Depois desse episódio só veremos Smallville no fim de Janeiro, mas com grande alegria posso dizer que este foi um episódio que compensa toda a espera que estar por vir.

Spoilers Abaixo:

Logo no início deste episódio tivemos uma inversão de acontecimentos. Digo inversão porque normalmente as cenas melosas e românticas de Lois e Clark vêm depois de toda ação e tensão da trama, mas dessa vez foi diferente e pudemos ver nosso belíssimo casal em um dos momentos mais lindos da série: o pedido de casamento.

Confesso que não esperava que os dois fossem noivar nesta temporada, mas já que os acontecimentos estão aí, vamos aceitá-los da forma maravilhosa que estão sendo construídos. Mesmo com toque de recolher e aquela recusa de jantar no mais concorrido restaurante de Metropólis (que fica naquela esquina padrão da cidade, claro) para ficar em casa comendo donuts.

Além disso, também tivemos a festa de noivado organizada pela galerinha da Liga da Justiça lá na Watchtower com direito a champagne, StarGirl, Gavião Negro e Canário Negro sem um mísero diálogo naquela telinha tosca.

Saindo do plot felicidade extrema, vimos Oliver, o saco de pancadas da série, apanhar de um bando de civis tomados pela insegurança provocada pela Escuridão (nome popular para o malévolo Darkseid) e aquela ceninha tosca da StarGirl salvando o Arqueiro e o Gavião da multidão enfurecida.

Tudo isso serviu para que Clark decidisse criar um disfarce tosco para os integrantes da Liga e fechar a Watchtower por tempo indeterminado. Objetivo? Proteger nossos heróis. E minha opinião sobre isso ainda não está formada. Não sei se foi uma boa escolha de Clark, mas confesso que no momento nossos heróis precisam se preservar para continuar a lutar contra os vilões e a Escuridão. Apesar de que um QG faz falta para qualquer equipe. Vamos ver para onde isso levará os integrantes da Liga.

Enquanto isso, no Daily Planet uma militar metida a poderosa interrogava Lois, Dr. Hamilton, Tess e Cat Grant. Adorei a construção das cenas e todo o clima de ditadura militar. Me fez lembrar-se do Ministério da Magia (Harry Potter) em tempos de guerra.

Agradeço aos roteiristas porque agora temos uma visão de como o mundo está se comportando com a presença dos vigilantes, ao contrário das temporadas anteriores. Seja a multidão revoltada achando que Oliver tentava assaltar um assaltante ou o toque de recolher digno de regime totalitarista. No fim das contas é isso o que o exército tem feito, representado por seu general ressuscitado Slade/Deathstroke.

Falando em Slade, ele foi o responsável por criar a tal da operação Icarus e também por matar nosso Gavião Negro-asas-de-fantasia-de-Carnaval.  Não bastasse a tragédia, deu uma surra em Lois e causou a explosão que nos deu uma cena maravilhosa.

É claro que Lois não morreria, mas doeu ver Carter caindo como o Icarus lá da mitologia grega, as asas em brasa e a coragem em alto e bom nível.

É duro perder um herói, mas pelo menos ele vai reencontrar Shayera, a Mulher-Gavião. O que me consola nisso tudo é que Clark finalmente teve coragem para dar um fim digno em algum vilão, mesmo que este fim seja enviá-lo para a Zona Fantasma. Adorei a ideia surpresa.

Outra ideia que tenho adorado é a Liga trabalhando junto.  Episódios como esse dão certo por todo o clima de ação e trabalho em equipe. Essa é a prova de que uma série da Liga da Justiça daria certo.

Devaneio à parte deve confessar que fico com receio de que as muitas histórias que os roteiristas estão desenvolvendo não tenham resoluções dignas. Afinal, só teremos mais uns 12 episódios até o fim da série. Hora de começar a rezar e fazer oferendas para que tudo dê certo, nem que seja para Osíris.

Falando em Osíris, é hora de comentar o funeral do Gavião Negro.

Todo bom fã de Smallville sabe muito bem que os enterros na série são épicos, graciosos, choráveis e cheios de todos aqueles sentimentos que temos quando alguém morre. Com o Gavião não foi diferente. O funeral tinha cenário egípcio, musiquinha depressiva e um clifhanger maravilhoso para nos deixar roendo as unhas e batendo a cabeça na parede até janeiro.

O que será aquela piramidezinha branca? E a luz?

Devo comentar que pelo menos os personagens deveriam ter desmaiado na ordem em que estavam de pé, não? A não ser que tenha rolado uma batalha antes do desmaio. Mas isso eu não tenho certeza. A única saída é esperar os próximos episódios.

Em suma, foi um episódio maravilhoso que manteve o nível de qualidade de seu anterior, 10×10 – Luthor, com boas cenas de ação e roteiro quase impecável. Eu simplesmente adorei e queria que os roteiristas continuassem a fazer episódios épicos até o fim dessa temporada, pelo menos. Afinal, é a última chance deles.

E você, o que achou?

Nota dentro do PQS (Padrão de Qualidade Smallville): 9.

Momento cômico by Lois Lane: “G.I. JOE, quando é que vai aceitar que não pode vencer os heróis americanos?”

P.S. Eu detestava a Cat Grant, mas nesse episódio ela foi legalzinha. Mesmo que tenha invejado o diamante gigantesco de Lois.

Comentário Especial:

Vocês viram? A deva Chloe Sullivan apareceu! Eu quase enfartei em vê-la, mesmo que tenha sido só um flashback. O melhor disso tudo é saber que ela continua por perto, vigiando todo mundo e enviando mensagens e cartas misteriosas. Lois, sua linda, sinta-se sortuda!

E para aqueles que amam a loirinha mais geek do mundo das séries, ela volta no próximo episódio, 10×12 – Collateral. PULA!

Vejam o promo:

Smallville volta com episódios inéditos no dia 28/01/2011. Até lá!

Artigo anteriorBaú das Séries – Raising The Bar
Próximo artigoFriday Night Lights – 5×06: Swerve