
Depois de Jennifer Hudson… Jack McFarland?
Spoilers Abaixo:
Como imaginávamos, a participação de Jennifer Hudson parece ter sido encerrada no episódio anterior, com Ronnie completando seu ciclo e ao mesmo tempo trazendo visibilidade à dupla Jimmy e Kyle. Mas, quem diria, ela deu lugar a um substituto à altura: “apenas” Sean Hayes, o sensacional Jack McFarland, de Will & Grace.
Essa participação tinha tudo para ser algo épico, e, confesso, estava empolgadíssimo para ver “Jack e Grace” juntos novamente. Infelizmente, não fui atendido, o que me deixou meio frustrado. E mais frustrado ainda fiquei ao perceber que o ator foi desperdiçado em um arco ridículo, sem nenhuma razão de existir.
Bem-feito para mim, que fiquei torcendo para ver Ivy brilhando como Cecile em Liaisons. Acabei vendo minha vontade sendo satisfeita, apenas para querer voltar atrás e nunca ter desejado isso. O superastro Terrence é um personagem extremamente caricato, e boa parte das tentativas de nos fazer rir acabaram não funcionando. Até achei engraçado no início, vê-lo completamente não situado em seu trabalho, virando-se para a atriz errada ao se dirigir às personagens, mas a piada foi longe demais! Por muito menos, nossos amigos de Bombshell tiveram sérios problemas com Rebecca Duvall – o que me lembra, aliás, que já vimos essa história antes, e não gostamos.
A boa notícia foi que Ivy realmente brilhou. Mais uma vez, ela tomou as rédeas da situação e a conduziu com maestria. Honestamente, minha maior tristeza ao ver a audiência de Smash sendo “smashada” é pensar no risco de não conseguir mais ver Megan Hilty tão bem aproveitada na TV quanto tem sido em Smash. Mas, infelizmente, perdi completamente a vontade de vê-la em Liaisons. Como não temos muita opção, pois duvido que Terrence sairá de cena tão cedo (e não antes de uma baita cena com Julia, por favor!), o jeito é ver para onde irá essa história.
Outra história que foi para um caminho um pouco estranho foi a de Karen, só para variar um pouco. O romance água com açúcar com Jimmy, aparentemente, foi por água abaixo, pelo menos por um tempo, mas por que diabos Kyle inventou aquela fofoca de que ela estava namorando Derek? Ciúmes? É até interessante para o desenvolvimento de Kyle (embora eu goste demais dele para vê-lo tomando uma atitude tão mesquinha, mas tudo bem, eu supero!), mas péssimo para Karen e Jimmy, a não ser que Derek torne-se efetivamente parte desse triângulo. Por fim, tivemos o número “Some Boys”, com Karen cantando, completamente aleatório e que não me agradou nem um pouco. E olha que adorei a versão e até sinto falta de mais cenas musicais em Smash, desde que mais bem encaixadas no episódio.
Falando em Kyle, como se não bastasse tudo o que ele passa na série, o rapaz agora precisa lidar com o fato de que não tem talento algum para a dramaturgia. Seu roteiro era realmente de dar vergonha alheia em qualquer um (até mesmo na divertidíssima bicha má periguete que me passou uma leve impressão de que estava a fim do jovem antes de ler o desastre). A solução: transformar Hit List em um show feito apenas por músicas, sem diálogos. Isso significa que agora o potencial sucesso fica nas mãos de Jimmy, e Kyle se torna praticamente um mero consultor para direcionar as letras das músicas. Uma pena.
Isso posto, vamos falar de coisa boa? Vamos falar dessa coisa linda que é Bombshell, que atravessa mais uma de suas crises? Então vamos! Desta vez, consegui embarcar com vontade na trama de Julia, dividida entre confiar na inspiração que Peter lhe proporcionou ou nos rumores de que o cara é um vigarista. Como não gosto muito do personagem, fiquei torcendo para que a segunda opção fosse o desfecho desse arco, o que acabou não acontecendo: a parceria entre os dois rendeu um texto que foi um sucesso e agradou a muita gente.
Mas não agradou a quem interessava: Jerry. Segundo ele, o espetáculo era “bom demais” para a Broadway, o tipo do show que não dá público (o que não deixa de ser curioso diante da crise pela qual Smash tem passado – metalinguagem define). Como de costume, sou Team Tom, estou com ele e Jerry nessa história, e não com Julia e Derek. Nós amamos Bombshell na primeira temporada, e, por mais que Smash seja sobre a trajetória de um espetáculo até a Broadway, toda essa reforma parece um pouco inverossímil para algo que já era tão bom.
Precisamos reconhecer que jogar a decisão entre o novo espetáculo e o antigo para Eileen foi um belo de um cliffhanger, mas o que me deixou estarrecido foi: depois de tanto esforço para derrubar a ex-mulher, por que diabos Jerry concordaria em fazer a vontade dela? Extremamente estranho.
Assim, passo a bola pra vocês: o que acham que Eileen decidirá? O que vocês decidiriam? Por mais que eu torça pelo retorno da antiga Bombshell, isso não significaria que toda essa história de transformá-la foi pura enrolação? Complicado, hein, Smash? Muito complicado.
Músicas do episódio:
– Public Relations (original), por Katharine McPhee e Christian Borle;
– Some Boys (Death Cab for Cutie), por Katharine McPhee;
– Caught In The Storm (original), por Jeremy Jordan.





















