
Foi bom e com erros fatais. Como sempre.
Spoilers Abaixo:
Gostei do episódio e da temática que envolveu a aventura dessa semana, mas algumas coisas me incomodaram, principalmente as constantes incoerências de roteiro. Apesar disso, houveram muitos acertos e a continuação da relação Lois e Clark.
Falando em nossos pombinhos, tenho a sensação de que os roteiristas estão acelerando as relações entre eles, aproximando-os demais em um tempo muito curto de tela. Foi exatamente o que aconteceu neste episódio, com Lois dando piti depois de Oliver lhe contar que Clark queria se registrar. Até entendo o lado de Lois com todo o papo de não existir mais segredos entre ela e Clark, mas sinto que essa relação está acelerada. Tudo acontece e se resolve rápido demais.
E foi para aproximar nosso casal de repórteres que Mera e Arhur apareceram. O exemplo de casal que aprendeu a trabalhar junto e confiam um no outro para assim serem completos. Um papinho meloso, mas que ajudou Clark a reforçar a certeza de que sem Lois ele não será o Superman do futuro.
E nosso bom moço também só será o Superman que conhecemos quando decidir dividir as tarefas e não carregar o peso do mundo em suas costas, como bem aprendeu neste episódio. Particularmente gostei desse assunto porque mostra como o personagem tem evoluído. E também já estava na hora disso acontecer. Não é?
O trabalho em equipe mostrou-se fundamental neste episódio, mostrando-nos o que a Liga da Justiça pode fazer junto. Achei bárbaro. Cenas de ação, se é que assim posso chamar, trilha sonora instigante e heróis na parada. Adorei ver o Aquaman de volta e toda a trama de ‘terrorismo. Pode ser que assim os episódios fiquem mais interessantes. Eu, particularmente, adoro quando os heróis se reúnem.
Todo o papo da Lei de Registro dos Vigilantes é um clichê. Quantas vezes já vimos o governo dos EUA sequestrar pessoas com superpoderes para depois mantê-las em laboratórios, etc, etc, etc? Foi óbvio e até cansativo quando Oliver foi sequestrado. Merecemos argumentos melhores.
Prova disso é aquela cena estúpida, sem pé nem cabeça, em que Slade Wilson, odiador master dos vigilantes, aprisiona Clark com Kryptonita enquanto o prédio inteiro está desmoronando e nosso bom moço diz que é de aço, para depois aparecer na Watchtower lindo, impecável e sem ferimentos. O que pode ter duas explicações: Primeiro, Clark está imune a Kryptonita e como um bom homem de aço, resistiu aos ferimentos e depois foi resgatado pelo Aquaman. Segundo, os roteiristas queriam criar uma cena com Clark dizendo o clássico ‘homem de aço’, mas não pensaram na continuidade ou coerência da cena. Fico com a segunda opção.
Vale lembrar que o tal Coronel Slade Wilson também estava possuído por Darkseid, ou a Escuridão, como Clark quer chamar. E agora sabemos que o perigo não é o vilão possuir Clark, mas mergulhar a humanidade em um absoluto caos. Um ótimo argumento, que se for aproveitado corretamente pelos roteiristas, nos dará uma temporada final excelente. Outro ponto que pode render uma trama interessante é Deathstroker, ou Exterminador, vilão da DC que vimos no fim deste episódio e que será mais uma dos discípulos de Darkseid.
Voltando a falar das coisas que me agradaram, devo confessar que achei maravilhoso quando Lois entrou pela primeira vez na Watchtower, integrando-se à equipe. É estranho imagina-la no lugar de Chloe e espero que isso não aconteça, mas será divertido ver Tess e Lois trabalhando juntas e dividindo o super computador que um dia foi da nossa diva geek, Chloe Sullivan.
Gostei também de ver Lois em sua aventura investigativa, contribuindo para a solucionar o mistério. Espero que Lois continue em sua função de repórter, porque é ao Daily Planet que ela pertence, não à Watchtower. Espero que ela ajude os heróis, mas não perca o foco jornalístico. Por favor!
Gostei da temática do episódio, o patriotismo, que aborda o limite das pessoas para defender sua pátria. Não importa se são vigilantes ou militares. Aliás, estou do lado dos vigilantes. Com eles é mais seguro, sempre. Ou quem não queria ser protegido por Oliver Queen?
Em suma, tivemos o desenrolar da trama de guerra entre os vigilantes e o governo e uma evolução no relacionamento de Lois e Clark.
O episódio foi satisfatório por seus momentos de ação e união da Liga da Justiça, apesar das merdas que aconteceram. E como o episódio não me desanimou, está valendo. Pelo menos não foi um equivalente ao 10×03 – Supergirl.
Nota do episódio dentro do PQS (Padrão de Qualidade Smallville): 8.
P.S. O Dr. Emil Hamilton voltou! Dessa vez para tirar o rastreador que estava sob a pele de Clark e Oliver.
P.S. 2. Lois ameaçando o Dr. Hamilton foi hilário. Adoro esses momentos da série.
P.S.3. Real Housewives Of Metropolis? Tess, sua linda, suas piadas são ótimas.















