
Um series finale antecipado.
Spoilers Abaixo:
Smash está mesmo em uma excelente fase! Mas, mesmo nessa sequência de sensacionais episódios, nada chegou perto de “Opening Night”, aquele que aguardávamos ansiosamente desde que começamos a assistir à série. Depois de tanto perrengue, de tantas mudanças no elenco e na equipe e de uma série de problemas que muitas vezes pareceram insuperáveis, foi até difícil acreditar que Bombshell finalmente estreou! E estreou em grande estilo, com Ivy como a grande estrela e Karen se roendo de inveja na plateia, como tudo deveria ter sido desde o início.
Brincadeiras à parte, não sei se é uma opinião só minha, mas acho tanto Ivy quanto Karen muito mais interessantes quando estão em clima de “cessar fogo” como estiveram nesse episódio. Gosto quando as duas reconhecem o talento uma da outra e conseguem lidar com isso de forma madura, sem sentirem inveja, reconhecendo também o próprio valor e aceitando o próprio destino. A conversa entre as duas no camarim foi realmente muito bacana. Ivy e Karen já tiveram momentos interessantes, mas nunca haviam sido tão honestas e diretas entre si.
E nada, nada mesmo, poderia ter me preparado para a união de forças entre as duas para a performance de “That’s Life” – repertório escolhido a dedo para representar toda a jornada de ambas que acompanhamos. O número tornou-se instantaneamente uma das três melhores apresentações musicais da série, em minha opinião (tendo as outras duas sido “Don’t Forget Me”, interpretada por Katharine McPhee no season finale da temporada passada, e “I Can’t Let Go”, por Jennifer Hudson, nesta temporada). Dividir esse momento com Karen foi de uma nobreza enorme por parte de Ivy, que também foi linda ao dispensar Derek categoricamente (não que Derek aceite passar a noite sozinho, como o episódio fez questão de nos mostrar). Aliás, Ivy reclamou e reclamou, mas na hora H foi com a mãe que pôde contar para entrar no palco serena e sem inseguranças bobas. A participação de Leigh Conroy foi, mais uma vez, extremamente bem-vinda e, apesar de discreta, fez toda a diferença no episódio.
Mas, por mais que a união entre nossas duas estrelas tenha sido um dos momentos mais bacanas da temporada, do ponto de vista racional não foi um bom movimento para nossa Marilyn. Todos os olhos se voltaram para Karen, o que fez com que Scott e Derek se empolgassem ainda mais com a ideia de levar Hit List para a Broadway, concorrendo com Bombshell. Não me canso de dizer o quanto essa ideia me incomoda. Passamos uma temporada inteira acompanhando e torcendo por Bombshell, e de repente a série decide colocar outro espetáculo aleatório para concorrer com o “nosso” – com chances de desbancá-lo. Isso me deixa muito tenso!
Principalmente porque fiquei tão emocionado quanto Eileen ao ver nosso show finalmente despontando, sendo um sucesso e ganhando seu merecido lugar ao sol. Para quem conhece musicais, a cena de Ivy chegando triunfalmente por último para receber os aplausos do público certamente foi maravilhosa. Depois de tanto tempo, era o mínimo que merecíamos, e será muita injustiça se Bombshell sair do topo tão rápido – ainda mais agora, com Eileen pensando grande e anunciando um baita de um investimento para a temporada na Broadway.
Já a briga entre Tom e Julia está cada vez mais complicada. Mais uma vez, tendo a ficar do lado de Tom quando percebo que, se seu trabalho como diretor em City of Angels ainda não era garantido, ficava complicado contar para Julia sem romper a parceria prematuramente no processo. Aliás, foi até engraçado ver Rosie O’Donnell fazendo o papel de “a fofoqueira que só aparece pra contar a Julia o que Tom planejava e sai em seguida”, hahah. Acabei dando risada sozinho na hora. De qualquer forma, também não culpo Julia. Sinto a dor dela e entendo que não é fácil digerir uma informação como essa ou se sentir preterida. Não a condeno. Confesso, porém, que condeno um pouco a ideia de juntar Tom e Kyle, assim, de repente. Espero que seja um “one night stand” apenas, o que até tornaria a situação compreensível. Se não for, será estranho ver esse casal na série, não acho que eles combinem em nada. Isso até ficou meio com cara de “fim de novela”, com todos se arranjando: Tom com Kyle, Derek com a fulaninha dançarina e, claro, Julia e Scott, esse, sim, casal que já ameaçava nascer há tempos.
Falando nele, Scott até mesmo cantou a pedra do que teremos no season finale (cujo título será “The Tonys”): Hit List versus Bombshell, ou melhor, Karen versus Ivy como indicadas ao Tony. Já podemos começar a fazer nossas apostas: quem será que vence? Vocês sabem que sou Team Ivy desde criancinha, mas as coisas estão dando tão certo – certo até demais, o santo desconfia! – que eu me sinto obrigado a apostar em Karen. E, se esse for mesmo o fim da série, posso dizer que este décimo-segundo episódio terá sido, para o meu gosto, o series finale ideal para Smash. E um senhor series finale, diga-se de passagem!
P.S. – Sim, ignorei Leo ressurgindo das cinzas, porque certas coisas merecem ser ignoradas.
Músicas do episódio:
– Don’t Forget Me (original), por Megan Hilty;
– That’s Life (Frank Sinatra), por Megan Hilty e Katharine McPhee.















