguiu pegá-lo. Outro também que está tendo dor de cabeça é Philip Locke, que deve ter perdido a conta de quantas vezes Mei esteve em seus braços. Provavelmente ela ou Shiro-san devem morrer no próximo episódio, já que o intuito é que sejam apresentados mais inimigos na trama – estão faltando chineses nessa briga.
O Veredicto
Duo is M.I.A foi um episódio com falhas, mas não com defeitos. E essas falhas não prejudicam a trama, mas incomodam aqueles que são detalhistas, como eu. Mas, todavia, porém, o episódio seguiu a mesma tensão dos dois primeiros, e isso tende a aumentar cada vez mais.
Mesmo que Mei e Shiro-san não venham a morrer no próximo episódio, e que Yakuza seja mesmo uma das pontas do iceberg, acredito que muita coisa ainda está pra acontecer em Strike Back, e que inimigos mais poderosos aparecerão no caminho da Seção 20. Se eles quiserem mesmo cancelar a série, que cancelem, mas que aconteça alguma desgraça no final da trama que não dê chances de a mesma ressuscitar algum dia como estão fazendo com Prison Break. Série boa tende viver apenas uma vez, para deixar saudades.
Considerações finais
– Scott ainda virgem.
– Senti dó do Mike quando ele gritou pelo Damian.
– Dessa vez Sr. Benz não apareceu 🙁
– Acho que Garland deveria ter tido uma morte mais honrosa.
– Ainda estou achando Martinez muito apagada nessa temporada.
– Não tive ânimo de citar os dois traficantes na review, espero que eles não sejam importantes para a trama.
– Ainda não me arrisco dizer como será o fim da série.














